30 abril 2017

It seemed the better way

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It seemed the better way


When first I heard him speak


But now it’s much too late


To turn the other cheek


 


It sounded like the truth


It seemed the better way


You’d have to be a fool


To choose the meek today


 


I wonder what it was


I wonder what it meant


He seemed to touch on love


But then he touch on death


 


Better hold my tongue


Better learn my place


Lift my glass of blood


Try to say the Grace


 


25 abril 2017

Dos que morreram pelos cravos

Guerra colonial: 1961 - 1974 (13 anos)



  • cerca de 10% da população portuguesa e mais de 90% dos mancebos foi envolvida na guerra;

  • terão morrido 8.831 militares portugueses, 4.027 em combate

  • embora de difícil contabilização, mais de 140 mil portugueses terão sido afectados psicologicamente


 


Mãe, a guerra


O capitão que quase enganou a tristeza


 



Manuel Alegre & Adriano Correia de Oliveira


 


 


Já lá vai Pedro Soldado


Num barco da nossa armada


E leva um nome bordado


Num saco cheio de nada


Triste vai Pedro Soldado


 


Branda rola não faz ninho


Nas agulhas do pinheiro


Não é Pedro Marinheiro


Nem no mar é seu caminho


 


Nem anda a branca gaivota


Pescando peixes em terra


Nem é de Pedro essa rota


Dos barcos que vão à guerra


 


Onde não anda ceifando


Já o campo se faz verde


E em cada hora se perde


Cada hora que demora


Pedro no mar navegando


 


Não é Pedro pescador


Nem no mar vindimador


Nem soldado vindimando


Verde vinha vindimada


Triste vai Pedro Soldado


 


Já lá vai Pedro Soldado


Num barco da nossa armada


Deixa um nome bordado


E era Pedro Soldado


 


Branda rola não faz ninho


Nas agulhas do pinheiro


Não é Pedro Marinheiro


Nem no mar é seu caminho


 


Deixa um nome bordado


E era Pedro Soldado


E era Pedro Soldado

A música dos cravos


Manuel Alegre & António Portugal & António Correia de Oliveira


 


 


Quem poderá domar os cavalos do vento


quem poderá domar este tropel


do pensamento


à flor da pele?


 


Quem poderá calar a voz do sino triste


que diz por dentro do que não se diz


a fúria em riste


do meu país?


 


Quem poderá proibir estas letras de chuva


que gota a gota escrevem nas vidraças


pátria viúva


a dor que passa?


 


Quem poderá prender os dedos farpas


que dentro da canção fazem das brisas


as armas harpas


que são precisas?


 


 


 



Sérgio Godinho


 


 


Viemos com o peso do passado e da semente


Esperar tantos anos torna tudo mais urgente


e a sede de uma espera só se estanca na torrente


e a sede de uma espera só se estanca na torrente


Vivemos tantos anos a falar pela calada


Só se pode querer tudo quando não se teve nada


Só quer a vida cheia quem teve a vida parada


Só quer a vida cheia quem teve a vida parada


Só há liberdade a sério quando houver


A paz, o pão


habitação


saúde, educação


Só há liberdade a sério quando houver


Liberdade de mudar e decidir


quando pertencer ao povo o que o povo produzir


quando pertencer ao povo o que o povo produzir


 


 


 



Zeca Afonso


 


Vejam bem


Que não há


Só gaivotas


Em terra


Quando um homem


Se põe


A pensar


 


Quem lá vem


Dorme à noite


Ao relento


Na areia


Dorme à noite


Ao relento


Do mar


 


E se houver


Uma praça


De gente


Madura


E uma estátua


De febre


A arder


Anda alguém


Pela noite


À procura


E não há


Quem lhe queira


Valer


 


 


Vejam bem


Daquele homem


A fraca


Figura


Desbravando


Os caminhos


Do pão


 


E se houver


Uma praça


De gente


Madura


Ninguém vai


Levantá-lo


Do chão


 


Vejam bem


Que não há


Só gaivotas


Em terra


Quando um homem


Se põe


A pensar


 


Quem lá vem


Dorme à noite


Ao relento de areia


Dorme à noite


ao relento do mar

Da revolução dos cravos

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Salvador Dali


 


Aquilo que move e embala o colectivo (nós - o povo), aquilo que nos faz sentir unidos e em marcha, é a partilha de um objectivo comum que nasce de um valor universal, algo que nos seja exterior e interior, que se ancore naquilo que podemos fazer pelos outros, pela comunidade, logo por nós próprios.


 


Somos capazes dos maiores sacrifícios se os entendermos necessários a um bem maior. Por isso prescindimos até da vida - seja por amor à liberdade ou aos filhos. Essas emoções são muito bem aproveitadas por todos os totalitarismos e também, mais raramente, pelos regimes democráticos, em épocas especiais e que se revelam revolucionárias, pelas consequências nas organizações e prioridades das sociedades em que nos inserimos.


 


Estamos a precisar de algumas ideias libertadoras, que nos unam e nos inspirem como comunidade, tal como aconteceu a 25 de Abril de 1974. Nessa altura a esperança e a mobilização pelos ideais de liberdade, democracia e desenvolvimento foram o cimento que nos uniu, com muitas dores mas com muita paixão e alegria.


 


Estou convencida de que precisamos de um novo contrato social, de uma nova organização laboral, de uma nova relação com a natureza, de uma nova realização na maternidade e na paternidades, de uma nova relação entre o individual e o colectivo. Precisamos de nos renovar e de nos inovar, reaprender a essência e redistribuir os excedentes. Precisamos de políticas que subordinem a economia ao bem público e aos cidadãos, que repense o território, que invista na criatividade e na cultura, que incentive o auto conhecimento e a solidariedade, que mobilize a generosidade, que semeie a igualdade de oportunidades, que saiba gerir as capacidades e que seja inclusivo.


 


Parecem palavras vagas e ocas. Mas convinha que lhes déssemos o seu verdadeiro significado e lhes retribuíssemos o seu verdadeiro valor. Às vezes são as coisas mais simples as que geram maior felicidade. Não vejo melhor forma de reafirmar a revolução dos cravos.


 

Da emoção dos cravos

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Todos os anos, por muito que já as conheça de cor, as imagens do dia 25 de Abril de 1974, as ruas apinhadas de gente e esperança, os soldados, as espingardas, o megafone de Salgueiro Maia, as senhas musicais na madrugada,  Posto de Comando do MFA, a alegria dos locutores, o frenesim de quem queria explicar o que se passava, a calma dos protagonistas, todos os anos me emociono.


 


Não há cerimónias dispensáveis para a celebração de um tempo novo que diariamente se reinventa. O esquecimento e a banalização da liberdade são, simultaneamente, a celebração da mesma e o maior perigo para a sua preservação.

Da vermelhidão dos cravos

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Adres


 


 


Consternada dei-me conta de que não tenho nenhuma peça de roupa, lenço de pescoço ou sapatos de cor vermelha.


 


Não faz mal. O meu amor pela liberdade e pela democracia fazem-me a alma tão vermelha quanto a mais vermelha paixão, o mais vermelho sangue, os mais vermelhos cravos.

23 abril 2017

Dos prováveis impossíveis

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Depois do referendo inglês em que o BREMAIN estava seguro e as eleições americanas com a vitória certa de Hillary Clinton, esperemos que não venham as presidenciais francesas com a óbvia derrota à segunda volta de Marine Le Pen.


 


Nada é previsível com uma percentagem de indecisos e de abstenções tão grande. Mas ao contrário das outras duas situações, desta vez tenho uma terrível premonição.


 


O que vale é que eu nunca acerto! Tal como o princípio da anti-bússola, que cá em casa me atribuem descaradamente, pode ser que tenha também o princípio da anti-adivinhação eleitoral! Neste caso dava algum jeito!

22 abril 2017

Manhã

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Jason deCaires Taylor


 


Resta-me gostar


não sei bem se da vida se das pessoas que contém


não sei bem se de ti se da vida que nos tem.


Resta-me tocar


a noite com a certeza de acordar


nem que seja no outro lado da vida


com que renovo os dias por te amar.

21 abril 2017

Das cautelosas cautelas do PCP

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O PCP só tem certezas quando se trata dos desmandos dos EUA, dos seus aliados capitalistas e opressores do povo trabalhador. Quanto à Rússia e aos seus amigos e protegidos, tudo são dúvidas existenciais e cautelas adicionais.


 


Será que há uma perseguição contra os LGBT na Chechénia? Será que estão a colocar pessoas em campos de concentração devido à sua orientação sexual? Será que a Coreia do Norte é uma democracia? Será que o regime Sírio tem armas químicas e as pode usar contra o seu povo? Será?

20 abril 2017

Da manipulação participativa

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Vivemos tempos perigosos, se calhar como sempre, mas quanto mais dentro deles estamos mais perigosos os sentimos. O que mais mudou, pelo menos para mim, é a credibilidade das notícias que circulam pelos media, multiplicados e amplificados pelas redes sociais. Nunca se sabe o que é verdade, o que foi truncado, o que foi escondido, o que foi manipulado.


 


Por isso mesmo a cautela deve ser cada vez maior, quando pretendemos formar uma opinião e partilhar as nossas conclusões, pois os factos são cada vez mais alternativos. Tenho assistido estupefacta à divulgação e partilha de artigos, excertos de reportagens, declarações inflamadas sobre o ataque com armas sírias a 4 de Abril, correspondentes a 2013, 2014 e 2016, mas nunca a este ataque específico. Aliás a única notícia do Conselho de Segurança das Nações Unidas que encontrei em relação ao assunto, realça a impossibilidade de ter sido aprovada uma resolução que condenava o ataque e pedia ao governo sírio que cooperasse numa investigação ao incidente, pelo veto da Rússia (e da Bolívia), que foi consentânea com a do PCP em Portugal, ao recusar-se a votar favoravelmente a condenação parlamentar desse crime de guerra, redireccionando as suas críticas aos EUA por terem retaliado de imediato.


 


É tal a cegueira que muitos não se dão sequer ao trabalho de ler os artigos que linkam, pois se o fizessem aperceber-se-iam de imediato do logro. Há de tudo: repórteres a falarem de um ataque químico de 2013, excertos de um relatório das Nações Unidas, de 2013, sobre o facto dos "Rebeldes" terem acesso armas químicas, documentários de uma televisão de extrema direita sobre os sírio, enfim, um manancial de desinformação que conta com a activa participação da nossa negligência.


 


Não sei quem perpretou o ataque com armas químicas. Fosse quem fosse que o fez, é um crime e deve ser unanimemente condenado. Quanto à Administração Trump, ela é uma ameaça à estabilidade e à paz mundial, antes e depois do ataque à Síria.

19 abril 2017

18 abril 2017

O verdadeiro problema...

... não é a existência de um referendo ou de referendos em democracias, mas sim a inexistência da democracia onde se fazem referendos, como parece ser o caso do votado na Turquia, há 2 dias.


 


Os referendos são instrumentos de democracia directa utilizados em casos específicos, regulados pela lei dos países democráticos. O resultado desses referendos, por muito que nos penalizem, devem ser respeitados, como é o caso do referendo relativo ao BREXIT. Percebe-se agora que os defensores do BREXIT não faziam a mínima ideia do que fariam caso o ganhassem, que não antecipavam, mas o resultado não pode ser escamoteado - a maioria dos cidadãos do Reino Unido quer sair da União Europeia.


 


O mesmo não se pode afirmar confiadamente sobre o referendo turco que pedia autorização para o reforço dos poderes de Erdogan. A Turquia não é uma democracia - perseguições políticas a intelectuais, professores, juízes, queima de livros, censura, prisões, manipulação da informação antes e durante o período de propaganda. Não é o resultado do referendo (que não é fidedigno) que reduz ou pode terminar a democracia quando ela já não existia.

16 abril 2017

Preciso me encontrar


Cartola


 



 Zeca Pagodinho & Marisa Monte


 


 


Deixe-me ir


Preciso andar


Vou por aí a procurar


Rir pra não chorar


Deixe-me ir


Preciso andar


Vou por aí a procurar


Sorrir pra não chorar


 


Quero assistir ao sol nascer


Ver as águas dos rios correr


Ouvir os pássaros cantar


Eu quero nascer


Quero viver


 


Deixe-me ir


Preciso andar


Vou por aí a procurar


Rir pra não chorar


Se alguém por mim perguntar


Diga que eu só vou voltar


Depois que me encontrar


 


Quero assistir ao sol nascer


Ver as águas dos rios correr


Ouvir os pássaros cantar


Eu quero nascer


Quero viver


 


Deixe-me ir


Preciso andar


Vou por aí a procurar


Sorrir pra não chorar


 


(Deixe-me ir preciso andar


Vou por aí a procurar


Sorrir pra não chorar)


 


Deixe-me ir preciso andar


Vou por aí a procurar


Sorrir pra não chorar


 


(Deixe-me ir preciso andar


Vou por aí a procurar


Sorrir pra não chorar)

08 abril 2017

Da falta de decoro

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Mexia: limitar ordenados de gestores seria "ratar migalhas"


 


Estas são as migalhas de que fala:


 


António Mexia recebeu €5.578 brutos por dia no ano passado

O uso das armas químicas

O facto de se condenar o uso de armas químicas na Síria não é o mesmo que aplaudir o ataque dos EUA. A rapidez com que já se concluiu que tinha sido Bashar al-Assad o responsável, aceitando a intervenção dos EUA sem mais explicações e à margem das Instituições internacionais, recorda o que se passou com a manipulação informativa aquando da guerra do Iraque, nomeadamente com a evidência de existência das armas de destruição maciça. Não podemos, no entanto, escamotear que houve, de facto, um horrível ataque com armas químicas.


 


Mas a estratégia do PCP de tentar desviar o assunto que se discute com outros horríveis pecados do adversário, desculpabilizando os seus aliados, é também conhecido, arcaico e desonesto.

07 abril 2017

Do arcaísmo ideológico ainda vivo

O PCP continua a manter as suas costumeiras características de uma cegueira ideológica arcaica. Inacreditável que, perante um inqualificável crime de guerra na Síria, com a utilização de premeditada de armas químicas, não se tenha juntado ao voto de condenação no Parlamento português. Pelo contrário, condena os EUA pelo bombardeamento que se lhe seguiu.


 


É lamentável e incompreensível.

Do choque de Dijsselbloem

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É natural que Dijsselbloem tenha ficado chocado - não estava à espera da frontalidade e da serenidade de Ricardo Mourinho Félix.


 


Ainda bem que temos gente que assim choca os Dijsselbloems do Eurogrupo, o tal que manda e desmanda na Europa.

Do pagamento das dívidas

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Isaltino Morais vai candidatar-se à autarquia de Oeiras. Nunca votei nele nem votarei. Mas nada tenho contra, muito pelo contrário.


 


Isaltino Morais foi julgado, cumpriu a pena de prisão a que foi condenado, pagando com ela a sua dívida à sociedade. Compete pois à população de Oeiras a decisão de o eleger, ou não.

Da inaceitável falta de Justiça

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Soubemos agora que o Ministério Público (MP) decidiu, ao fim de 8 anos, arquivar o inquérito que tinha levantado a Dias Loureiro e Oliveira e Costa, por suspeita de burla ao BPN.


 


Tenho lido algumas declarações a lamentar este arquivamento, pelo facto de considerarem impensável que não se tenham produzido provas nem acusações contra estes dois arguidos, que julgam culpados. Quem assim pensa também se indigna com a injustiça de manter José Sócrates sem acusação formada desde 2014, proclamando a sua evidente inocência e a necessidade de arquivamento do processo.


 


Por mim considero absolutamente intolerável o que se passa com Sócrates e o que se passou com Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Não se pode aceitar alguém, independentemente das nossas simpatias pessoais, ideologias políticas ou crenças individuais, esteja em suspenso durante 9 anos, arrastado pela lama e condenado pela opinião pública. Tal como com Sócrates e como tantas vezes ouvimos dizer, as pessoas são inocentes até que se prove o contrário.


 


Ao fim de todo este tempo nunca mais é possível limpar o nome de ninguém. Acusados ou inocentes, Dias Loureiro, Oliveira e Costa e José Sócrates, só para citar estes últimos casos mais mediáticos, arrastar-se-ão pela vida toda com o fantasma da condenação pública. Isso afectou e afectará a sua vida pessoal e profissional, tal como a das pessoas que lhes são próximas.


 


Somos todos de carne e osso. Pensar que podemos depender de uma justiça que funciona desta forma é assustador, pois os inocentes nunca serão inocentados e os culpados nunca serão condenados e punidos.

04 abril 2017

Da inutilidade das palavras

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Não há já palavras nem indignação que nos ajudem perante tantas e tão repetidas atrocidades. Talvez o silêncio seja a única forma de respeito que sobra. O que não significa que aceitemos.

02 abril 2017

Dos doces muito bons porque são pouco doces

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Confesso que se me eriçam os cabelos quando ouço dizer que um doce é muito bom porque é pouco doce. A minha gulodice não aguenta e toda se revolta perante esta heresia. Doce para ser doce tem que ser doce, ter açúcar, melar os dedos, lambuzar a cara, etc.


 


Mas como a luta diária pela bela figura, com a menor rotundidade possível, é feroz, experimentei um doce muito bom porque se açúcar.


 


Natural, dietético, esplendorosamente saudável e doce o suficiente para agradar aos pobres que, como eu, procuram em qualquer alimento um pouco da satisfação redentora das guloseimas.


 


Experimentei com maçã: cortei várias maçãs, umas 6, aos bocadinhos, com casca e tudo, reguei com o sumo de 2 laranjas bem sumarentas, juntei canela em pó generosamente e tâmaras secas (sem caroço), também aos bocadinhos. Depois de a maçã amolecer ao lume, reduzi tudo a puré com a varinha mágica e deixei mais um bocado a fervilhar.


 


Foi um instante. Ficou acastanhada e muito saborosa. Com tostas integrais e chá de rooibos, é uma felicidade!

Concerto De' Cavalieri & Ana Quintans

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CCB - 1 de Abril de 2017 


 


Lindíssimo concerto o de ontem, no CCB. Tomaso Albinoni e Antonio Vivaldi, com a orquestra Concerto De' Cavalieri e a excelente e belíssima Ana Quintans. Trechos de óperas de Albinoni, a maioria delas desaparecidas, recuperadas por Marcello Di Lisa, em conjunto com obras de Vivaldi, compuseram uma noite memorável.


 


A música (ou a arte, como um todo) é a forma da divindade que o Homem cria na sua mais terrena humanidade.

Do arraso da decência

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Ainda me consigo surpreender com a falta de vergonha da ex-PAF. A era da pós-verdade, da mentira ou iniquidade, tanto faz, tem adeptos ferrenhos em Portugal.


 


Como é possível, depois de tudo o que se passou com o BES, Novo Banco, vende não vende, Sérgio Monteiro, etc., Assunção Cristas e Luís Montenegro tenham feita as declarações desavergonhadas que fizeram?


 


Não há quem não concorde que a solução é má,mas também parece que é a menos má de todas. É bom não esquecer que o ex-governo do PAF (e a Troika) escamoteou e escondeu os problemas da banca, pelo que o mínimo que se poderia esperar era um silêncio prudente e discreto.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...