28 fevereiro 2017

Neve

islândia.jpg


Islândia

Da inconclusão da Comissão de Inquérito à CGD - 1 (um - I - 1ª - pimeira)

Resolução da Assembleia da República n.º 122/2016


Constituição de uma comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à gestão do banco


 


A Assembleia da República, (...) constitui uma comissão parlamentar de inquérito à recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à gestão do banco, (...) com o seguinte objeto:


a) Avaliar os factos que fundamentam a necessidade de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos, incluindo as efetivas necessidades de capital e de injeção de fundos públicos e as medidas de reestruturação do banco;


b) Apurar as práticas de gestão da Caixa Geral de Depósitos no domínio da concessão e gestão de crédito desde o ano de 2000 pelo banco em Portugal e respetivas sucursais no estrangeiro, escrutinando em particular as posições de crédito de maior valor e/ou que apresentem maiores montantes em incumprimento ou reestruturados, incluindo o respetivo processo de aprovação e tratamento das eventuais garantias, incumprimentos e reestruturações;


c) Apreciar a atuação dos órgãos societários da Caixa Geral de Depósitos, incluindo os de administração, de fiscalização e de auditoria, dos auditores externos, dos Governos, bem como dos supervisores financeiros, tendo em conta as específicas atribuições e competências de cada um dos intervenientes, no que respeita à defesa do interesse dos contribuintes, da estabilidade do sistema financeiro e dos interesses dos depositantes, demais credores e trabalhadores da instituição e à gestão sã e prudente das instituições financeiras e outros interesses relevantes que tenham dever de salvaguardar.


 


Pelos vistos não interessa concluir esta Comissão de Inquérito. É muitíssimo mais importante descobrir o que exigia uma Administração que não chegou a funcionar, vasculhando os sms entre António Domingues e Mário Centeno.

Nos próximos dias

a licao.png


Teatro Meridional 


graca morais.png


 Graça Morais


ana vidigal.JPG


 Ana Vidigal


 

26 fevereiro 2017

Das questões vergonhosas

Convém que deixemos de fingir que há condições para manter relações políticas normais entre Portugal e Angola, pois o último não é um Estado de Direito democrático. Não é possível continuar a tentar ignorar que o regime político que vigora não é uma democracia, sendo a justiça totalmente dependente do poder político.


 


À desvergonha das acusações divulgadas pelo Jornal de Angola somam-se agora as atitudes do próprio Estado Angolano ao cancelar a visita oficial da Ministra Francisca Van Dunem. Não seria altura do Estado Português cancelar a visita oficial do Primeiro-ministro António Costa?

Da ferocidade desviada

paulo núncio.jpg


TSF


 


 


Só para alguns foi feroz o combate à evasão fiscal, precisamente para aqueles a quem o feroz governo PAF retirou rendimentos e fez pagar a crise e a austeridade, penhorando ordenados e retirando casas. Para outros a ferocidade foi bastante inconseguida.


 


A demissão de Paulo Núncio dos cargos ou funções partidárias não tem nada a ver com carácter nem com assumpção de responsabilidades - Assunção Cristas está a confundir partidos com serviço público e Estado. Isto é apenas para tentar matar o assunto rapidamente, o que só adensa as suspeitas da gravidade do mesmo.

23 fevereiro 2017

Balada de Outono


 Zeca Afonso


 



Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra 


 


 


Águas passadas do rio
Meu sonho vazio
Não vão acordar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Águas do rio correndo
Poentes morrendo
P'ras bandas do mar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

Rios que vão dar ao mar
Deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai
Ó ribeiras chorai
Que eu não volto a cantar

A nova estratégia

passos coelho.jpg


Público


 


 


A nova estratégia da direita é desacreditar o Presidente da Assembleia da República, com queixas permanentes, linguagem de taberna e a requentada asfixia democrática.


 


O ruído é grande e só demonstra a ausência de conteúdo e a aridez da direita política. O descabelo da novela dos SMS está a terminar, o problema dos 10.000 milhões de euros que se escoaram entre 2011 e 2014, sem que o PAF se incomodasse, enquanto tudo era permitido desde que se empobrecesse os cidadãos, são os motivos de tamanha agitação psicomotora e desnorte vocabular.

18 fevereiro 2017

O triste fim do Sr. Meireles

BEKO-logo.jpg


 


 


 


Pois o nosso maravilhoso Sr. Meireles, fogão arduamente procurado e profusamente utilizado, por carinhosas e empreendedoras mãos, avariou-se ao fim de 5 anos.


 


Um pouco espantada por tão precoce doença (a chama do forno não prendia), tentei, durante cerca de 1 mês, encontrar alguém que nos pudesse arranjar o fogão, mais precisamente o forno.


 


Fui à internet em busca do site dos fogões Meireles, que nos indica 2 casas no distrito de Lisboa que prestam assistência à marca. Telefonámos para um deles que, qual Saúde 24 dos fogões, de imediato diagnosticou o mal – era uma peça partida que seria necessário pedir à marca; logo que tivesse a peça comunicaria. Estamos à espera desde 26 de Janeiro.


 


Depois de 2 semanas recorremos de novo à internet e ligámos para uma outra casa, que também pode prestar assistência à Meireles. Veio de imediato um senhor, que investigou as entranhas do forno e disse que era necessário comprar uma peça que estava partida; logo que tivesse a peça comunicaria. Honra lhe seja feita, não cobrou a deslocação e telefonou ontem para informar que a peça custava €150. Com os €75 da deslocação e da mão-de-obra, ficava-nos o arranjo em €225, quando o fogão tinha custado cerca de €300.


 


No entretanto tentei por diversas vezes contactar com a própria Meireles, para reclamar da assistência e saber quais as alternativas. Depois de emails sem resposta e telefonemas com mensagens gravadas, deixando nome e telefone, consegui chegar à fala com uma senhora muito indisposta, que me disse que a marca dava 2 anos de garantia e que o problema era das empresas que prestavam assistência. O facto de serem recomendadas pela própria marca não a impressionou e não a fez assumir qualquer tipo de responsabilidade na questão.


 


Ficamos pois esclarecidos. A decisão que se impunha era mesmo substituir o fogão por qualquer outro de qualquer marca, com a excepção da Meireles. Por muito que queira consumir produtos de grandes empreendedores portugueses, esta postura é tudo menos motivante.


 


Recorremos a uma loja de electrodomésticos na Estrada de Benfica, das raras que ainda sobrevivem. Hoje mesmo vieram instalar o fogão novo e levar o triste e amado Sr. Meireles, com apenas 5 anos de distintos serviços (o meu fogão anterior durou 25 anos).

Um dia como os outros (172)

UmDiaComoOsOutros.jpeg


 (...) Nos media, em relação a este caso, Lobo Xavier é descrito como amigo de Domingues e conselheiro de Estado, mas fica sempre esquecido o facto do Lobo ser administrador executivo do BPI. Parece estranho ser um administrador do BPI, concorrente directo da CGD, a ter acesso aos SMS de um ex-presidente da Caixa e a fazer o papel de defensor da ética. Parecendo que não, o indivíduo que traçou o plano da CGD e que trabalhou no BPI, troca e revela SMS sobre a Caixa com Lobo Xavier, administrador do BPI. Já vi toupeiras com menos dioptrias.


 


Tenho a curiosidade aos saltos e gostava de saber durante quanto tempo o doutor Domingues andou a trocar mensagens com o administrador do BPI, desde quando e o que lhe revelou. O meu ADN de porteira começa logo a latejar e fico cheio de vontade de conhecer as SMS trocados entre Domingues, ex-administrador da CGD, e Lobo Xavier, administrador do BPI, ex-banco de Domingues. Aposto que há smiles. (...)


 


João Quadros

Um dia como os outros (171)

UmDiaComoOsOutros.jpeg


(...) Na verdade, o que a direita não suporta é que Centeno tenha provado que era possível trilhar outro caminho económico, com menos sacrifícios para os portugueses, e mesmo assim conseguir reduzir o défice para valores historicamente baixos, o mais baixo em 42 anos de democracia, coisa que a direita nunca conseguiu até agora. O que a direita não perdoa a Centeno é que tenha conseguido fazer isto colocando a economia a crescer um pouco mais do que se esperava, com o regresso do investimento, a subida das exportações, a melhoria do clima económico e do indicador de confiança.


 


É por isso que a direita quer abater Centeno. O homem tem um belo cartão de visitas para apresentar cá dentro e lá fora, junto dos seus parceiros do Eurogrupo. E o que importa ao país não são seguramente os sms que trocou com Domingues mas os resultados económicos das suas políticas. Para já, os segundos estão a ganhar por 10-0 aos primeiros.


 


Nicolau Santos

15 fevereiro 2017

E ainda...

... Estou a ouvir o André Macedo na RTP3 e até me parece estar a dizer coisas sensatas, ele e António José Teixeira.


 


Por outro lado, estou convencida que a maioria das pessoas está farta deste tema e o que quer é que Mário Centeno e o Governo continuem o seu trabalho!


 

O novelo da novela

mario_centeno.jpg


 


 


Mário Centeno é o Ministro das Finanças de um governo que, após os anos de chumbo que vivemos, conseguiu cumprir não todas as promessas, mas algumas delas bem importantes, nomeadamente o défice, ao mesmo tempo que devolvia alguns dos rendimentos que tinham sido retirados dos cidadãos, não provisoriamente como a PAF nos queria fazer crer, mas definitivamente como a PAF prometia em Bruxelas.


 


Herdou um enorme imbróglio no sector financeiro, com o problema do BANIF a explodir-lhe nas mãos, para além do problema da CGD que, não esqueçamos, Passos Coelho gostaria muito de privatizar. Conseguiu uma vitória negocial em Bruxelas, precisamente sobre a mesma CGD, que todos tinham vaticinado impossível.


 


Ao querer uma administração profissional, acabou por ceder onde não devia ter cedido - permitir que António Domingues e a sua equipa exigissem o inaceitável. Não tenho dúvidas que o terá feito de boa fé e a bem do País, mas o Estado tem que se dar ao respeito e não pode permitir que os Administradores ditem as leis que querem e que não querem cumprir.


 


A oposição de direita não tem conseguido vender aos cidadãos a sua cartilha; há distensão social, as pessoas têm mais esperança, os indicadores económicos estão a melhorar, tudo lhe corre mal.


 


Usando de uma linguagem boçal, dando cambalhotas de incoerência e criando casos, a direita política viu nesta atabalhoada negociação entre o governo e a administração da CGD a oportunidade para atacar Mário Centeno. Tudo serve, até mesmo a publicação das SMS trocadas entre ele e António Domingues. Já não há nada que seja privado, nem as mensagens que se trocam no telemóvel.


 


E não há boa notícia que abafe a gritaria da direita, secundada por uma comunicação social que faz parte do combate político, cujos comentadores vêm os seus comentários desmentidos pela realidade, à medida que a Geringonça se mantém a governar e até a Europa elogia a governação.


 


Por muito bom Ministro que Mário Centeno tenha sido e seja, penso que a sua permanência no governo será uma fonte de desgaste permanente. Ou a base política de apoio - PS, BE e PCP - consegue marcar a agenda mediática de forma a calarem a direita, ou Mário Centeno terá que pagar com a sua demissão o erro que cometeu com António Domingues. É muito injusto, mesmo muito, mas não me parece haver muitas alternativas.


 


Nota: não consigo compreender como Marques Mendes se mantém a fazer as figuras que faz; como Lobo Xavier sabe da existência de SMS comprometedoras ou não; como estas duas personagens se mantém como conselheiros de Estado.

12 fevereiro 2017

Estratégias

sondagensfev 2017.png


geringonça vs paf.png


 


Parece que a estratégia de Passos Coelho e de Assunção Cristas com a TSU não terá tido grande resultado.


 


Veremos se o arrastar do assunto CGD e Mário Centeno mantém, reduz ou aumenta a distância entre a Geringonça e a (ex-) PAF.


 

Rio

river bank scultures.jpg


Jason deCaires Taylor


 


 


Desço o rio desta noite


nas margens de pedras amuradas


sem qualquer cais de serenidade.


 


Aguardo a noite deste rio


nos muros de margens empedradas


sem querer mais que serenidade.


 

05 fevereiro 2017

A dor dos outros

mourners.jpg


The mourners


 


A dor dos outros


Está fora da janela.


Entristece-nos


Como um ciclo de chuvas


Mas não nos molha os pés


Nem os cabelos.


 


Por vezes avistamo-la


Na soturna rua


Que a medo atravessamos.


Ou no café


Onde uma mão se estende.


 


Vamos então ao armário maior


Buscar o dó, a pena.


E ao porta-moedas


Rebuscar uns trocos.


 


Alguns de nós


Mas poucos, muito poucos,


Guardaram bagas


Que o tempo lhes ditou.


Verdades que hibernaram


No gelo das idades


E germinaram em caverna escura.


 


Só esses têm a coragem de ver


Que a dor dos outros


É sempre a nossa dor


Que anda em viagem.


E que, curvada,


Ao peso da bagagem


Nos persegue


E procura.


 


Isabel Fraga

Da relativização dos tempos

 


secret figures.png


Dorothy Vaughan & Kathryn Johnson & Mary Winston Jackson


 


Temos grande tendência a considerar as gerações mais novas ignorantes e irresponsáveis, sem interesse naquilo que achamos ser o essencial de conhecimentos, sentimentos, educação e cultura.


 


Outro dia, depois de assistir ao filme Elementos Secretos (Secret Figures), bastante agradável e leve, pus-me a pensar na estranheza com que nos apercebemos de que apenas há cerca de 50 anos havia segregação racial nos EUA, e o que isso significava no dia a dia das pessoas segregadas, para além da discriminação de género. O filme passa-se à volta do ano em que nasci. Como é possível para nós, hoje em dia, acreditarmos que havia uma sociedade compartimentada pela cor da pele? Talvez daqui a 50 anos a reacção dos nossos netos ou bisnetos seja a mesma quando virem as histórias contadas à volta de outros grupos e outras minorias, desencadeando incredulidades idênticas às que me assaltaram durante o filme.


 


Num salto de raciocínio apercebi-me de que, na altura em que assisti pela primeira vez ao documentário The World at War, nos anos setenta do século passado, tinham passado apenas 30 anos do fim da II Guerra Mundial. Que sabia eu do assunto? O que tinha aprendido no liceu? Eram matérias versadas nos currículos? Hitler, Mussolini, Estaline, o Holocausto, o anti-semitismo, a Guerra Civil Espanhola?


 


Por isso mesmo, quando nos espantamos com o desconhecimento dos jovens sobre o 25 de Abril de 1974, que aconteceu já há mais de 40 anos, é melhor percebermos que eles são tão ignorantes como nós éramos e o seu interesse ou desinteresse é semelhante ao que era o nosso.


 


As memórias têm que ser também construídas, activadas e reactivadas, para que os novos entendam o que se passou antes da sua geração, antes daquilo que lhes parece óbvio, permanente, eterno, e que é apenas uma fracção de segundo num tempo circular, que pode desaparecer, retroceder ou perecer.


 

04 fevereiro 2017

The New Yorker

the new yorker.jpg


Liberty's Flameout

Der Spiegel

Der-Spiegel-America-First.jpg


America first

A Arte d(n)a Resistência

 


MoMA Takes a Stand: Art From Banned Countries Comes Center Stage


 


moma 1.JPG


Zaha Hadid


 


This work is by an artist from a nation whose citizens are being denied entry into the United States, according to a presidential executive order issued on January 27, 2017. This is one of several such artworks from the Museum’s collection installed throughout the fifth-floor galleries to affirm the ideals of welcome and freedom as vital to this Museum, as they are to the United States.


 


moma 2.JPG


Marcos Grigorian


 


This work is by an artist from a nation whose citizens are being denied entry into the United States, according to a presidential executive order issued on January 27, 2017. This is one of several such artworks from the Museum’s collection installed throughout the fifth-floor galleries to affirm the ideals of welcome and freedom as vital to this Museum, as they are to the United States.


 


 


moma 4.JPG


Parviz Tanavoli


 


This work is by an artist from a nation whose citizens are being denied entry into the United States, according to a presidential executive order issued on January 27, 2017. This is one of several such artworks from the Museum’s collection installed throughout the fifth-floor galleries to affirm the ideals of welcome and freedom as vital to this Museum, as they are to the United States.


 


 


A partir de Yvette Centeno


 

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...