
DN e Público

JN
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
As eleições de hoje em França e as eleições em Novembro no EUA.
O mundo ocidental corre alegremente para o que se pode comparar ao que aconteceu antes da eclosão da II Guerra Mundial.
Se Trump e Putin coexistirem à frente dos respetivos países, com a extrema-direita cada vez mais forte em França e na União Europeia, o horizonte vai-se escurecendo.
Seria muito importante que Biden desistisse já, de forma a conseguir posicionar-se outro candidato democrata. Pode ser que ainda vá a tempo. Mas não deixo de me questionar sobre a cobardia dos partidos Democrático e Republicano, ao não aceitarem substituir estes líderes. Demitem-se das suas responsabilidades.
Ami, entends-tu le vol noir des corbeaux sur nos plaines?
Ami, entends-tu les cris sourds du pays qu’on enchaîne?
Ohé ! partisans, ouvriers et paysans, c’est l’alarme!
Ce soir l’ennemi connaîtra le prix du sang et des larmes…
Montez de la mine, descendez des collines, camarades
Sortez de la paille, les fusils, la mitraille, les grenades…
Ohé ! les tueurs, à la balle ou au couteau tuez vite!
Ohé ! saboteur, attention à ton fardeau… dynamite!
C’est nous qui brisons les barreaux des prisons pour nos frères,
La haine à nos trousses et la faim qui nous pousse, la misère…
Il y a des pays où les gens au creux du lit font des rêves
Ici, nous, vois-tu nous on marche et nous on tue, nous on crève…
Ici, chacun sait ce qu’il veut, ce qu’il fait quand il passe…
Ami, si tu tombes un ami sort de l’ombre à ta place.
Demain, du sang noir séchera au grand soleil sur les routes.
Sifflez compagnons, dans la nuit la liberté nous écoute…
Nos últimos 10 dias por terras de França, submergimos na actualidade francesa, ouvindo horas de debates sobre Emmanuel Macron e o seu governo. O resto do mundo eclipsou-se, com excepção de Trump, que teve direito a um programa inteiro sobre ele.
Há algum autismo no Hexágono ou é só por causa do momento político atribulado?
Não sei se o facto de Mélenchon não apelar ao voto em Macron tem ou não influência nas pessoas que votaram nele na 1ª volta das presidenciais francesas. Também não sei se, caso ele apelasse ao voto em Macron, houvesse alguma diferença na votação dos seus eleitores.
Mas isso não me impede de considerar um erro histórico o facto de Mélenchon não fazer tudo o que é possível para derrotar Marine Le Pen, para que a expressão eleitoral dela seja a menor possível, para mobilizar todos os eleitores a votar na 2ª volta das presidenciais. E isso só se consegue votando em Macron.
É uma questão de princípios e de prioridades, da essência da escolha. Acho um tremendo erro. E espero sinceramente que o seu calculismo político não o venha fazer arrepender-se desta posição.
Disputam-se hoje as primárias da esquerda (e não as primárias das presidenciais, como se ouve na RTP), com escassíssima afluência às urnas. Marine Le Pen a caminho do Eliseu.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...