22 julho 2013

What a difference a day made


Jamie Cullum



 


 


What a difference a day made, twenty four little hours
Brought the sun and the flowers where there use to be rain
My yesterday was blue dear
Today I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you

My yesterday was blue dear
Still I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you, is you


 


Stanley Adams


Cuando vuelva a tu lado (canção para o governo renovado)


Javier Solís





Sue Moreno


 





Carmela & Rafael


 





Libertad Lamarque




 


Recuerdas aquel beso


Que en brombo me negaste


Se escapo de tus labios sin querer


Y asustado por ello busco abrigo


En la inmensa amargura de mi ser


 


Cuando vuelva a tu lado


No me niegues tus besos


El amor que te daba


No repitas jamás


 


No me preguntes nada


Que nada eh de explicarte


Si el beso que negaste


Ya me lo puedes dar


 


Cuando vuelva a tu lado


Y estés sola conmigo


Las cosas que te dijo


No podrás olvidar


 


Por compasión


Une tu labio al mío


Y estréchame en tus brazos


Y cuenta los latidos de nuestro corazón


 


Coro:


Cuando vuelva a tu lado


Y estés sola conmigo


Las cosas que te dijo


No podrás olvidar


 


Por compasión


Une tu labio al mío


Y estréchame en tus brazos


Y cuenta los latidos de nuestro corazón


 


Y cuenta los latidos


De nuestro corazón


 


María Grever

Corridinho de Belém

 



 


 


E vai de roda o meu país


corridinho já lá vem


ora ouçam o que ele diz


microfone de Belém.


 


Vai um passo mais à frente


e três passos mais atrás


um coelho de repente


dá um pulo para trás.


Abre portas sem receio


nesta dança de pigmeus


fecha as portas do recreio


ai Jesus valha-me Deus.


 


E vai de roda a contradança


neste vira de espantar


sai da roda a esperança


sem vislumbre de voltar.


 


Soa agora o cavaquinho


vai de roda até fartar


parte a asa pucarinho


que a ordem é casar.


Se é feio e desdentado


tu és coxo lá do siso


vade retro ó danado


que de ti já não preciso.


 


E vai de roda o meu país


corridinho do desdém


ninguém liga ao que ele diz


microfone de Belém.


 

21 julho 2013

Eu é mais bolos

 


Daqui se concluem muitas coisas:



  1. Não percebo nada de nada de política.

  2. Onde eu vi uma oportunidade de se juntarem forças para forçar uma renegociação do memorando, outros viram golpadas do Presidente e fraqueza de António José Seguro.

  3. Depois de uma crise de implosão do governo, após uma decisão de Cavaco, que ressuscitou para uma decisão criativa e original, o Presidente acaba por dizer que, afinal, este governo serve muito bem, até ao fim da legislatura.

  4. O PS é que teve a culpa de não se ter chegado a um acordo, segundo todos os comentadores que opinam.

  5. António José Seguro não teve qualquer apoio nem confiança dentro do próprio partido – de todo o lado vieram recados e ameaças.

  6. O CDS, que queria outro ministro das finanças, que queria menos austeridade, que queria investimento e crescimento, dá o dito por não dito e está de alma e coração com o PSD.

  7. O melhor é dedicar-me à plantação de alfaces.

  8. Continuaremos em marcha depressiva e regressiva, com este maravilhoso, competente, coeso e extraordinário governo de salvação nacional.

  9. O Presidente ficou tão arrependido de se ter manifestado que voltou à contemplação da natureza, dedicando-se agora à ornitologia.


 

20 julho 2013

Let's call the whole thing off

 







George Gershwin & Ira Gershwin



cantam Ella Fitzgerald & Louis Armstrong



 


Things have come to a pretty pass
Our romance is growing flat,
For you like this and the other
While I go for this and that,

Goodness knows what the end will be
Oh I don't know where I'm at
It looks as if we two will never be one
Something must be done:

You say either and I say either,
You say neither and I say neither
Either, either neither, neither
Let's call the whole thing off.

You like potato and I like potahto
You like tomato and I like tomahto
Potato, potahto, tomato, tomahto.
Let's call the whole thing off

But oh, if we call the whole thing off then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart

So if you like pyjamas and I like pyjahmas,
I'll wear pyjamas and give up pyajahmas
For we know we need each other so we
Better call the whole thing off
Let's call the whole thing off.

You say laughter and I say larfter
You say after and I say arfter
Laughter, larfter after arfter
Let's call the whole thing off,

You like vanilla and I like vanella
You saspiralla, and I saspirella
Vanilla vanella chocolate strawberry
Let's call the whole thing off

But oh if we call the whole thing of then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart

So if you go for oysters and I go for ersters
I'll order oysters and cancel the ersters
For we know we need each other so we
Better call the calling off off,
Let's call the whole thing off.

You say either and I say either,
You say neither and I say neither
Either, either neither, neither
Let's call the whole thing off.

You like potato and I like potahto
You like tomato and I like tomahto
Potato, potahto, tomato, tomahto.
Let's call the whole thing off

But oh, if we call the whole thing off then we must part
And oh, if we ever part, then that might break my heart


 


So if you like pyjamas and I like pyjahmas,
I'll wear pyjamas and give up pyajahmas
For we know we need each other so we
Better call the whole thing off
Let's call the whole thing off.


 


Indispensável

 



Via Valupi

19 julho 2013

Da pausa antes do furacão ou Da continuidade dos pântanos

 


Muitas vezes tenho criticado António José Seguro. Pois desta vez cumprimento-o. Fez exactamente o que era exigível para com o país. Esteve à altura dos acontecimentos quando decidiu tentar o acordo e por se ter negado a assiná-lo.


 


As medidas vetadas pelos partidos da maioria são, por isso, um compromisso que assume perante os eleitores - serão algumas das medidas que defenderá quando e se chefiar o governo saído das próximas eleições.


 


Se fosse coerente e patriótico, o governo apresentava de imediato a sua demissão ao Presidente. Infelizmente não podemos contar com isso. Caberá a Cavaco Silva a decisão de dissolver a Assembleia da República já ou de aprovar o governo remodelado e proposto por Passos Coelho e Paulo Portas. Se o fizer, também Cavaco Silva perde o resto da credibilidade que lhe restava e que recuperou ligeiramente, no meu entender, como é óbvio, com a sua polémica decisão.


 


Continuamos a aguardar.

À espera

 


Ainda não se sabe nada do resultado das conversações entre PS, PSD e CDS, com o objectivo de se chegar a um acordo que mantenha este governo em gestão até Junho de 2014 e que fortaleça o país para renegociar o memorando da Troika.


 


No entanto já estamos a assistir a um crescendo de arrogância da parte de Passos Coelho que, tanto no debate da moção de censura dos Verdes como, posteriormente, no inusitado directo do seu discurso ao PSD, reafirma a vontade do governo de obrigar o Presidente a aceitar a remodelação governamental, insinuando que é esta maioria que tem legitimidade para cumprir a legislatura e manter a política de austeridade até agora seguida.


 


Tal como Pacheco Pereira disse ontem, na Quadratura do Círculo, o PSD tem conseguido ligar o ónus da crise política à eventual recusa do PS em assinar um acordo, quando foi o governo que desencadeou a crise política mais recente.


 


Defendi e defendo que António José Seguro tudo faça para que seja encontrada uma base de entendimento que permita estabilidade até às eleições antecipadas de Junho, reafirmando e levando os partidos do governo a inflectirem o rumo político e, perante a Comissão Europeia, o FMI e o BCE, cerrarem fileiras na renegociação do memorando. É muito importante que o PS não assine qualquer acordo, mas um acordo que permita o país sair deste atoleiro. Convém que deixe bem claro que a crise não é sua responsabilidade e que, pelo contrário, está a tentar resolver o imbróglio deixado pelo governo.


 


Não se percebe como é que António Costa não faz ideia do que está a ser negociado. Não se está a perceber nada, para além de uma reviravolta nas posições negociais. Caso o PS não consiga marcar bem as diferenças, não deverá nunca assinar o acordo. Há limites que não podem ser ultrapassados.

18 julho 2013

Um dia como os outros (132)




(...) É óbvio que pode haver compromissos e cedências entre diferentes partidos e na realidade isso acontece muito mais vezes do que parece ser a percepção pública. O PS faz bem em dialogar com os outros partidos. É, pelo menos, mais uma oportunidade para fazermos ver à maioria PSD-CDS que o caminho que escolheram para o país não está a funcionar e que é preciso alterá-lo. No entanto, ninguém poderá estranhar que o acordo não se faça. A direita não revelou até agora qualquer intenção de abandonar a sua estratégia austeritária e empobrecedora e o PS não pode abandonar o seu combate por uma mudança de política em Portugal só para que haja um acordo. Isso sim, é que seria péssimo para o interesse nacional.





Pedro Nuno Santos (via Aspirina B)

Tongobriga

 



 


Deambulando pelas margens do Douro, entre Baião, Cinfães, Resende, Marco de Canavezes e Peso da Régua, demos com a indicação da existência de Tongobriga, umas ruínas romanas de um local habitacional que, hoje em dia, é o lugar do Freixo.


 


O acesso à estação arqueológica, pois é disso que se trata, não está muito bem sinalizada, mas não impede de lá chegar. No início da estrada há um restaurante e placas com indicações. Seguindo-as chegamos a um largo com uma Igreja, onde se descobre o edifício – centro interpretativo – onde se encontra a recepção, uma sala de conferências, com alguns artefactos encontrados nas escavações e uma sala de exposições – havia uma de galos de Barcelos, temporária.


 


A visita custou 2,00 euros por pessoa. A acompanhar-nos uma rapariga que transportava um molho de chaves. Somos levados das áreas habitacionais, para o fórum e para as termas, sem que a rapariga saiba dizer nada sobre como foi descoberto o local, quais as datas presumíveis do seu início e do seu fim, o que significavam cada uma das áreas por onde passámos, uma ideia de como eram as habitações, o que significam as palavras caldarium, frigidarium, não fazia ideia do que é uma pedra formosa ou uma necrópole, não acertando sequer com o género da palavra (um necrópole).


 


Fiquei a saber, pelas poucas perguntas a que respondeu que, naquele lugar do Freixo, estava a funcionar uma Escola Profissional de Arqueologia, e que os alunos faziam trabalho de campo naquelas escavações. Fiquei também a saber que todo aquele complexo tinha sido financiado pelo IPPAR e por fundos europeus – QREN e PRODEP.


 


A total incapacidade da rapariga que nos atendeu em corresponder aos mínimos parâmetros que lhe deveriam ser exigidos é confrangedora. O Estado pode e deve prover à formação, à organização, à criação de oportunidades, à valorização do património histórico, à preservação das estruturas, das ruínas, dos edifícios, da cultura, mas não há nada que possa substituir o querer, o empenho, a ambição, a criatividade das pessoas. Os jovens têm que usar as suas qualificações para se desenvolverem e para desenvolverem oportunidades de emprego, de intervenção, de investimento em pólos que, neste caso, deveriam ser de atracção turística (nacional e internacional). Visitas guiadas, pequenos filmes de explicação do que era a vida naquele local, como deveriam ser as habitações, animações, maquetes, inserção nos períodos históricos de ocupação romana, anteriores e posteriores, rituais fúnebres, significado dos próprios nomes, enfim, inúmeros assuntos que poderiam ser explorados.


 


Tanto se fala da sociedade civil e da geração mais bem formada. Pois convém que se mexam, a sociedade e a geração, que peguem nas ferramentas que lhes foram dadas e as utilizem, para benefício próprio e comum.


 

14 julho 2013

Duas boas notícias

 


PS vota a favor da moção de censura


 


PS mostrou-se disponível "para se reunir, com todos os partidos políticos que concordem com os três pilares propostos pelo Presidente incluindo a realização de eleições antecipadas em Junho de 2014". A mensagem foi transmitida a Cavaco Silva pelo líder socialista, António José Seguro.


 



12 julho 2013

Um dia como os outros (131)

 



(...) Desde logo, não há nenhuma dúvida quanto à legalidade: são proibidas essas manifestações naquele lugar e quem lá vai e desrespeita a proibição tem obrigação de saber disso e das consequências. Numa democracia (que não seja uma bandalheira) os direitos, para serem exercidos no seio da comunidade, são regulados. Também há os que confundem o direito constitucional à manifestação de rua com a tentativa de fazer manifestações de rua que não obedeçam aos critérios legais para fazer manifestações, designadamente, dar delas conhecimento atempado às autoridades. Tanto desrespeitam a Constituição aqueles que julgam que "a crise" justifica as derrogações aos direitos que mais lhes convêm orçamentalmente, como (também desrespeitam a Constituição) aqueles que a invocam mas querem atropelar os mecanismos legais, definidos no respeito pela Constituição, para a concretização desses direitos. O respeito pela lei não está, nem pode estar, à disposição do momento político. Aliás, o respeito pela lei é, antes de mais, uma garantia do Estado de Direito aos "de baixo", porque os "de baixo" precisam sempre mais de protecção contra a arbitrariedade do que os "de cima". (...)


 


(...) O parlamento representa o povo todo, não o povo que cabe nas galerias, ou quer ir às galerias, ou vive perto das galerias, ou tem tempo para ir às galerias. A rua também representa o povo: o direito de manifestação é importante - mas uns gritos nas galerias não são uma manifestação. Defender que "a rua" tem um lugar na democracia (também defendo isso) não é a mesma coisa que dizer que o método da rua se pode estender a todos os planos do regime democrático. (...)


 


(...) A lógica do grito, enxertada no parlamento, é um ataque à democracia. No próprio plano dos princípios. Já para não explorar a "hipótese" de que as manifestações das galerias não sejam nada espontâneas (o que, no caso de uso colectivo e coordenado de artefactos próprios para a acção, é muito mais do que uma mera hipótese, multiplicando por mil todas as minhas críticas a tais actos e seus inspiradores). (...)


 


(...) Revolta-me a demagogia de confundir as pessoas nas galerias do parlamento com o povo. O "povo" é grande demais para ser confundido com qualquer grupo instantâneo. A democracia não está nas galerias. Seria mais útil à democracia castigar pela opinião os que não votam, ou votam sem pinga de reflexão no que fazem, do que tecer elogios aos manifestantes das galerias. Mas isso estaria, decerto, menos na moda. Na moda está "aplanar" as instituições e reduzir tudo ao imediatismo da "acção directa".


 


Porfírio Siva


 

Da forma e da substância

 



 


O episódio de ontem na Assembleia da República foi mais um daqueles que se têm multiplicado nos últimos tempos. Ao atropelo das regras democráticas, ao desrespeito pelos deputados e pelo Parlamento, eleitos pelo povo e cerne da democracia representativa, a comunicação social e as redes sociais optaram por reprovar a escolha disparatada de uma citação por parte de Assunção Esteves, num coro de condenações e pedidos de demissão. A juntar a isto, não houve um único líder parlamentar ou mesmo deputado que tenha saído em defesa do seu estatuto de parlamentar, do Parlamento ou da sua Presidente, bem pelo contrário.


 


A orgia do politicamente correcto transforma-se numa autêntica ditadura. A forma tomou definitivamente conta da substância. O que é importante é mostrarmo-nos indignados com o hipotético atropelo às liberdades do povo, admitindo mesmo o inadmissível, partindo-se do princípio de que o povo é de esquerda e bom – PCP, sindicalistas e BE - e que todas as instituições, mesmo que democráticas e resultantes do voto livre, são de direita, fascistas e totalitárias.


 

Um dia como os outros (130)

 



(...) O que me preocupa não são os manifestantes. Sem qualquer  hesitação eu digo que certos senhores nunca tiveram grande apreço pelas normas  democráticas e pelas suas formalidades, que do seu ponto de vista se devem  submeter aos seus humores.


O que me preocupa é termos chegado a tal ponto que para muita  Comunicação Social quem tem de justificar-se é a Presidente do Parlamento e não  os que conscientemente violam a lei. Ou seja, não se pedem responsabilidades aos  prevaricadores, mas a quem sofre com a sua ação. O que me preocupa é já quase  ninguém pensar no significado das coisas nem notar as encenações que se  fazem.


Mas isto é o PREC? Ou o que é isto?


 


Henrique Monteiro


 

11 julho 2013

Retratação

 


Estive a ouvir a Quadratura do Círculo. Embora não tenha percebido lá muito bem tudo o que foi dito, pareceu-me que ninguém aprovou a decisão de Cavaco Silva, ou seja, enganei-me.


 


O que eu também não percebo é porque é que, se a solução é tão impossível e é tão má, porque não pede o governo a demissão?


 

Informação instantânea

 


Acabei agora de ouvir as notícias de que falei na RTP informação - exemplar do entendimento que alguns protagonistas têm de democracia.


 

Algumas notícias que não se encontram em lado (quase) nenhum

 


"Podem fechar a Assembleia, que não faz falta nenhuma neste momento!"


Ana Avoila, hoje, no exterior do Parlamento


 


"O Parlamento está infestado de deputados que são verdadeiros charlatães!"


Mário Nogueira, idem, ibidem


 


Pedro Correia


 


Nota: Pesquisa na internet destas notícias


 

Algumas notícias que se lêm nos jornais on line

 


Não abdicando dos seus princípios, das suas referências e grandes compromissos em matéria programática, o PS sempre esteve disponível para dialogar.


 


Francisco Assis


 


Estamos totalmente disponíveis para todos os consensos, nas questões que são absolutamente cruciais. Sempre foi possível haver entendimentos na vida política sobre questões que são de relevante interesse nacional, e é para isso que nós cá estamos, para garantir que todas as matérias de relevante interesse nacional sejam asseguradas.


 


Teresa Leal Coelho


 


O CDS sempre defendeu na circunstância especialmente difícil em que o país se encontra que era especialmente necessário um diálogo abrangente e alargado a todos os partidos do arco da governabilidade. Tendo o senhor Presidente da República tomado uma iniciativa nesse mesmo sentido, o CDS tem uma posição de princípio construtiva em relação a essa mesma proposta.


 


Nuno Magalhães


Da casa da democracia

 


É realmente uma indignidade o que se passou hoje no Parlamento, com o comício de protesto durante cerca de 3 minutos, com gritos e arremesso de balões e sei lá que mais aos deputados. Mas a indignidade foi da parte de quem assim desrespeita o Parlamento, a tão chamada casa da democracia por quem tão pouco a pratica.


 


Ao fim de vários minutos de pdedidos para o abandono das galerias, Assunção Esteves comete o disparate do exagero de citar de Simone de Beauvoir usando a palavra carrascos a despropósito, visto que originalmente esta se referia aos opressores nazis. De facto não se podem comparar as duas situações, foi um erro da parte de Assunção Esteves que estava, compreensivelmente, irritadíssima. Daí até ao massacre dos indignados  textos de Nicolau Santos, Carlos Vaz Marques e muitas outras pessoas por essa blogosfera e redes sociais, vão vários passos de gigante.


 


Abriu a época de caça – Cavaco Silva, Assunção Esteves, o Parlamento, etc. Acho inacreditável a superioridade moral de que se revestem tantos jornalistas e comentadores. Na verdade é na Assembleia da República que estão os representantes do povo que foram eleitos livremente. É a eles que foi dado o mandato para legislar e para controlo do poder executivo. O tipo de manifestações a que assistimos poderão entender-se perante o quadro de tensões sociais e políticas pelas quais passamos, mas não deixam de ser inadmissíveis. Quem agora acha isto tudo muito bem poderá ser, em seu devido tempo, confrontado com idênticas ou mais violentas manifestações. Achará bem, nessa altura?


 


Por muito respeito que me mereçam os jornalistas e comentadores, eles não são a nossa voz nem os nossos representantes. São o Parlamento, o governo, o Presidente da República, os órgãos de poder autárquicos. As instituições democráticas são para serem respeitadas sempre, sempre, sempre.


 


Quanto à informação e à sua manipulação - já todos conhecemos, através da TSF, a reacção de Lobo Xavier às declarações de Cavaco Silva, na Quadratura do Círculo, e ela foi furiosamente contra a decisão presidencial. Estranhamente, ninguém fala das reacções de Pacheco Pereira e de António Costa. Porquê – será que estes apoiam o Presidente, pelo menos moderadamente? Desconfio que sim, mas veremos quando o programa for transmitido. Se me enganar aqui o reconhecerei.


 

Mantendo o debate aceso

 


Em reposta a um atento e amável comentador, e a algumas das perguntas que a mim própria faço:



  1. Cavaco Silva declara que este governo está na plenitude das suas funções – ignorou olimpicamente o ultimato que Passos Coelho e Paulo Portas lhe fizerem, num desrespeito total pela sua própria avaliação, aquando do comunicado ao País em que apresentaram a remodelação governamental, como um facto consumado. Portanto Paulo Portas continua como MNE e ME.

  2. Cavaco Silva não pede nem sugere um governo com o PS – o que pretende é que haja um acordo entre PS, PSD e CDS, os partidos que assinaram o memorando, para que haja o compromisso em cumprirem o ajustamento até ao fim da assistência financeira.

  3. A inclusão do PCP e do BE neste acordo era absolutamente supérflua e disparatada, visto que se recusaram a subscrevê-lo.

  4. Cavaco Silva, na prática, decretou eleições antecipadas só que, em vez de o serem em Setembro ou Outubro serão a partir de Junho de 2014, num calendário acordado pelos partidos.

  5. Se o PSD e/ou o CDS não quiserem cumprir este acordo, o primeiro-ministro tem a opção de apresentar a demissão do governo.

  6. Se o PS não quiser cumprir este acordo, tem a opção de o recusar.

  7. Na realidade nenhum destes partidos quer o ónus de não aceitar o repto presidencial, pois temem ficar, aos olhos dos eleitores, com a responsabilidade de precipitarem uma confusão ainda mais generalizada.

  8. Podemos concordar ou discordar desta posição do Presidente, mas não podemos dizer que não é democrática ou inconforme com a Constituição, porque é.

  9. É tempo de todos os intervenientes assumirem as suas responsabilidades – O PSD e o CDS, os responsáveis directos por esta crise política, recusarem-se a tentar uma base de trabalho com o PS; o PS a responsabilidade de querer as eleições antecipadas, mimetizando aquilo que o PSD e o CDS fizeram na altura da aprovação do PEC IV. Qual a alternativa credível que o PS tem para a situação do país? A renegociação da dívida não precisará de um acordo com o PSD e com o CDS?

  10. Os únicos partidos que estão verdadeiramente interessados em eleições são o BE e o PCP, para os quais é previsível um aumento de votação relativamente às últimas eleições. O problema é que não se percebe o que vão fazer com esses votos.

  11. O aumento das abstenções e dos votos brancos e nulos espelham o impasse e a descrença dos cidadãos em relação à solução eleitoral imediata (a acreditar nas sondagens, é claro).

  12. António José Seguro vê-se como Passos Coelho em 2011 – ou há eleições no país, já, ou no PS, rapidamente.

  13. Em relação ao Presidente – não podemos criticá-lo porque se cola ao governo, porque se abstêm de intervir, por se esquecer da sua função e criticá-lo quando decide exercer, finalmente, o seu papel. Arriscou-se, ainda bem, é por isso que foi eleito pelos portugueses – para interpretar a situação, decidir e agir.


É altura de caírem as máscaras e de acabarmos com as demagogias e os populismos – haverá eleições antecipadas e há que tomar consciência de que as flores da luta partidária neste momento são os cardos com que o país se confronta. Que todos se olhem e se perguntem qual é a melhor solução para o país. Não gosto de salvações nacionais nem de governos ou criaturas heróicas. A irresponsabilidade e a brincadeira têm rostos humanos, assim como o compromisso e a negociação adulta e dolorosa. Passamos a vida a falar de estadistas - que venham eles.


 


Não gosto deste Presidente, tenho da sua actuação a pior das avaliações, mas penso que, desta vez, fez o que devia. Que os directórios partidários façam o mesmo e enfrentem as consequências. O povo julgará quem teve e não teve razão.


 


A democracia não se esgota nas eleições – não é o que estão sempre a lembrar?


 

Das ondas de choque

 


Perfilam-se os novos protagonistas... Ainda bem. É preciso que algo mude. Rapidamente.


 

10 julho 2013

E ao quarto dia...

 



 


E ao quarto dia Cavaco Silva falou. Finalmente teve uma intervenção importante e significativa.


 


A sua decisão foi, digamos assim, salomónica. Por um lado, não quer eleições agora pois considera que será um descalabro no que diz respeito aos mercados e à troika. Por outro lado não aceita a remodelação governamental e assume que este é um quadro parlamentar a prazo e que, portanto, terá que haver eleições antecipadas.


 


A ideia de chamar os três partidos que assinaram o memorando para um compromisso que possibilite o seu cumprimento, pelo menos uma base mínima de acordo até ao fim do programa de assistência, é uma forma de não deixar o PS descolar do próprio memorando e de obrigar o PSD e o CDS a ceder no fundamentalismo com que ministra o seu muito particular entendimento do mesmo. Também acredito que um compromisso entre PS, PSD e CDS poderão dar mais força negocial a Portugal perante os nossos credores.


 


Penso que o PS pode aproveitar esta oportunidade para esclarecer o que considera possível cumprir e de que forma, revelando quais as medidas concretas que propõe em alternativa às desta maioria.


 


Penso que temos todos a noção do impasse existente e da incógnita perante a falta de uma real alternativa ao governo. António José Seguro (que deve estar sem saber o que fazer), apesar de ter já defendido eleições já, pode perfeitamente, com a certeza da realização de eleições em Junho/2014, fazer um acordo que providencie um governo minimamente estável até à saída da troika (é também uma oportunidade para o PS fazer uma revolução interna, para que possamos começar a vislumbrar uma luz ao fundo do túnel).


 


Para variar acho que o Presidente fez bem, devolvendo a responsabilidade da resolução do governo aos partidos políticos e ao Parlamento. As declarações dos líderes partidários foram as esperadas. A lembrança de Alberto Martins de incluir os outros partidos políticos com assento parlamentar não faz sentido, visto que PCP e BE não quiseram discutir o memorando e não o assinaram.


 


Aguardemos portanto os brainstorming dos directórios partidários. A crise segue dentro de momentos.


 

09 julho 2013

Um dia como os outros (129)

 



Sou dos raros jornalistas que não disseram na semana passada: "Uma coisa é certa, Portas não pode voltar atrás." Aqui entre nós, a palavra "irrevogável" também me fez supor que ele não voltaria atrás. Mas como estive de férias, safei-me do embaraço público e geral dos meus colegas. Forte desse meu involuntário sucesso, permito-me dar uma lição: na política portuguesa, nunca se diga "não pode". Pode, tudo pode. Em Portugal, Cavaco pode ser Presidente, Passos pode ser primeiro-ministro e Seguro pode ser chefe da oposição. Se isso pode, como não aceitar as mais loucas bizarrias? Até digo mais, essa tempestade perfeita - Cavaco, Presidente, Passos, primeiro-ministro e Seguro, chefe da oposição - não só permite como torna desejável que os políticos portugueses se contradigam e façam o irrevogável vogar para o ponto de partida. Há nisso esbracejar, grito sôfrego, vontade de fugir do marasmo. Tudo melhor do que a angústia de termos Cavaco, Presidente, Passos, primeiro-ministro e Seguro, chefe da oposição. À falta de soluções sólidas, venham, ao menos, essas pequenas provas de vida. Olhem como a simples contradição de Paulo Portas nos levou a um governo um poucochinho melhor do que o anterior... "Levou a..."?! Então já é definitivo, Cavaco aceitou essa solução? Claro que já. Era justamente isso que eu vos estava a dizer. Ele é nada, um dos três nadas deste país. As hesitações que finge são só para o autorretrato com que se ilude.


 


Ferreira Fernandes


 

Da humilhação

 


Na Europa poderia haver algum pudor, com abstenção de comentários, felicitações e considerações sobre o governo de um país soberano. Toda esta falta de respeito de quem se assume como dono e senhor dará mau resultado, mais tarde ou mais cedo. É degradante a desfaçatez com que se humilham os povos, com que se desdenha da democracia, com que se descarta a mais elementar centelha de bom senso.


 

08 julho 2013

All of me

 



Seymour Simons & Gerald Marks


canta Billie Holliday


 


You took my kisses and all my love


You taught me how to care


Am I to be just remnant of a one side love affair


 


All you took


I gladly gave


There is nothing left for me to save


 


All of me


Why not take all of me


Can't you see


I'm no good without you


Take my lips


I want to loose them


Take my arms


I'll never use them


Your goodbye left me with eyes that cry


How can I go on dear without you


You took the part that once was my heart


So why not take all of me


 

Sing, sing, sing

 



Benny Goodman

 

Férias

 



 


Trouxe duas, para ela e para a mãe. Já estava no aeroporto e quando viu as pequenas chávenas de metal, engalanadas pela bandeira americana, achou que nela poderia tomar o seu café diário.


 


Desde esse dia que, aos fins-de-semana, não há nada que melhor lhe saiba que fazer o seu tabuleiro com o pote de café e a parca porção de pão com manteiga ou queijo, para os saborear vagarosamente sentada na cama, a televisão baixinho, gozando o facto de não ter que se levantar para o trabalho.


 


Tal como agora, as férias acabam por ser estes pequenos gozos matinais, tardes de preguiça, livros que abre quando lhe apetece.


 

07 julho 2013

Das dúvidas perenes

 


Vamos a eleições? Pois bem, talvez seja altura de haver resposta a algumas perguntas:




    1. Alguém já percebeu o que António José Seguro fará, como Primeiro-ministro, em relação aos subsídios que foram retirados? Aos anunciados cortes da função pública? Ao confisco dos rendimentos dos pensionistas, ao alargamento dos horários de trabalho pelo mesmo salário? Aos enormes e colossais impostos, do IRS ao IVA, passando pelo IRC? Qual será a sua política de alianças, quais os termos e as bases mínimas necessárias para as fazer? O que pensa da política educativa? Vai alterá-la e como? O que vai fazer na saúde? Reabre a MAC, altera a política do medicamento, reduz as taxas moderadoras, abre concursos, repõe as carreiras?



    2. E quanto às portagens, e quanto às PPP, e quanto às privatizações - qual a sua estratégia? E quanto à política energética, ao meio ambiente?



    3. E em relação à Europa e às eleições europeias, o que pensa, o que propõe? E quanto à troika, como vão ser as negociações, quais as metas, como vamos lá chegar?



    4. E o Presidente da República, quem será o candidato do PS? Não pensa ser esse um assunto primordial, agora que é preciso revitalizar e devolver à função presidencial o prestígio perdido?



    5. Quem são os ministeriáveis, dentro do PS e dos partidos com quem, supostamente, fará coligações ou acordos parlamentares?



 Não será ocasião de sermos esclarecidos?


 

Da impossível aliança à esquerda

 



 


Se houver eleições antecipadas, do que duvido imenso, pelo menos para já, os eleitores vão ver-se numa situação aflitiva para decidir em que partido votar. É isso o que demonstram as sondagens que têm sido feitas, dando conta da enorme percentagem de indecisos e de abstenções.


 


A tão almejada maioria de esquerda, que aritmeticamente é possível, será sempre impossível politicamente, enquanto forem estes os protagonistas das lideranças. Tal como ouvimos ontem na manifestação que pedia a demissão do governo, o BE e o PCP estão disponíveis para alianças se e só se for para romper com o memorando da Troika.


 


O PS negociou o memorando de entendimento, mesmo que tenha sido um memorando diferente do que foi posto em prática. O PS tem que honrar os compromissos do país, mesmo que renegociando o memorando, os juros, as metas e/ou o tempo para as alcançar. Portanto, onde está a possibilidade de alianças de esquerda para formação de governo?


 


Como sempre e para seu (nosso) infortúnio, o PS está condenado a estar sozinho. E com António José Seguro é impensável uma maioria absoluta. Este é outro dos bloqueios políticos no nosso país.


 

Da passagem de poderes

 



Público


 


Passos Coelho averbou a passagem do poder para o CDS, nesta fase da legislatura. Ao lado de um Paulo Portas contrito e silencioso, assumiu perante o país que um partido com cerca de 12% dos votos será aquele que governará, até a uma data incógnita. Passos Coelho nunca foi Primeiro-ministro – porque haveria agora de sê-lo?


 


O Presidente deve estar a suspirar de alívio. Esta solução dá-lhe a hipótese de adiar o inadiável. Temos governo para mais uns meses – até 2015? Até à noite dos resultados autárquicos? Até à tentativa de apresentar um orçamento para 2014?


 


Paulo Portas, entre saltos mortais e cambalhotas, conseguiu uma enorme vantagem para ele e para o seu partido. E para os eleitores – os militantes e os votantes do CDS? E o PSD vai aceitar a subalternidade? Ou está secretamente esfusiante porque amarrou a oposição intragovernamental à austeridade que aí vem?


 


As temperaturas vão manter-se elevadas e, nas praças de Lisboa, os manifestantes continuarão a pedir a demissão do governo. O desrespeito desta maioria pelas instituições é exemplar. A anulação auto imposta do Presidente mantém o espectáculo em permanência.


 

06 julho 2013

Da insolvência nacional

 


O melhor é acabarmos com essa coisa supérflua, excêntrica e despesista, que não passa de um fetiche de uma geração decadente e ultrapassada - eleições livres para que os cidadãos escolham os seus representantes.


 


Os mercados, as troikas e as comissões dos novos impérios decidem. Tudo será melhor e mais fácil, sem desperdícios nem estados gastadores, sem preguiça nem lazer, esse admirável mundo da competitividade e dos preços descartáveis do trabalho e dos trabalhadores. A liberdade é um luxo ao qual não temos acesso.


 


Quem não tem dinheiro não tem vícios.


 

Da gramática de rejeição

 


Foi uma semana em que vivemos todos uma realidade a um tempo suspensa e aventurosa. Replicaram-se ainda mais as certezas do total divórcio entre os que protagonizam as instituições do nosso regime democrático, e no qual teimosamente acredito, e o comum dos cidadãos, boquiabertos perante tanto disparate. O país é uma enorme sala de espectáculos e os actores representam um guião de tragicomédia de algum escritor medíocre.


 


Desde o Presidente refugiado em recados crípticos que só se explicam pela incapacidade de quem não sabe o que fazer, aos líderes dos partidos governamentais e do principal partido da oposição, aos representantes da uma Europa descredibilizada, desagregada e com tiques antidemocráticos, assistimos a passos de dança e cambalhotas acrobáticas, a declarações incríveis e vergonhosas.


 


Aliás os prefixos de negação estão na moda - ingovernável, inacreditável, intolerável, irrevogável, inadmissível, inenarrável, indigente, improvável, enfim, a linguagem do Verão presente está pejada de uma gramática de rejeição.


 


Está um calor abafante que esturrica. Podemos todos aguardar, no escuro das nossas casas, abrigados do irreal vítreo amarelo do Sol, a continuação desta triste telenovela.


 

02 julho 2013

Da inevitabilidade do destino

 


Pedro Passos Coelho passou para o CDS a responsabilidade de desfazer a maioria parlamentar no Parlamento. É a única estratégia que serve Cavaco Silva e que obrigará a convocação de novas eleições.


 


O que farão os restantes ministros do CDS? Aguardam para pedir a demissão?


 


É tempo de os verdadeiros democratas da esquerda se unam para destronar as suas lideranças partidárias - no PS, no PCP e no BE. É urgente que se comece a pensar no país. As eleições estão à porta e precisamos de um governo capaz, com gente capaz.


 


Também é urgente a definição do próximo candidato a Belém. Seria uma luz ao fundo do túnel e, quem sabe, pode ser ser preciso mais depressa do que pensamos.


 

Da real comédia dramática

 


Não sei o que Pedro Passos Coelho dirá às 20h00. Espero que apresente a sua demissão ao país. Espero também que o Presidente fale a seguir, para dar conta das diligências para convocar o mais depressa possível novas eleições legislativas.


 


Cada dia que passa é um dia a mais perdido. A realidade é sempre mais imaginativa que a ficção. Não é a questão da demissão de Paulo Portas, mas o facto de o fazer imediatamente antes da tomada de posse da nova ministra das Finanças, é o facto do Presidente ter persistido nesta dramática comédia.


 


António José Seguro não precisou de assaltar o poder - ele vai cair-lhe em cima. A não ser que haja um golpe de estado dentro do PS. Militantes do PS, o que esperam?


 

01 julho 2013

A ruidosa solidão

 



 


Foram os SWAPs? Foi a reforma do Estado? Foi o ministro Crato? Tudo, mesmo tudo, com excepção do descalabro que foram estes 2 anos de governo.


 


A nomeação de Maria Luís Albuquerque significa que Passos Coelho não consegue convencer ninguém a assumir o cargo. Começar um mandato assim não se deseja nem ao pior inimigo. A ministra está condenada à partida. Tanta incompetência política é difícil de admitir.


 


Onde está o Presidente? Será que também se demitiu e ainda não lemos a sua carta?


 



 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...