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15 março 2026

Nova morada - do Sapo para o Blogger

Resilience

O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs.

Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo alguns maduros, e velhotes (como eu), insistem em escrever.

Bem sei que escrevo cada vez menos. Mas vou escrevendo. Porque insisto? Por que me faz bem.

Vou partilhando, agora, de novo, no Blogger.

Vamos caminhando.

06 novembro 2022

O sinal

The_Three_Wise_Monkeys,_Nikkō_Tōshō-gū;_April_


Três Macacos Sábios


Santuário Tōshō-gū


A mais subtil e invencível censura é a própria, tendendo a transformar-se em omnipresente. Impõe-nos um silêncio que se torna mais profundo e que abrange cada vez mais assuntos. E eu estou imersa na capacidade de me auto-censurar.


Ontem este blogue fez 17 anos. Tal como eu e tantas coisas que aprecio, nomeadamente a liberdade, está fora de moda. Discutir, trocar ideias, colocar opiniões à apreciação pública sem que estas sejam de imediato a razão de insultos, de assassinatos de carácter, do destilar de ignorância, preconceitos, ódio, desprezo, acusações, são conceitos datados e a cheirar a bafio.


marcelo pedro silva.png


Pedro Silva


Mas quando me revolto e resolvo empunhar a metafórica pena da expressão livre do pensamento, quando decido que vou opinar sobre as minhas pequenas e pouco importantes preocupações, ouço o nosso Presidente Marcelo Rebelo de Sousa a demonstrar que o silêncio pode ser mesmo de ouro, que as palavras devem ser medidas e escrutinadas pela nossa censura interior, que a prudência e a possibilidade de causar mais turbulência e ruído esdrúxulo devem ser muito ponderadas, antes de as proferirmos.


Aliás o nosso Presidente é o exemplo vivo da verborreia cada vez mais perigosa, da falta de filtros, do desbragar do disparate. Não percebo bem se o objectivo é provocar ou se é apenas um destemperamento irreprimível de alguém que nunca foi muito contido.


E por isso, tal como um sinal dos céus, desce de novo sobre mim o manto da censura impelindo-me ao calar da boca, mas mantendo os olhos e os ouvidos bem abertos.

06 novembro 2021

Já se vai fazendo tarde

freedom cecil.jpg


Freedom


Cecil Balmond


 


A sensação de que corremos contra um tempo que nos ultrapassou, cada vez mais distante.


Há 16 anos era uma pessoa muito diferente. E o meu mundo também não se assemelhava em nada com o de agora. Ou os meus olhos vêm outro mundo, outra vida, outro tempo.


Vou-me sentindo cada vez mais fora destas modas caducas e cada vez menos duradouras. As redes sociais, ao contrário do que pensava, limitam-me a liberdade de expressão, tal o policiamento e o bullying que observo. E a auto-censura impõe-se.


Vai-me apetecendo cada vez menos intervir. Qual o objectivo? Qual a necessidade?


Mesmo assim continuo. Por teimosia ou falta de censo.


Não faz mal.


Aos que ainda me seguem o meu muito obrigada pela paciência e pela resistência.


Ainda continuo.

05 novembro 2020

Quinze (15) anos

QUIET WHISPER.jpg


Quiet Whisper


Miertje Skidmore


 


Quinze anos se passaram desde que comecei este blogue. Quinze anos em que muito aconteceu e mudou, no mundo e em mim.


Olho para a realidade actual e pergunto-me em que medida fiz parte destes quinze anos, como terei eu participado, moldado ou sido moldada pelas torrentes que nos assolam diariamente, umas mais subterrâneas, outras mais transparentes.


Definhei, particularmente na cor com que olho para o presente e para o futuro. Vou emudecendo, de espanto e incapacidade de processar este novo anormal em que nos tornámos como comunidade. As convicções nos alicerces da liberdade e da democracia rudemente postas à prova perante tão avassalador ataque aos valores da justiça, solidariedade, independência, sabedoria, competência, humildade, todos aqueles que nos habituámos a associar à sociedade do novo milénio, em que o acesso à informação e à cultura, aos mais elementares meios de dignificação da vida seriam, pelo menos, mais alargados, em que a igualdade fosse mais espalhada.


Na verdade parece tudo estar a ruir. A inacreditável hipótese de reeleição de alguém como Donald Trump para a Presidência dos EU é assustadora. A falta de respostas dos sistemas democráticos, o deslaçar das sociedades, o aumento das desigualdades, da pobreza, da xenofobia, do racismo, com o consequente aumento dos populistas, é perigoso e parece não ter forma de ser detido. Os partidos da esquerda não têm sido capazes de dar respostas aos problemas cada vez mais urgentes e os totalitarismos já não são apenas larvares.


Na minha vida também aconteceram coisas muito boas. A internet tem lados negros mas é uma ferramenta poderosíssima no conhecimento, na informação, na criação de laços entre pessoas que, de outra forma, nunca se encontrariam. Conheci pessoas fantásticas, embrenhei-me em grupos, discussões, trocas de experiências, algumas negativas mas a maioria positivas. Estou mais velha mas fiz coisas diferentes e que nunca teria pensado fazer, tanto a nível profissional como pessoal. Publiquei 4 livros de poesia, mudei duas vezes de local de trabalho, participei na organização de vários eventos científicos, ri muito e chorei muito, zanguei-me muito, esperei muito.


Apesar do desânimo, sei que é passageiro. Espero ainda muito, de todos, mas principalmente de mim. Vai-se fazendo tarde e começa a faltar o tempo.

05 novembro 2018

Dos anos que passam

13 anos DQ.jpg


 


 


 


 


Dei-me conta, quase sem querer, de que hoje este blogue faz 13 anos de vida.


 


Mudei muito, nestes 13 anos. Estou mais velha, mais amarga, mais silenciosa. Muito me desiludi das ilusões que tinha (e algumas ainda tenho). Nessa altura confiava na Justiça, tinha das nossas sociedades ocidentais uma onírica e ingénua visão, achava que a globalização do acesso fácil e barato à informação iria tornar os cidadãos mais exigentes, mais maduros e mais democráticos, porque mais conhecedores de factos, porque mais estimulados, porque menos ignorantes e preconceituosos.


 


Fui perdendo a ingenuidade e as esperanças, fui desacreditando das pessoas e dos sistemas políticos. Percebi que as minhas angústias e pensamentos não interessavam a ninguém e perdi a suprema arrogância de tentar mudar alguma coisa. À minha volta vejo muitos que, como eu, estão mais empalidecidos e menos certos das certezas que nos amparavam. Cheguei à conclusão que deixei de perceber o mundo, se é que alguma vez o percebi.


 


Mudei em muitos aspectos, pessoais e profissionais. Mudei de locais de trabalho, mudei de funções, tive algumas belas e estimulantes pequenas vitórias, outras tristes e estrondosas derrotas, aprendi muito com ambas, mas mais com as últimas. Conheci gente fantástica com quem tive oportunidade de trabalhar e que considero, para além disso, minha amiga, pude experimentar ideias que tinha e que me deram um enorme prazer implementar. Conheci também gente inqualificável, que me transtornou e me entristeceu, que não merece ser sequer mencionada. Creio que, apesar de tudo, consegui fazer o meu trabalho, com dedicação e empenho, catalisando, de algum modo, o despertar do melhor que há em nós.


 


Publiquei 4 livros de poesia, contando com algumas editoras que foram acreditando minimamente na qualidade do que escrevo. Deram-me muito gozo e, independentemente das apreciações que possam ser feitas por quem entende destes misteres, orgulho-me de todos eles, agradecendo a quem os ajudou a concretizarem-se. Por outro lado, descobri música, teatro, cinema e exposições, partilhei viagens, receitas e estados de alma, troquei impressões com pessoas que nunca encontraria se não fosse esta aventura blogueira.


 


Não sei por quanto tempo ainda manterei o blogue. Os desenvolvimentos políticos e sociais a que assistimos, com a ascensão de uma turbamulta autoritária, racista, xenófoba, intolerante, que apela ao ódio e à violência, deixa-me atarantada e sem saber bem como reagir. A forma como se discutem os textos, retirando do contexto frases e expressões, crucificando as pessoas que se expõem, inventando factos e transformando insignificâncias em dramas e motores de transformações estranhas, não são bons augúrios.


 


O caminho faz-se caminhando, dia a dia, mês a mês, e este continuará a ser um espaço de reflexão, pois a possibilidade de expressar o que temos dentro de nós é um exercício de liberdade que não devemos descurar. Até porque a Liberdade é frágil e fugidia, se não a cuidarmos. O meu quadrado, o nosso quadrado, pode sempre contar comigo.


 

05 novembro 2016

São mesmo 11 anos...

...que o Defender o Quadrado faz hoje...


 



Maria Bethânia


Zeca Pagodinho


 


 


SONHO MEU


(Yvonne Lara/Delcio Carvalho)


 


Sonho meu, sonho meu


Vai buscar quem mora longe


Sonho meu


 


Sonho meu, sonho meu


Vai buscar quem mora longe


Sonho meu


 


Vai mostrar esta saudade


Sonho meu


Com a sua liberdade


Sonho meu


No meu céu a estrela-guia se perdeu


A madrugada fria só me traz melancolia


Sonho meu


 


Sinto o canto da noite


Na boca do vento


Fazer a dança das flores


No meu pensamento


 


Traz a pureza de um samba


Sentido, marcado de mágoas de amor


Um samba que mexe o corpo da gente


E o vento vadio embalando a flor


 


Traz a pureza de um samba


Sentido, marcado de mágoas de amor


Um samba que mexe o corpo da gente


E o vento vadio embalando a flor


Sonho meu


 


Sonho meu, sonho meu


Vai buscar quem mora longe


Sonho meu


 


Sonho meu, sonho meu


Vai buscar quem mora longe


Sonho meu


 


Vai mostrar esta saudade


Sonho meu


Com a sua liberdade


Sonho meu


No meu céu a estrela-guia se perdeu


A madrugada fria só me traz melancolia


Sonho meu


 


Sinto o canto da noite


Na boca do vento


Fazer a dança das flores


No meu pensamento


 


Traz a pureza de um samba


Sentido, marcado de mágoas de amor


Um samba que mexe o corpo da gente


E o vento vadio embalando a flor


 


Traz a pureza de um samba


Sentido, marcado de mágoas de amor


Um samba que mexe o corpo da gente


E o vento vadio embalando a flor


Sonho meu


 


Sonho meu, sonho meu


Vai buscar quem mora longe


Sonho meu


 

Mais que dez e menos que doze

11 anos.png


Digo muitas vezes que não e eu e ela e quem e mim e passa e mais e sou e mão e crescer e sinto e gente.


Digo muitas vezes luz e gosto e caminho e erros e nada e tempo e chuva e arder.


E digo mais vezes o que não digo.


 

05 novembro 2014

... a laborar há 9 anos...

dq.png


Nesta casa serve-se tudo a quente.


As cadeiras são de pau e têm as costas direitas.


Há sempre pão a cozer e o conforto da desarrumação.


A porta está sempre aberta...


... mas fecha-se rapidamente aos vermes que infestam alguns cantos do quadrado.


Esta casa tem nas janelas a bandeira do desafio.


Espalhadas pelas mesas as palavras que não lhe faltam.


Serve silêncios de cumplicidade.


Regista o tempo que passa nas paredes da memória.


Esta casa é varrida por tempestades cíclicas com elevado grau de intensidade.


O equilíbrio das ideias é periclitante.


De luz permanece uma lâmpada acesa...


... mesmo que escondida entre as brumas do desconcerto.


A renovação vai abrindo fendas e reconstruindo o remendo das incertezas.


 


Sejam bem-vindos.

05 novembro 2013

Fico

 



 


Há oito anos era-me impossível imaginar que me sentisse tão pouco integrada na sociedade que, entretanto, se construiu. Um tempo de entusiasmo e luta transformou-se num marasmo desesperado e taciturno. Não há já trovas mas muitos ventos que passam.


 


Tal como o país sinto-me sem rumo nem vontade. Faço dos dias um exercício de esforço, sentimento de perda permanente e susto. Desamparo perante tanto cinzentismo e tanto futuro adiado.


 


E no entanto, persisto. Mais que não seja porque assim consigo viver. De tristeza ou raiva, com alguns laivos de esperança, sempre que percebo que há alguns que de alguma maneira não desistem. E não me deixam desistir.


 


Fico.


 

05 novembro 2012

Anuário

 


 


 


Vou acendendo velas, tantas quantos os anos que tenho passado a escrever neste blogue, com periodicidade irregular, à medida das fúrias, incertezas, estados depressivos ou de exaltação a que sou acometida. Escrevo para mim e muito me pergunto porque tenho esta necessidade de me afirmar publicamente, mesmo que o público seja tão minoritário como é a minha própria dimensão.


 


Quando leio os primeiros textos quase me não reconheço. Os sete anos que passaram assistiram a um envelhecimento e a um desencanto que me seria difícil aceitar como verdadeiro, se eles não fossem o testemunho indesmentível desse facto.


 


Atravesso um período de questionamento de muitos dos fundamentos que sempre me guiaram na minha vida. As crises servem para fazer balanços, análises e tomar decisões, escolhas difíceis mas indispensáveis.


 


Nunca me refugiei no desalento. Mesmo que apeteça. Mal ou bem, faço parte de um todo que começa pelo meu próprio corpo, se insere numa família, numa comunidade e num país, pelo menos. Mal ou bem, consequente ou não, aqui me vou expondo, em afirmações e contradições que me são inerentes.


 


A quem me lê, me ouve ou me sente, o meu muito obrigada pela companhia.


 

05 novembro 2011

Seis anos


 


De 5 de Novembro de 2005, a torcer por Manuel Alegre, a 5 de Novembro de 2011, a torcer por... nós todos. Não sei se me apetece tanto como há 6 anos. Mas ainda me apetece escrever neste blogue, por vezes descabelado, por vezes morno, cada vez com menos certezas. A todos os que vão aparecendo, obrigada. Vou continuando.


 

06 novembro 2010

Ontem...

... fez 5 anos que comecei este blogue. Já o blogue mudou de visual umas quantas vezes, eu outras tantas, mas muito menos radicalmente.


 


Mas a essência mantém-se e o Quadrado precisa de ser defendido, ainda e sempre contra os invasores, de dentro ou de fora, por mar, terra ou ar ou outras mais secretas vias de dominação, como o medo.


 


Aqui estou por mais, quem sabe, outros cinco?

05 novembro 2009

E já lá vão 4 anos

 


A reserva impede-me de nomear o autor desta prenda de aniversário pelo quarto ano que o Defender o Quadrado faz hoje.


 


Mas que é uma bela homenagem, tenho que concordar que sim.


 


Para todos os que por aqui vão passando, obrigada. Quanto ao Kermit (antes Rechoncha), continuaremos a comparar notas.


 


A Miss Piggy (antes Bonemine), continuará a atacar.


 


05 novembro 2008

Convívio virtual


(pintura de Rachel Baum: Crimson)


 


Ao longo dos últimos 3 anos, de uma forma mais ou menos regular, vou escrevendo o que me vai na alma.


 


Muitas vezes disparatei, outras tantas me enganei, mas sempre tentei discutir o que me toca, partilhar o que gosto.


 


Vou trocando afinidades, algumas alfinetadas, com pessoas sem rosto mas com a espessura do que sentem. A nossa nova sociedade incorpórea de palavras, sons e imagens.


 


Não me revejo já nalguns textos inflamados que produzi, nalgumas opiniões que expressei. Mas isso é que me dá a certeza de que não parei.


 


Assim me preparo para mais um ano.

05 novembro 2007

O caminho

Há dois anos encontrei este caminho. E vou caminhando.

Tantas coisas se passaram. Comigo e com o país, como se o país fizesse parte de mim tanto como eu dele.

Vou continuar a caminhada, com todos os que me acompanham, de perto ou de longe, com passada larga ou titubeante, silenciosos ou faladores.

- O melhor é ir em frente, pensei. Ainda que ninguém possa dizer ao certo o que é a frente e o detrás. Mas talvez a frente fosse por ali. -

Ou por aqui.



(Excertos de O Caminho, de O Quadrado {e outros contos}Manuel Alegre; pintura de Adele Eagleson: Chosen Pathway)

02 setembro 2007

Milésimo

Este é o milésimo texto que escrevo neste blogue. Com maior ou menor regularidade, com maior ou menor inflamação, com maior ou menor reflexão, mas sempre com um gozo enorme, vou usando este espaço como uma forma de participar no mundo.

Tenho lido muitos outros blogues, muitas outras paixões, às vezes intimistas, às vezes azedas, muitas vezes divertidas, que vão enriquecendo e maturando as minhas próprias ideias.

É muitíssimo interessante fazer parte desta comunidade, que se alimenta a que serve de alimento a outros tipos de meios de informação, sendo neste momento uma extraordinária fonte de informação e de actividade da sociedade civil. É também extraordinária a capacidade de agressividade insultuosa de quem se esconde atrás de um anonimato e da possibilidade, que pensa democrática, de espalhar maledicência e fel.

A todos os que me visitam, lêem e comentam agradeço, pois é gratificante perceber se o que dizemos ou pensamos é, pelo menos, perceptível, mesmo que de orientação totalmente diferente. E assim vou continuar.

11 março 2007

Identidade

Este blogue não aguenta esquizofrenias nem duplas personalidades. Uma coisa é a roupagem, outra é a realidade nuclear, a essência.

Não tenho o perfil, nem o porte, nem a beleza da imagem que tinha substituído a Liberdade, que parece olhar o mundo do alto da sua nobre missão.

Esta é a Liberdade que me retrata: minúscula e desafiadora, muitas vezes inconsequente, mas sempre com causas!

Também podia dizer, como Manuel Triste: a mim ninguém me cala!


(Quino: Libertad)

08 dezembro 2006

Compromisso


Todos os dias nos comprometemos com alguém porque, de alguma forma, por motivos frívolos ou fundamentais, por instantes ou para sempre, a nossa presença, o resultado de algum acto simples de viver, pode ser imprescindível na vida de outro.

Somos grãos de poeira dispersa, conjuntos de moléculas que se juntam segundo as leis do acaso. É pelo choque dos átomos que nos compõem, que vamos fazendo a nossa história e a de quem nos rodeia.

Já decorreu mais de um ano desde que iniciei este blogue. Muitas coisas se passaram no país, no mundo, na minha vida. Conheci pessoas novas, reencontrei algumas que não via há muitos e muitos anos, apercebi-me da volubilidade das emoções e das opiniões, da globalização da sinceridade e do disparate.

Agradeço a todos os blogonautas que por aqui têm passado.

E repito: Também eu, à minha maneira, quero defender o meu quadrado, o nosso quadrado.


(Pintura de Domenick Naccarato: Three Squares Floating Above Orange)

21 janeiro 2006

Declaração de voto

Defendo o quadrado. Podia ser o rectângulo ou o círculo, uma qualquer figura geométrica que pudesse desenhar a alma, a nossa alma, lusitana, ibérica ou global, a alma de quem vive na procura da felicidade.

Uma felicidade feita de momentos, de fragmentos de luz, dos sons de algumas frases épicas, ou das palavras murmuradas de quem nos ama. Uma felicidade conquistada todos os dias, um a um, mas com a certeza de que haverá sempre um amanhã, mesmo que já não seja nosso.

Defenderei sempre estes quadrados, em grandes ou pequenos formatos, infinito conjunto como infinitas são as almas.

(pintura de Brittany Branch)

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...