29 setembro 2008

Geneticamente modificados

Algo de estranho se passa nalgumas terras por onde passámos.


 


Limoges parecia um local abandonado à sua sorte (que deve ser pouca). Ruas desertas, poucos transeuntes, lojas fechadas, obras de melhoramento de estradas paradas. À volta da Catedral ninguém; o largo estava ocupado por um parque de estacionamento. Havia umas placas a indicar um percurso de visita turística à cidade, mas os museus estavam fechados (às 17:30h).


 


Hoje decidimos passar por Cognac, mais ou menos a meio caminho de Bordéus. Pois estava tudo deserto e fechado, com numerosas placas indicativas de fábricas de conhaque, com uma rota do conhaque que nós fizemos, para dar com os narizes nas portas.


 


Pelo caminho, áreas enormes cobertas por vinhas, muito bem alinhadas, desenhando verdadeiras paradas militares, a régua e esquadro. Havia também numerosos campos de girassóis, mais uma vez com estranhas particularidades. Estavam secos, quase sem pétalas, escondendo uma cara enorme e desolada do sol. De certeza que nunca vi girassóis assim. Se calhar eram geneticamente modificados.


 


27 setembro 2008

Oradour-sur-Glane


 


Oradour-sur-Glane era, até 10 de Junho de 1944, uma aldeia a cerca de 25 Km de Limoges.


 


Nesse dia, e em retaliação pela captura de um militar alemão pela Resistência francesa, os militares alemães massacraram 642 pessoas, a quase totalidade dos habitantes da aldeia, depois de terem separado os homens, que mataram em praças e ruas, das mulheres e crianças, que mataram na igreja, onde as tinham encurralado.


 


Para além disso, deitaram fogo à igreja e aos corpos, numa tentativa vã de esconderem o massacre.


 


Essa aldeia, vazia de gente de um dia para o outro, foi deixada a desmronar-se, erguendo-se as suas ruínas à beira da estrada como um terrível e extraordinário memorial  do que significa a destruição da guerra.


 


Não há fotografias, filmes ou pesquisas na internet que substituam a presença num local como este. As casas esventradas, algumas janelas enferrujadas, por vezes utensílios de cozinha, carros amolgados, um silêncio cheio de vozes, gritos e sussurros dos fantasmas do passado.


 


Deveria ser obrigatória a visita a locais como este, espalhados pelo mundo inteiro, resultado das mais diversas guerras, umas mais antigas outras mais modernas, para que ninguém se esqueça do que é possível acontecer, daquilo que de inimaginável se torna realidade.


 


Oradour-sur-Glane - lembremo-nos.


 


26 setembro 2008

Fromage blanc


 


Os franceses comem e bebem horrores, mas nem por isso há muita gente gorda. Segredos misteriosos que bem podiam passar às pobres criaturas que não podem comer, sob pena de rebolarem em vez de andarem.


 


Além de comerem e beberem muito e de cozinharem bem, têm uma verdadeira arte em descrever os pratos, de forma a deixar o comensal com as papilas a saltarem de antecipação. Até são capazes de vender uma sobremesa sublime, un fromage blanc, que não é mais que um iogurte natural, sem açúcar, natural branco e cremoso.


 


Por outro lado não perdem nunca a oportunidade de falar sobre comida e ingredientes. Hoje ouvi uma palestra sobre trufas, vários tipos e cores, raridades e forma de venda, cozeduras, preços e redução de peso (da trufa), porcos e cães de caça para desenterrar a trufa e javalis selvagens que comem a dita, enquanto comprávamos óleo de noz (pelos vistos excelente para as saladas e para a saúde, segundo Monsieur Teyssier, dono da charcutaria), paté de canard truffé e uma conserva de pêra em aguardente (de pêra).


 


A gruta de Lascaux

A gruta de Lascaux (Lascaux II), ao pé de Montignac onde, aliás, se compram os bilhetes, é absolutamente extraordinária. E uma réplica da original, aberta ao público em 1983, 20 anos após o fecho da verdadeira gruta, pela degradação acelerada das pinturas rupestres, encontradas por 1 cão e 4 rapazes , à boa maneira de uma aventura de Enid Blyton.


 


Temos direito a guia, em Inglês ou Francês. Mas como as visitas fecham à hora de almoço (tal como a pequena loja-museu que fica junto à entrada), das 12 às 14 horas, podemos sempre escolher a língua que melhor nos conforta o estômago.


 


É impressionante perceber que há cerca de 17.000 anos tenha havido membros da espécie homo sapiens sapiens capazes de pintar na pedra com aquele detalhe, aquele sentido das proporções, aquele conhecimento de cores e técnicas de pintura, de fabricação de andaimes para chegar ao tecto e à parte superior da gruta, de iluminação para poderem espantar a escuridão.


 


Apenas animais e uma única tentativa de pintura humana.


 


Deslumbrante.


 



(Gruta de Lascaux - unicórnio)

25 setembro 2008

Périgueux

No restaurante Hercule Poireau, com uma entrada de oefs cocottes, que se transformou numa sopa de creme com ovo e presunto, acompanhada de um vinho tinto muito bom, depois de uma noite com ameaças de pedreiras renais a rolarem pelas encostas ureterais, foi uma entrada de estadão nas microférias, para curar de uma sobredosagem de novas classificações e descobertas electrizantes e estratosfércas no domínio dos linfomas, da citogenétca, dos doubles hits, do CISH, enfim, de gente iluminada que se farta de trabalhar para melhorar a saúde do comum dos mortais.


 


Périgueux é uma vila medieval lindíssima. Amanhã espera-nos mais canard, magret, foi gras, paté  e confit de canard, múltiplas variedades da charcuterie périgourdine, ou deveria mesmo dizer perigordina.


 


Sim porque ontem o jantar foi magret acompanhado de jazz, num restaurante que se chama... Canard-Jazz.


 



(pintura de Liza Hirst: Pérgueux)

20 setembro 2008

Nos próximos dias...


 


Estarei por aqui, sorvendo ciência, muita, muita ciência, mas atenderei a várias áreas, como esta


 



 


esta


 



 


e esta


 





 


entre outras.

O Estado como tal

Tal como hoje reconhecemos todos, alguns a contragosto, o fracasso do sistema comunista, deveremos reconhecer com a mesma honestidade o fracasso do capitalismo puro e duro, das leis de mercado sem controlo e da lei do lucro pelo lucro.


 


As sociedades precisam de um cimento para que sobrevivam como sociedades e esse cimento é o contributo que todos se obrigam a dar, num esforço comum para que haja coesão e solidariedade sociais.


 


A falência deste modelo está à vista com as intervenções que a administração americana estão a empreender, salvando da falência seguradoras privadas, cujos lucros fabulosos e distribuição de dividendos pelos profetas do mercado não evitaram o colapso e a ameaça de desemprego para milhões de pessoas.


 


O estado tem o dever de intervir para evitar uma enorme desgraça, assim como tem o direito de intervir para impedir as enormes assimetrias, a especulação e a mitologia do poder do dinheiro pelo dinheiro.

Flores novas

Trarei flores novas por entre os dentes, aos pés dos leitos por onde já passei. Lençóis de dor e fé, de início ou de fim, a mesma carne com ou sem estremecimentos.


 


Tantos olhos que por mim viajam, procurando respostas e esperança. A todos fujo, mesmo sorrindo e apertando mãos, mesmo que gele as certezas, que se me escapem as pedras inevitáveis.


 


Trarei flores tenras por entre os dedos, que enterrarei na terra que me não espera. Assim vou guardando o meu lugar, junto daqueles que já não estão.


 



(pintura de Jana Bouc: cemetery day)

Colheitas


[pintura de Janet Aly: Al Mumit (Bringer of Death)]


 


E nunca mais finda este Verão

de Outonos velhos

de invernosas colheitas de almas.


 


Atrás de mim caminham fantasmas

vão-se cortando as veias

da minha infância.

14 setembro 2008

Fado Português


 


canta: Amália Rodrigues


(música de Alain Oulman; letra de José Régio)


 


O Fado nasceu um dia,

quando o vento mal bulia

e o céu o mar prolongava,

na amurada dum veleiro,

no peito dum marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.


 


Ai, que lindeza tamanha,

meu chão, meu monte, meu vale,

de folhas, flores, frutas de oiro,

vê se vês terras de Espanha,

areias de Portugal,

olhar ceguinho de choro.


 


Na boca dum marinheiro

do frágil barco veleiro,

morrendo a canção magoada,

diz o pungir dos desejos

do lábio a queimar de beijos

que beija o ar, e mais nada,

que beija o ar, e mais nada.


 


Mãe, adeus. Adeus, Maria.

Guarda bem no teu sentido

que aqui te faço uma jura:

que ou te levo à sacristia,

ou foi Deus que foi servido

dar-me no mar sepultura.


 


Ora eis que embora outro dia,

quando o vento nem bulia

e o céu o mar prolongava,

à proa de outro veleiro

velava outro marinheiro

que, estando triste, cantava,

que, estando triste, cantava.


 


 



canta: Dulce Pontes


(música de Alain Oulman; letra de José Régio)

11 setembro 2008

Presencial ou por correspondência

Manuela Ferreira Leite, depois do seu sepulcral e prolongado silêncio, resolveu opinar a propósito da proposta de alteração da lei eleitoral, segundo a qual os emigrantes deveriam votar presencialmente e não por correspondência, o que eu acho muitíssimo lógico.


 


O único argumento que lhe ouvi justificando a limitação das liberdades e garantias dos emigrantes portugueses, é a redução dos consulados e as grandes distâncias que os eleitores terão que percorrer par exercerem o seu direito.


 


Segundo esta notícia do DN, nas eleições legislativas de 2005 (...) A abstenção nos dois círculos eleitorais da Emigração situou-se nos 76 por cento. Dados do Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE) apontam para uma abstenção na ordem dos 69,5 por cento na Europa e de 81,7 por cento no círculo Fora da Europa.(...)


 


Será que Manuela Ferreira Leite está mesmo a falar a sério?

Desastrado regresso

Paulo Pedroso conseguiu dar vários tiros nos pés e nas mãos com a entrevista que deu.


 


A teoria do bloco central defendida por ele a mais de 1 ano das eleições demonstram bem a confiança que tem na vitória do PS e o que valoriza os projectos políticos, principalmente para quem se reclama da esquerda do PS. A não ser que pense que são muito parecidos, o que não deixa de ser estranho.


 


Não se augura nada de bom.

O mínimo democrático

Sarah Palin defende tudo o que eu acho indefensável, começando na educação sexual (ou ausência dela) e acabando no fanatismo religioso, com a defesa do ensino do criacionismo.


 


Resta perceber se Sarah Palin foi escolhida para candidata a Vice-Presidente por defender estas ideias ou por ser mulher. As sondagens parecem indicar que está a haver uma transferência de votos das mulheres brancas para o candidato republicano, após a escolha desta candidata.


 


O que nos leva à conclusão de que os americanos votam em mulheres brancas, ou homens negros, não votam nos seus projectos ou convicções. Tal como as eleições angolanas são aceitáveis para os observadores europeus e para a CPLP, apesar de todas as falhas e de todos os impedimentos à propaganda eleitoral, a compra de votos, a não credenciação de algumas organizações, apenas porque é em África e não num país europeu, como alertam várias vozes.


 


Que democracia estamos nós dispostos a aceitar?

11 de Setembro


11 de Setembro de 1973 - Chile


 


Há dias em que as armas, a fé, a ideia da única solução, do poder dos homens ou dos deuses esmagam a razão. É bom que os lembremos, a todos os que substituem a palavra pela morte, em nome de uma força que não têm.


 



11 de Setembro de 2001 - EUA

10 setembro 2008

Mais nada


(pintura de Jackson Pollock: one)


 


Senhora do alto destes muros

sinto o abismo que me chama

mais puro

mais só

mais nada.


 


Rodo nos braços do fogo

solta na esfera que me encanta

mais quente

mais vulto

que mente.


 


Esvoaço pela noite demolhada

nos lábios do vento que me beija

mais fome

mais lume

mais seja. 

08 setembro 2008

Riscos


(pintura de Dorata Mytych)


 


Inclino a caneta e risco o papel

única demonstração de carácter

recusando a neutralidade instalada.


 


Mesmo que a caneta não tenha já tinta

totalmente substituída por nervos

reconcilio um pouco a vontade de rasgar

de revolver a terra seca

dentro de mim.

07 setembro 2008

Barco Negro


poema de David Mourão Ferreira; música Caco Velho


canta Amália Rodrigues


 


De manhã, que medo, que me achasses feia!

Acordei, tremendo, deitada n'areia

Mas logo os teus olhos disseram que não,

E o sol penetrou no meu coração.


 


Vi depois, numa rocha, uma cruz,

E o teu barco negro dançava na luz

Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas

Dizem as velhas da praia, que não voltas:


 


São loucas! São loucas!


 


Eu sei, meu amor,

Que nem chegaste a partir,

Pois tudo, em meu redor,

Me diz qu'estás sempre comigo.


 


No vento que lança areia nos vidros;

Na água que canta, no fogo mortiço;

No calor do leito, nos bancos vazios;

Dentro do meu peito, estás sempre comigo.

E o Oráculo falou

Depois de um fortíssimo ataque ao governo, as soluções propostas são:


 



E...?

À espera do Oráculo

Segundo Pacheco Pereira, o PSD fiscalizará o governo em tempo real, mas isto não implica que tome decisões sobre as medidas.


 


Ou seja, quando chegarmos à eleições legislativas teremos um governo bem escrutinado, não sabemos é qual é alternativa que se lhe oferece.


 


Parece-me uma estratégia muito interessante e que demonstra, de facto, que o PSD não tem alternativa a esta governação. O que é assustador.

Eleições em Angola

Ninguém parece entender-se sobre as eleições em Angola. Da manipulação informativa pelo governo durante a campanha eleitoral, às afirmações contraditórias das várias equipas de observadores internacionais, até às opiniões divergentes dentro das mesmas equipas, nada se pronuncia de bom, mesmo que não me espante a esmagadora vitória do MPLA que, a meu ver, nunca esteve em causa.


 


Talvez fosse boa ideia os observadores terem algum cuidado com o que afirmam, para não ficarem eles próprios descredibilizados.


 


A proibição da entrada de vários órgãos de informação, pelo menos portugueses, deixa um travo muito amargo na avaliação da validade democrática deste acto eleitoral, mesmo que alguns digam que os votos expressam a vontade dos eleitores.


 


Nota: a este propósito vale a pena ler A cerimónia, de A. Teixeira.

06 setembro 2008

Abandono


(desenho de Walter Logeman)


 


Por muito que te diga

quanto te amo

antes que possa dizer-te

quanto te amarei

antes que possa saber

quanto ainda falta amar-te


 


desligas-te do mundo

deixas-me com palavras

estranho perfume de abandono

antes que possa dizer-te

que nunca te amarei bastante

deixas-me perdida

na tua eternidade.

A sentença favorável a Paulo Pedroso

O caso Casa Pia, como o Apito Dourado e outros, é daqueles que nos faz temer  qualquer  um de nós, que algum dia tenha alguma coisa a ver com a justiça portuguesa e os seus agentes.


 


Paulo Pedroso foi detido preventivamente no decurso das averiguações sobre os abusos sexuais, continuados e repetidos, contra as crianças da Casa Pia.


 


Depois de muitas denúncias, de muitas teorias da conspiração e de muitos anos, é certo que houve abusos, portanto abusadores, é certo que houve vítimas, é certo que houve declarações bombásticas de antigos e recentes responsáveis governamentais e não só que tutelavam a Casa Pia e, numa indiscutível e muito suspeita coincidência, houve grande falatório sobre dirigentes políticos da área do PS.


 


Não consigo aperceber-me do que será na vida de qualquer pessoa a acusação de pedofilia.


 


Estive a ler a sentença sobre a condenação do Estado Português a pagar uma indemnização a Paulo Pedroso pela prisão preventiva a que esteve sujeito e fiquei a perceber que



  • (…) todos os indícios recolhidos eram claramente insuficientes para imputar ao arguido a prática de qualquer crime concreto e que não ocorriam os perigos de perturbação do inquérito e da ordem e tranquilidade públicas, não podemos extrair outra conclusão que não seja a de que nesse mesmo Acórdão (08/10/2003) se formulou o juízo de que a decisão determinativa da prisão preventiva imposta ao arguido, ora A., foi motivada por acto temerário enquadrável na figura do erro grosseiro. (…).*

  • (…) Significa isto que o Acórdão (08/10/2003) em causa não se bastou em proceder ao exame dos elementos em que o despacho de 15/07/2003 se estribou para decidir pelo reforço dos indícios da prática pelo arguido dos crimes que lhe eram imputados, como também analisou – como em nosso entender não poderia deixar de ser – todos os elementos disponíveis anteriores à primitiva decisão de decretamento da prisão preventiva, para da sua análise global concluir não haver indícios suficientes para imputar ao arguido a prática de qualquer crime concreto.(…).*


 


Ou seja, não só a prisão preventiva foi um erro grosseiro como não havia indícios para imputar qualquer tipo de crime concreto. Ainda bem que assim se decidiu, ainda bem para Paulo Pedroso.


 


Mas não deixa de me arrepiar a sensação de que, em Portugal, é preciso ser-se poderoso e influente para que o Estado resolva devolver um pouco da dignidade que resolveu retirar, sem que para isso tenha tido razão. Quantas e quantas pessoas não passaram e não passarão pelo mesmo calvário?


 


Por outro lado, como é possível que continue a haver a certeza de crimes sem culpados?


 


A névoa que envolve este caso continua, sem verdadeiros culpados condenados e sem verdadeira ilibação dos falsamente acusados. A suspeita e o simulacro de justiça num Estado que se diz de direito.


 


* bolds e sublinhados meus

02 setembro 2008

Sujidade política

É absolutamente inacreditável o que se tem lido sobre a candidata a Vice-Presidente Sarah Palin escolhida por John McCain. Pode concordar-se ou não com a sua ideologia conservadora, nomeadamente a sua posição contra o aborto e a sua posição em relação à venda de armas nos EUA, mas o facto de ter estado em concursos de beleza, ser bonita e ter muitos filhos não lhe retira matéria cinzenta nem a transforma numa indigente mental.


 


E se a filha dela é adolescente e está grávida o problema é da filha e não dela. O que deveria ter feito a mãe? Expulsá-la de casa, pagar-lhe um aborto, escondê-la num país obscuro ou ter-lhe proporcionado um cinto de castidade?


 


A liberdade é precisamente cada um pode escolher a vida que quer, defender o que acha justo e ser responsabilizado pelas suas acções, não pelos problemas dos familiares.


 


Faz muito bem Barack Obama desmarcar-se deste tipo de sujidade.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...