
Tal como vem sendo habitual, nada como os meus vaticínios eleitorais para não se cumprirem.
Eu, que estava convencida de que iria haver uma enorme disputa no primeiro lugar, entre PS e PSD, assisti estupefacta à maioria absoluta do PS, numas eleições que tinham tudo para resultar na penalização de quem governa há 6 anos, com uma gestão dificílima da pandemia desde o início de 2020.
Mas a verdade é que o eleitorado castigou, precisamente, os partidos que, mais uma vez, resolveram fazer parte do problema e não da solução. Inclusivamente, destruíram-na por muitos e longos anos. Ninguém percebeu as razões do BE e da CDU, porque elas são inexistentes.
O que o eleitorado disse foi que queria um governo de esquerda responsável e estável. As sondagens falharam redondamente, mas talvez tenham mobilizado o eleitorado, levando mais gente a votar.
Infelizmente houve um vaticínio em que não me enganei: a ascensão da extrema-direita. Isso e o desaparecimento do CDS, tal como a subida da IL.
Temos agora um governo para 4 anos, com total e completa responsabilidade pela política que implementará. Estamos todos ansiosos pelo recomeçar após pandemia, melhorar e mudar, em tudo o que é imperativo e urgente. Que a confiança depositada em António Costa seja um seguro para que tudo corra bem.
Acho que o merecemos.
O erro nos seus vaticínios não é seu, mas das sondagens levadas a cabo por supostos profissionais que, pelo desaire, tendem a não se responsabilizar.
ResponderEliminarApenas o Partido Socialista ganhou, verdadeiramente, já que as restantes 'vitórias' foram pírricas, perante a maioria absoluta que, provavelmente, poucos eleitores estariam a desejar.
Refleti sobre o tema em https://mosaicosemportugues.blogspot.com/2022/02/o-balde.html, que convido a visitar.
Boa semana!
Concordo contigo, Sofia e faço votos, 'do fundo do querer, que o Antonio Costa aposte toda a sua habilidade, competência e capacidade conhecidas numa escolha de GENTE CAPAZ E BEM ENCAIXADAS nas pastas da governação e que se lembre que NUNCA MAIS terá a chance de ter maioria absoluta, dinheiro e o minimo de condições para ficar na Historia, por razões positivas. Terá de "cortar" por dentro...e por fora. Tem de recorrer a todos os meios para mostrar que merece a confiança que lhe atribuiram. Tenhamos esperança!!!
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