10 novembro 2012

Até ao Verão

 



Ana Moura


Márcia Santos 


 


Deixei


na Primavera o cheiro a cravo


rosa e quimera que me encravam


na memória que inventei


e andei


como quem espera pelo fracasso


contra mazela em corpo de aço


nas ruelas do desdém


 


e a mim que importa


se é bem ou mal


se me falha a cor da chama a vida toda


é-me igual


vi sem volta


queira eu ou não


que me calhe a vida


insane e vossa em boda


até ao verão


 


deixei


na primavera o som do encanto


riça promessa e sono santo


já não sei o que é dormir bem


e andei


pelas favelas do que eu faço


ora tropeço em erros crassos


ora esqueço onde errei


e a mim que importa


se é bem ou mal


se me falha a cor da chama a vida toda


é-me igual


vi sem volta


queira eu ou não


que me calhe a vida


insane e vossa em boda


até ao verão


 


e a mim que importa


se é bem ou mal


se me falha a cor da chama a vida toda


é-me igual


vi sem volta


queira eu ou não


que me calhe a vida


insane e vossa em boda


até ao verão


 


deixei


na primavera o som do encanto


 

1 comentário:

  1. pink09:48

    gosto da voz,elegância e frescura da fadista Ana Moura . estranho não estar mais presente entre nós. espero que não seja por falta de interesse dos agentes da comunicaçºao social...

    ResponderEliminar

Horizontes

Horizons Neil Dawson Hoje o dia não se repete no intenso azul das almas livres. A prisão da felicidade a que não chega nem se entrega a que ...