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02 março 2025

Cotovia


Joana Alegre & Ricardo Ribeiro & Diana Vilarinho


 


São panos que são de ferro
Da própria malha do mal
Tecidos de medo e erro
E de um silêncio brutal
Caem no peso dos anos
Que nos atiram para trás
Apagam tudo de preto
Vestem a vida de luto


O dia é da cotovia
De noite o mocho assobia
Quando vos calam a voz
Daqui respondemos nós


Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia


Sem cara lei que mascara
A ferida que nunca sara
Maldade, orgulho, doente
Achar que mulher não é gente
Tratam a própria existência
Loucura, incoerência
Homens sem amor de mãe
Hão de viver sempre àquem


O dia é da cotovia
De noite o mocho assobia
Quando vos calam a voz
Daqui respondemos nós


Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia


Rasgam-se as mortalhas, e os panos são laços
Que nos unem todas em todos os espaços
Rasgam-se as mortalhas, e os panos são laços
Que nos unem todas em todos os espaços


Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia
Lareiareia lareiá
Lareiareia


Quando vos calam a voz
Dаqui respondemos nóѕ

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