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12 fevereiro 2023

E nós vamos aceitando

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E nós vamos aceitando.


Porque não queremos ser insultados nas redes sociais, porque não queremos ser olhados de lado ao usarmos palavras malditas, ao defendermos aquilo que até há bem pouco tempo, era considerado liberdade artística, criação, multiculturalismo, tolerância pela aceitação da diferença.


Policiamos a linguagem, o desenho, as opiniões, o teatro, o cinema. Não há lugar a debates, a discussão e trocas de ideias. Há barricadas, o lado certo e o lado errado.


Os factos deixaram de o ser. As interpretações do mesmo são, neste momento, aquilo a que temos direito não só nas redes sociais, como nos media. A manipulação do que se escreve, do que se diz, nem que seja para que os títulos sejam tremendistas, mesmo que as notícias digam o contrário, são a informação contemporânea. Não interessa se é verdade ou não.


O discurso corriqueiro, alarve, terrorista, inunda opinantes, políticos, gente que vive e actua pela imagem. Deixou de haver privacidade pois já não distinguimos o espaço público da nossa casa. Tudo se mostra nas redes sociais, tudo se diz em alta voz, tudo é público e não privado, pois o privado levanta teorias da conspiração.


E nós, vamos calando.

10 fevereiro 2019

Out of the blue

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Vamos descobrindo talentos novos e novas habilidades. Os anos que se somam também servem para remodelar ou redescobrir o mundo que somos.


 


Joaninha Costa Rosa vai expor os seus trabalhos na galeria do Auto Clube Médico Português, em Lisboa, a partir de 28 de Fevereiro. Tem uma pintura cheia de bonecos e animalejos, povoada de referências da sua vivência profissional, mas que se enrolam e misturam com os mundos da infância, com o rigor e a crueldade da inocência. Não sou entendida em pintura, mas posso dizer que gosto do que faz.


 


Resta dizer, em jeito de declaração de interesses, que a Joaninha é uma amiga, querida amiga e colega, de tantos anos e tantos mundos.

04 novembro 2017

Bordalo II

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Centro Cultural de Belém


 


 


Bordalo II transforma pedaços de lixo em arte. Podemos ver as suas obras nas ruas, como no Centro Cultural de Belém, por exemplo, mas não só.


 


A primeira grande exposição - Attero by Bordalo II - estará patente na Rua de Xabregas, 49, em Lisboa, a partir de hoje. Não percam.

04 fevereiro 2017

A Arte d(n)a Resistência

 


MoMA Takes a Stand: Art From Banned Countries Comes Center Stage


 


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Zaha Hadid


 


This work is by an artist from a nation whose citizens are being denied entry into the United States, according to a presidential executive order issued on January 27, 2017. This is one of several such artworks from the Museum’s collection installed throughout the fifth-floor galleries to affirm the ideals of welcome and freedom as vital to this Museum, as they are to the United States.


 


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Marcos Grigorian


 


This work is by an artist from a nation whose citizens are being denied entry into the United States, according to a presidential executive order issued on January 27, 2017. This is one of several such artworks from the Museum’s collection installed throughout the fifth-floor galleries to affirm the ideals of welcome and freedom as vital to this Museum, as they are to the United States.


 


 


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Parviz Tanavoli


 


This work is by an artist from a nation whose citizens are being denied entry into the United States, according to a presidential executive order issued on January 27, 2017. This is one of several such artworks from the Museum’s collection installed throughout the fifth-floor galleries to affirm the ideals of welcome and freedom as vital to this Museum, as they are to the United States.


 


 


A partir de Yvette Centeno


 

19 janeiro 2017

Um quarto de século

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O Teatro Meridional comemora 25 anos e dá-nos a todos um excelente presente de aniversário.


 


Não percam o que de melhor se faz em Portugal em teatro, música, cenografia e encenação, jogo de luzes e representação. É tudo bom, desde o espaço no Poço do Bispo, à simpatia e generosidade com que se acolhem os espectadores, à incrível criatividade e persistência dos seus Directores Artísticos e de todos os que com eles colaboram, tornando cada espectáculo numa experiência única.


 


Para ver e/ ou rever, aqui fica o calendário das reposições para este ano:



  • AL PANTALONE, de Mário Botequilha - já em cena, até 5/ Fevereiro,

  • A LIÇÃO, de Ionesco - de 22/ Fevereiro a 12/ Março

  • ANTÓNIO E MARIA, a partir da obra de António Lobo Antunes - de 30/ Março a 9/ Abril

  • O SR. IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO, de Éric-Emmanuel Schmidt - de 10 a 28/ Maio

  • CONTOS EM VIAGEM – CABO VERDE - de 12 a 30/ Julho

  • AS CENTENÁRIAS, de Newton Moreno - de 13/ Setembro a 1/ Outubro


 


Parabéns a quem nos sabe fazer rir, sonhar, chorar e pensar.


 

10 setembro 2015

É esta a nossa riqueza

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 Júlio Pomar


 


Um país todo inteiro como uma galeria de arte.


 


O mar que nos abraça, a costa a que nos aportamos, os montes que estão para lá e para cá, as planícies alentejanas, as ilhas, os calhaus esculpidos por todos os que aqui chegaram e ficaram, as casas caiadas de branco e as rígidas de granito, a luz das cidades, o silêncio da terra, as gentes de madeira e erva, engelhadas e adormecidas, resignadas e aventureiras, os velhos e os novos, pescadores e cientistas, pintores e poetas, o fado e as guitarras, as vozes e as revoltas, os sabores de norte a sul, do aconchego das sopas às tentações conventuais, a segurança da tradição e a centelha da liberdade.


 


Um país todo inteiro como uma galeria de arte.

30 junho 2015

Mar me quer

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 Mia Couto


Natália Luíza


Alberto Magassela, Cucha Carvalheiro, Daniel Martinho


Marta Carreiras


Rodrigo Leão


Miguel Seabra


 


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 Teatro Meridional


Rua do Açúcar, 64 Beco da Mitra


Poço do Bispo 1950 - 009 Lisboa 


(GPS: 38.737780,-9.103514)


(+351) 91 999 12 13


(+351) 91 804 66 31


(+351) 21 868 92 45


geral@teatromeridional.net

03 abril 2015

Manoel de Oliveira

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 Manoel de Oliveira


 


Correndo o risco de ser proscrita pelos amantes do cinema, nunca fui apreciadora da obra de Manoel de Oliveira. Com excepção do iniciático Aniki Bóbó, os poucos que tentei ver, posteriormente, foram desilusões tremendas e afastaram-me dos seus filmes. Lembro-me de, num documentário sobre Agustina Bessa Luís ter percebido que ela discutia sempre com Manoel de Oliveira a propósito das adaptações que fazia dos seus livros, o que me fez solidarizar-me de imediato com ela.


 


Mas Manoel de Oliveira é reconhecido mundialmente pelos seus pares, tem uma obra centenária, que atravessa os séculos XX e XXI e a própria hstória do cinema, viveu muito e produziu muito, foi admirado por realizadores e actores com quem trabalhou, levou o nome de Portugal pelos vários festivais de cinema por esse mundo fora. São-lhe por isso devidas as homenagens que se devem às grandes figuras da cultura (portuguesa).

15 março 2015

Portugal dos Poetas

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Ontem, através do magnífico recital de poesia, tive o privilégio de viajar pelos vários séculos portugueses (desde o XVI) até à contemporaneidade, no Teatro Meridional. Com Natália Luíza, a sua escolha de textos, o seu encadeamento de palavras, a sua voz e a sua interpretação, vi Portugal desfilar, mais especificamente os Portugueses, a crise, a mediocridade, o sonho, a pequena e lampejante esperança, a doçura, o desespero e a Queixa das Almas Jovens Censuradas, o extraordinário poema de outra Natália musicado e cantado por José Mário Branco.


 


Não vi nenhum dos nossos governantes, nenhuma daquelas personagens que preenchem o espaço mediático, que nos embaraçam precisamente com a sua ignorância, incompetência e banalidade. Ninguém que se olhasse naquele espelho onde todos nos olhámos, confortavelmente embrulhados numa manta que, gentilmente, o Teatro Meridional proporciona à plateia, depois de um átrio acolhedor, com chá e café à discrição e fatias de bolo a 1€, num mealheiro que confia na boa-fé de quem lá está.


 


Pelo bilhete de 5€, recebemos muito mais que qualquer dinheiro possa pagar - a magia, o estímulo, a emoção, a lição de História, o reencontro connosco, com este Portugal tão dilacerado e, no entanto, tão apelativo. Como nos parece impossível que este país sempre tenha sobrevivido a revoadas e a esta sina fatalista de ciclicamente se destratar, se envergonhar, se dividir, sempre por aqueles em quem confiamos e nos desmerecem, sempre pelas atitudes de resignação enfastiada e triste, d'Esta Gente/ Essa Gente que paga para ser humilhada, que não enterra o dente, embora permanecendo, no fundo da noite da desilusão, num qualquer espaço de alma, esperança.


 


Passa o tempo e nós vamos reinventando o sofrimento, de várias formas e nas várias modas, com a circularidade do inevitável, ou dos golpes e contragolpes que nos empurram para breves instantes de clarividência.


 


O Teatro Meridional habituou-me a espectáculos de luxo. Do luxo da qualidade da escolha dos textos representados, do espaço cénico, do jogo de luzes, do enquadramento musical. Habituou-me ao maravilhoso que é perceber quanto a inteligência, a sobriedade e a criatividade podem ser os motores do desenvolvimento, quanto a arte é indispensável a este animal que somos.


 


À Natália Luíza tenho até pudor de lhe dizer o quanto a admiro, o quanto me orgulho por poder fazer parte do público que a aplaudiu de pé, após um pouco mais de 1 hora em palco, a preto, branco e cinza, em círculos concêntricos do nosso destino marítimo, com essa voz que nos envolve e estimula, nos agride e acarinha.


 


A toda a equipa do Teatro Meridional os meus parabéns, renovados e embevecidos, por mais um momento de rara beleza. Já só faltam 3 recitais, nos próximos dias 19, 20 e 21 de Março (21:30h) - dêem-se ao luxo de não os perder.

10 fevereiro 2013

Propaganda

 



  


Na Fundação Oriente está uma interessantíssima exposição - CARTAZES DE PROPAGANDA CHINESA - A ARTE AO SERVIÇO DA POLÍTICA.


 


O culto das personagens mitificadas do comunismo chinês, com Mao Zedong em omnipresente destaque, o aproveitamento da cultura e das tradições para a propaganda, a alegria obrigatória, os camponeses, os operários e os estudantes, o livro vermelho de Mao, as óperas revolucionárias, e até alguns panfletos, revistas e cartazes nacionais, da nossa própria época revolucionária, de um passado que nos parece quase irreal a esta distância. É como olharmos para a nossa infância – sabemos e lembramo-nos do que se passou, mas como se tivesse sido com outra pessoa.


 


Era uma autêntica máquina de guerra, que triturava e amalgamava todas as manifestações de arte popular, até os teatros de marionetas e de sombras. As ditaduras são todas iguais, dos pioneiros à mocidade portuguesa, da estética dos uniformes às criações paternalistas e moralizadoras da perfeita felicidade dos oprimidos, das pobreza escondida à justificação das arbitrariedades.


 



 

28 novembro 2010

Economia e arte

 


Keith Page: Street musicians in Prague


 


Em tempos de crise a tendência é reduzir o consumo ao essencial, olharmos para os gastos e considerarmos supérfluas as conversas à volta de um café, o jantar fora com os amigos ou a família, o cinema, os livros, os bailados, a pintura, os concertos, dizermos a nós próprios que o que importa é comer, vestir, trabalhar.


 


De facto o que importa é viver. Sem música, teatro, pintura, bailado, poesia, romance, não se vive. O ser humano inventa e sonha, precisa da arte para sobreviver. O cérebro necessita dessa alimentação etérea. Nas situações mais críticas, como nos campos de concentração, a música manifestou-se como o último resquício de sanidade. De pouco se faz música, ritmo. A melodia das palavras, o enlevo da dança, o balanço e o brilho das formas e das cores.


 


A arte é a essência das pessoas e das comunidades. É nas diversas formas de comunicação que os povos se definem, se misturam e se diferenciam. Essa é a marca original, a marca de uma sociedade e de um país. Esse é um investimento seguro e rentável, para o Estado e para a iniciativa privada. Exportar a cultura portuguesa, os seus criadores, a sua arte, é uma aposta que não se equaciona. Tudo o que vive e se mexe à voltas das ofertas dos museus, das galerias de arte, das salas de concerto, dos jardins públicos, dos bares, das salas de teatro, as tertúlias, os convívios, os restaurantes, os livros, os discos, o conhecimento dos meios urbanos, as geografias e as rotas gastronómicas, o artesanato, a moda, os bonecos de barro, as marionetas, as festas e romarias, os provérbios, os santos.


 


Em tempos de crise percebemos que não podemos prescindir da arte. Deveria ser um dos investimentos prioritários para vencer a tristeza, a modorra, a desmotivação.


 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...