1.
Sento-me na
beira de um banco
no jardim de
folhas leves e pássaros adormecidos.
As minhas mãos
confundem o tempo
semeiam todos
os beijos que não te dei
no verde
transtornado do relvado.
Vagarosamente
soltam-se as asas
iluminam-se as
papoilas de encarnado
como se o
veneno dos dias felizes
se espalhasse
pelas encostas da tua ausência.
2.
Há vozes nas
nuvens a tua voz
que me chama
com o carinho
de quem sabe
que morro sem ti
que me diz que
a névoa voa
e que nada me
dará a paz ansiada
a não ser
aceitar a funda tristeza
de te não ter.

Sem comentários:
Enviar um comentário