31 janeiro 2022

Vaticínios que não se cumprem

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Tal como vem sendo habitual, nada como os meus vaticínios eleitorais para não se cumprirem.


Eu, que estava convencida de que iria haver uma enorme disputa no primeiro lugar, entre PS e PSD, assisti estupefacta à maioria absoluta do PS, numas eleições que tinham tudo para resultar na penalização de quem governa há 6 anos, com uma gestão dificílima da pandemia desde o início de 2020.


Mas a verdade é que o eleitorado castigou, precisamente, os partidos que, mais uma vez, resolveram fazer parte do problema e não da solução. Inclusivamente, destruíram-na por muitos e longos anos. Ninguém percebeu as razões do BE e da CDU, porque elas são inexistentes.


O que o eleitorado disse foi que queria um governo de esquerda responsável e estável. As sondagens falharam redondamente, mas talvez tenham mobilizado o eleitorado, levando mais gente a votar.


Infelizmente houve um vaticínio em que não me enganei: a ascensão da extrema-direita. Isso e o desaparecimento do CDS, tal como a subida da IL.


Temos agora um governo para 4 anos, com total e completa responsabilidade pela política que implementará. Estamos todos ansiosos pelo recomeçar após pandemia, melhorar e mudar, em tudo o que é imperativo e urgente. Que a confiança depositada em António Costa seja um seguro para que tudo corra bem.


Acho que o merecemos.

30 janeiro 2022

Ainda não votou?

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As urnas estão abertas até às 19h00. Ainda tem tempo.


Não se atrase. Mais tarde está mais frio. E pode preparar a sua noite eleitoral.


Computadores e televisões a postos, umas coisas para trincar, outras para bebericar, e gente com quem discutir.


Não se atrase. É tempo de ir votar.

Pelople have de Power


Choir! Choir! Choir! & Patti Smith

Hoje é dia de festa democrática

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Está um dia lindo.


Pode começar com uma saudável caminhada, em direcção à mesa de voto.


Pode continuar com um saudável convívio social, encontrando pessoas e vizinhos que não vê desde o último acto eleitoral.


Pode depois fazer uma almoçarada cheia de quinoa e alface, abacate e semelhantes iguarias gastronómicas, acompanhadas de vários sumos detox, com amigos e familiares, onde discutirá a salvação do mundo.


Pode ainda acabar o dia a comemorar ou a suspirar, com champanhe ou imperiais, vaticinando brilhantes ou negros futuros.


Há lá perspectiva mais aliciante que esta!

29 janeiro 2022

People have the Power


U2 & Patti Smith


People have the Power (a partir dos 2:46)


 


I was dreaming in my dreaming


Of an aspect bright and fair


And my sleeping it was broken


But my dream it lingered near


In the form of shining valleys


Where the pure air recognized


And my senses newly opened


I awakened to the cry


That the people have the power


To redeem the work of fools


Upon the meek the graces shower


It's decreed the people rule


The people have the power


The people have the power


The people have the power


The people have the power


Vengeful aspects became suspect


And bending low as if to hear


And the armies ceased advancing


Because the people had their ear


And the shepherds and the soldiers


Lay beneath the stars


Exchanging visions


And laying arms


To waste in the dust


In the form of shining valleys


Where the pure air recognized


And my senses newly opened


I awakened to the cry


The people have the power


The people have the power


The people have the power


The people have the power


Where there were deserts


I saw fountains


Like cream the waters rise


And we strolled there together


With none to laugh or criticize


And the leopard


And the lamb


Lay together truly bound


I was hoping in my hoping


To recall what I had found


I was dreaming in my dreaming


God knows a purer view


As I surrender to my sleeping


I commit my dream to you


The people have the power


The people have the power


The people have the power


The people have the power


The power to dream, to rule


To wrestle the world from fools


It's decreed the people rule


It's decreed the people rule


Listen


I believe everything we dream


Can come to pass through our union


We can turn the world around


We can turn the earth's revolution


We have the power


People have the power


The people have the power


The people have the power


The power to dream, to rule


To wrestle the world from fools


It's decreed the people rule


It's decreed the people rule


We have the power


People have the power


We have the power...

Espalhem a notícia (*)

Podemos ir ao https://www.recenseamento.mai.gov.pt/


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Ou escrever um SMS (grátis) para o número 3838 escrevendo:


RE xxxxxxxx xxxx/xx/xx


número do BI ou CC


data de nascimento em formato AAAA/MM/DD


(*) Título de uma extraordinária canção de Sérgio Godinho, aqui pelos Clã.

É seguro votar

 


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Votar é seguro.


Não haverá pestes que nos peguem nem que espalhemos. Não haverá alienígenas nanométricos que nos matem, nem que nos empapem o cérebro.


Depois da inexcedível reflexão a que estamos sujeitos, grave e alegremente omnipresente no dia de hoje, mesmo para quem já votou, que pode sempre reflectir em como devia ter votado de outra forma, podemos pegar no escafandro e ir exercer o nosso direito e dever.


Podemos munir-nos de canetas, máscaras, viseiras, chapéus, luvas, mantas, plásticos, podemos levar biombos, o que melhor impedir de deixar o medo entrar.


Que o medo é bem mais perigoso que vírus, bactérias ou fungos. O medo é o que mais rápida e profusamente nos domina.


O medo mina a democracia.


Ao Voto!

23 janeiro 2022

Considerações

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Lorenzo Quinn


 


Considera-se o mundo bem aberto


Em baixo o céu que não pertence


A ninguém nem ao mundo


Nem à terra que acontece em grãos e fumo


Nem sequer aos corpos que inventam caminhos


E lutas e selos e alianças de sangue


 


Considera-se a mão atrás de outra


Dedos sugando a fome de amar procuram


A morna quietude da companhia que se cruza


Entre o hábito e o novo que se escusa


E se descobre na pequena faísca do olhar


 

A uma semana das eleições

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A vitória de qualquer dos maiores partidos, PS ou PSD, é possível.


Tal como vaticinei aqui, Rui Rio beneficia de um élan de vitória e de seis anos de uma governação socialista dificílima nos últimos dois.


A derrota do OE abriu caminho à mudança, pelo cansaço e pela quebra de confiança, que penso quase inevitável, entre governantes e governados. Ao contrário de muitos jornalistas e comentadores, que começam a cavalgar a hipótese da vitória social democrata, começando a posicionar-se e a encontrar na estratégia de António Costa as razões de uma eventual derrota socialista, não me parece que seja esse o problema.


Teremos umas eleições disputadíssimas e espero que essa percepção possa motivar os cidadãos ao voto. Votar é mesmo aquilo que importa. Votar em massa, sem medo de COVID-19 ou de outras maleitas.


A maior peçonha é mesmo a abstenção, a descrença e o descrédito. A democracia faz-se todos os dias e só funciona se nós quisermos.


Tudo está em aberto. Por muito difícil que o futuro seja, com a nossa participação será mais fácil. E se há coisa que a pandemia demonstrou foi a importância, a força, a adaptabilidade e a indispensabilidade dos serviços públicos.


Por isso...............


............................ao voto!

15 janeiro 2022

O Debate

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(desenhos do Observador)


Por isso estes debates assumiram a importância que estão a ter. Penso que os pequenos partidos não ganharão muitos votos, nomeadamente o PAN, a IL e o Livre, mas podem fortificar os seus eleitores e tentar evitar o voto útil.


O BE e a CDU estão têm tido a dificuldade óbvia de justificar o injustificável, que foi o chumbo do OE e a consequente crise política, sem a qual não estaríamos à beira de eleições legislativas. Os discursos são sempre os mesmos, mais teatral o BE, mais artesanal a CDU.


Serviram também para irem desmontando o acervo de mentiras, insultos, xenofobia, sexismo e racismo da parte do Chega, cuja prestação se está a transformar naquilo que, de facto, é - um saco cheio de coisa nenhuma.


Mas o debate foi aquele entre António Costa e Rui Rio, como o provaram as audiências. Nele ouviram-se dois possíveis Primeiro-ministros que, com seriedade e elevação defrontaram duas formas diferentes de pensar o País. Talvez não radicalmente diferentes, mas diferentes.


É claro que em momentos distintos estiveram menos bem, mas nada que fizesse perigar o resultado - os eleitores têm uma escolha entre o centro-direita e o centro-esquerda. Penso que a bipolarização foi a grande conclusão: ou António Costa, ou Rui Rio.


Falta saber se conseguiram esclarecer a enorme horda de indecisos e abstencionistas existente. Isso só dia 30 de Janeiro saberemos.

02 janeiro 2022

Concerto de Ano Novo 2022


Daniel Barenboim

Palavra do Senhor

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Palavra do Senhor, de Ana Bárbara Pedrosa, é um livro brilhante, em que Deus se explica, de indignado a compreensivo com os cépticos, de orgulhoso a arrependido com a sua humana criação (à sua imagem e medida).


Foi Caim quem inaugurou a Humanidade e Deus, depois de muitas iras, castigos e desgostos, apaixonou-se perdidamente por Maria.


O Cristianismo é, assim, o fruto dessa paixão omnipotente.


Uma escrita litúrgica. Um livro brilhante.

01 janeiro 2022

Le Chagrin et la Pitié

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The Sorrow and the Pity


(versão com legendas em inglês)


 


Le Chagrin et la Pitié é um documentário com cerca de 4 horas, realizado por Marcel Olphüls, sobre a ocupação alemã de Clermont-Ferrand (1940 - 1944), durante a II Guerra Mundial.


Divide-se em duas partes - O Colapso e A Escolha. O realizador, entre entrevistas aos habitantes, a antigos soldados alemães, a membros da Resistência Francesa, depoimentos de várias personagens como Anthony Eden, Christian de La Mazière, Georges Lamirand e Pierre Mendès France e excertos de filmes da época, traça uma imagem extremamente incómoda da colaboração do regime de Vichy e da população da cidade.


De tal forma incómoda que o documentário (1969) foi distribuído para as salas de cinema em 1971 e apenas visto no canal FR3 em 1981, tenso sido recusada (censurada) a sua difusão até essa altura.


É muitíssimo interessante pelo que mostra do que é uma comunidade humana. A maior parte de nós tende a ajustar-se e a adaptar-se, fazendo a sua vida sem perguntar, sem querer saber, encontrando justificações para que aquilo que considera ser a sua segurança não desapareça.


Tantas vezes o nosso silêncio e a nossa incapacidade de reagir permitiram e permitem as maiores atrocidades. Mas nenhum de nós as entende como tal enquanto as vive.


Por isso os julgamentos que fazemos da mole humana é enviesada por aquilo que gostaríamos de pensar que faríamos nas mesmas circunstâncias. Por isso percebemos o quanto é artificial a divisão entre vilões e heróis. Não que eles não existam, mas somos nós mesmo que incluímos ambas as condições, e todos os cambiantes entre elas.


E não somos diferentes hoje do que éramos nessa altura. Os apoiantes das ideologias totalitárias não acabaram a 1 de Setembro de 1945, o anti-semitismo não terminou com a libertação dos campos de concentração.


A História, os movimentos das ideias, os comportamentos sociais são muito complexos. E aí está o reacender dos ódios raciais e dos totalitarismos.


O medo.


 


Nota - Publico o comentário de A. Teixeira que é de todo pertinente:



Convirá talvez esclarecer melhor no terceiro parágrafo que, depois da sua exibição nas salas de cinema, a primeira transmissão do documentário por televisão, no terceiro canal da televisão francesa só teve lugar doze anos(!) depois da produção do documentário.

Esse canal (FR3) era tradicionalmente o que possuía as menores audiências dos três (TF1/A2/FR3) que existiam então em França. Mas nas duas noites em que o documentário foi transmitido a FR3 tera tido uma audiência estimada entre 15 e 20 milhões de telespectadores. (A França contava então 54 milhões de habitantes) Podia ter havido uma grande dificuldade em transmitir o filme, mas revelou-se que havia uma enorme curiosidade em vê-lo.


Inícios

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Jonathan Mallett


 


Luminosos dias de um início.


Nascemos a cada instante para o mundo


que fizermos os abraços que tanto


nos faltam a esperança que nos dá


vida.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...