02 abril 2017

Do arraso da decência

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Ainda me consigo surpreender com a falta de vergonha da ex-PAF. A era da pós-verdade, da mentira ou iniquidade, tanto faz, tem adeptos ferrenhos em Portugal.


 


Como é possível, depois de tudo o que se passou com o BES, Novo Banco, vende não vende, Sérgio Monteiro, etc., Assunção Cristas e Luís Montenegro tenham feita as declarações desavergonhadas que fizeram?


 


Não há quem não concorde que a solução é má,mas também parece que é a menos má de todas. É bom não esquecer que o ex-governo do PAF (e a Troika) escamoteou e escondeu os problemas da banca, pelo que o mínimo que se poderia esperar era um silêncio prudente e discreto.

9 comentários:

  1. Anónimo14:24

    Aquilo que não me deixa de surpreender é a capacidade de contorcionismo e projecção da tal "falta de vergonha" que os apoiantes das esquerdas tiveram ao longo de todo o processo. Ora vejamos, sempre foram contra esta solução, atacaram ferozmente o governo anterior por apresentar esta solução, recorreram a todo o tipo de chantagem e jogatana política para agora, quando confrontados por não terem apresentado nada diferente e o facto do passar do tempo em nada ter ajudado esta solução (ie. em que é que valorizaram o Novo Banco?), ainda se fazerem de virgens ofendidas e alegarem que (afinal) " 'tamos a fazer o que os outros queriam, já viram a lata deles em reclamar... ".

    Não há palavras para descrever esta "classe".

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  2. Realmente é falta de pudor a mais.

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  3. Senhora Sofia,

    Não se trata de falta de pudor, mas sim falta de respeito para com os portugueses.
    Sendo verdade que este sr. PC esteve no governo a tentar recuperar os graves problemas deste nosso Portugal, também é verdade que escamoteou muita informação e colocou muitos problemas debaixo do tapete.
    E sempre com o aval das instituições europeias, FMI, etc.
    Não esquecer que um dos principais rostos e responsáveis por este negócio de venda do NB saiu direto do governo do anterior para o BDP com a responsabilidade de fazer uma "boa" venda do mesmo.
    Se era assim tão fácil, qual a razão do governo do senhor PC nada ter feito para concretizar a venda, assim ficaria com os "louros" todos para lhe encher o ego.
    Não tenho a capacidade para avaliar a venda, acredito que tenha sido a solução "menos má" como todo o governo e PR têm afirmado.
    Mas não nos podemos esquecer de afirmações anteriores ao colapso do BES, do BANIF e quem sabe agora do Montepio.
    Para terminar, poupem os portugueses a ter de ouvir e atuar estes "seres" desavergonhados.
    Ao menos o Paulo Portas teve a dignidade de sair e tem dentro do possível mantido a distancia necessária, em minha opinião com dignidade.
    Alfredo

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  4. Não tenho é palavras para descrever a sua classe, Anónimo.

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  5. Não sei se foi por dignidade que Paulo Portas saiu, mas pelo menos tem-se mantido em silêncio.

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  6. Dignidade pode ser uma palavra forte, mas, com diz, tem andado calado.
    O mesmo não faz o parceiro de governo Passos Coelho.
    Nem entendo o que lhe vai na cabeça, pois logo que a situação seja favorável a liderança será tomada de assalto.
    Só aguardam saber quanto mais se aguenta a "geringonça" pois o RR não é nenhum suicida politico e só irá avançar quando for certo.
    O mesmo fez o A. Costa ao Seguro. Politica.!
    Sobre o Paulo Portas estou à vontade para o que digo, o PP nem está na minha opção polilica.

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  7. Zé Pagante09:43

    "... atacaram ferozmente o governo anterior por apresentar esta solução..." Quando é que o governo anterior, apresentou esta solução, ou outra qualquer? É por causa de escória igual a si, que pagamos muito caro a desgovernação, sempre que está no poder a corja de aldrabões e alegadamente LADRÕES do PSD+CDS que desde as maiorias do cavaco até 2015 foi só desgraçar Portugal.

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  8. Anónimo09:52

    Não posso concordar mais consigo Sofia! Mais do que descaramento é falta de vergonha mesmo.Esta gente continua a pensar que os portugueses ainda são ignorantes ! Esquecem que uma grande parte dos portugueses já é muito bem formada e possuem uma cultura política razoável. O silêncio como prudência ou uma intervenção discreta era o recomendável. Mas não, preferem o ruído mesmo sabendo que varreram todos os problemas da banca para debaixo do tapete, com a conivência da troika. Agora deviam ouvir os seus camaradas mais velhos, Marques Mendes, Manuela Ferreira Leite, o próprio PR, etc. que pelo menos têm o bom senso de admitir que entre as soluções más, a decisão tomada é a menos má para os contribuintes. Cambada de rapazolas...pensam que vale tudo..! Mas não vale é quer PSD quer CDS, pelo menos nos próximos 6 anos não chegarão ao poder.

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