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17 novembro 2024

O género de ideologias que se praticam

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A ultra-direita, à qual se juntam o CDS e o PSD, não se cansam de falar da ideologia de género, propagada pela esquerda e pela extrema-esquerda, que está a corroer o País, as almas, a moral e os bons costumes. Valha a verdade, estou totalmente de acordo com a opinião de David Marçal exposta neste artigo.


Mas quem pratica ideologia de género é mesmo o governo. Mal soube que a DGS ia trocar, temporariamente (até à digtalização dos mesmos), as cores azul e cor-de-rosa dos Boletins de Saúde Infantil e Juvenil pela cor amarela, condizendo com a do Boletim do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, apressou-se a reverter esta decisão, perigosíssima, como se depreende pela rapidez e forma como o fez (1 dia depois). João Almeida, essa excelsa figura, vigilante mor da tal ideologia, postou um pequeno texto na rede social X, antigo Twitter (é sempre assim que todos dizem) com a hashtag #naosomostodosamarelos.


Tal como assinala Sónia Sapage, com tantos assuntos graves e urgentes, este é o eleito para o top das prioridades.



“Os boletins de saúde infantil e juvenil, onde os pais registam as informações mais importantes da saúde e crescimentos dos filhos, já não são cor-de-rosa ou azuis e passaram a ter uma nova cor universal: o amarelo. Mas a mudança, segundo explica a Direcção-Geral da Saúde (DGS), será apenas temporária, já que se está a preparar a "desmaterialização" deste caderno. (…)


(…) "Atendendo à fase de transição em que nos encontramos, considerou-se importante abdicar das cores diferentes — o digital não terá cor — e, por uma questão gráfica, alinhar a cor à do boletim do Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil, a cor amarela", refere a DGS, (…)"


Público


“ (…) a DGS explica que os boletins rosa e azuis vão afinal voltar, "por decisão do Ministério da Saúde" do Governo de Luís Montenegro. (…)"


Público



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28 setembro 2024

O Presidente Marcelo como fator de instabilidade

Marcelo Rebelo de Sousa é incontinente verbal.


Em vez de deixar aos partidos, ao Parlamento e ao Gverno o papel de negociarem o Orçamento, imiscui-se no que não deve e profere declarações incendiárias quanto à hipótese de dissolução do Parlamento em caso de cumbo do OE.


É inadmissível.

11 maio 2024

O novo governo

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Luís Montenegro


 


Desde a tomada de posse do novo governo, vamos percebendo o estilo.


A demissão da Provedora da Santa Casa da Misericórdia com base em acusações gravíssimas de incompetência e favorecimento próprio, como aconteceu à Dra. Ana Jorge, deve fazer-nos prever o que se vai passar.


A forma como o Ministro das Finanças actual resolve mentir sobre as finanças públicas, para justificar a impossibilidade de cumprir todos os desmandos de promessas feitas em campanha, é vergonhosa e tem consequências.


Isto são só dois exemplos. Não se vislumbra que haja capacidade para evitar eleições rapidamente. E não se vislumbra que o resultado seja melhor, muito pelo contrário.

13 abril 2024

O ar dos tempos

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Women’s Rights Pioneers Monument


Meredith Bergmann


 


É pesado.


Vamos assistindo àquilo que considerávamos valores universais, de civilização, civismo, direitos, liberdade e garantias, no sei de um mundo que se ia desenvolvendo.


Mas não. Nos EUA, preparam-se novas proibições às leis do aborto. Por toda a Europa, o revivalismo, o reaccionarismo e a forma despudorada com que se tem ouvido cada vez mais gente a defender o retrocesso a ideias ultramontanas, sendo muito difícil fazer frente a essa situação.


Não é o facto de as poderem defender que está em causa. A democracia é isso mesmo. Mas a descoberta de que há tantos a defenderem estatutos de dona de casa, a sensibilidade maior da mulher, papéis distintos para homens e mulheres reescrevendo tudo o que se passou nos últimos 100 anos, já não digo 50 anos, a lavagem cerebral quanto ao que apelidam ideologia de género, a obrigatoriedade de seguir padrões comportamentais e ideológicos, a negação da pluralidade de soluções e de vontades de afectos, é assustadora.


Por outro lado, ao fim de 2 dias de discussão do programa do governo, descobrimos que a promessa da redução do IRS feita pela AD era, pura e simplesmente, mentira, descarada e saloia, é deprimente.


São ares dos tempos.

21 maio 2023

Da Excelentíssima Assombração

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Depois de tão importante, grave, vinagrenta e impositiva intervenção da nossa tão Excelentíssima e Saudosíssima Mostrengueira (de mostrengo, aquele que está no fim do mar e que na noite de breu se ergueu a voar), é indispensável que se divulguem alguns gráficos de indicadores, retirados da PORDATA, entre 2014 e a actualidade, para vermos a desgraça do País depois de tão excelsa figura, juntamente com PPC, terem abandonado o poder (2016 e 2015, respectivamente).


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Não esquecer que houve uma pandemia em 2020 e 2021 e que a invasão da Ucrânia se iniciou em Fevereiro de 2022, com as respectivas repercussões.

23 janeiro 2022

A uma semana das eleições

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A vitória de qualquer dos maiores partidos, PS ou PSD, é possível.


Tal como vaticinei aqui, Rui Rio beneficia de um élan de vitória e de seis anos de uma governação socialista dificílima nos últimos dois.


A derrota do OE abriu caminho à mudança, pelo cansaço e pela quebra de confiança, que penso quase inevitável, entre governantes e governados. Ao contrário de muitos jornalistas e comentadores, que começam a cavalgar a hipótese da vitória social democrata, começando a posicionar-se e a encontrar na estratégia de António Costa as razões de uma eventual derrota socialista, não me parece que seja esse o problema.


Teremos umas eleições disputadíssimas e espero que essa percepção possa motivar os cidadãos ao voto. Votar é mesmo aquilo que importa. Votar em massa, sem medo de COVID-19 ou de outras maleitas.


A maior peçonha é mesmo a abstenção, a descrença e o descrédito. A democracia faz-se todos os dias e só funciona se nós quisermos.


Tudo está em aberto. Por muito difícil que o futuro seja, com a nossa participação será mais fácil. E se há coisa que a pandemia demonstrou foi a importância, a força, a adaptabilidade e a indispensabilidade dos serviços públicos.


Por isso...............


............................ao voto!

07 novembro 2021

O luto da Geringonça

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JN


 


Gostei muito de ouvir a entrevista com Manuel Alegre, na TSF.


Revejo-me em muito do que diz. Mesmo em muito.


O PS não pode perder a sua marca e não pode aceitar ser tratado como um partido inimigo e de direita pelos seus ex-companheiros.


É completamente estapafúrdio ouvir Catarina Martins dizer que foi António Costa, em conluio com Marcelo Rebelo de Sousa, a provocar o chumbo do OE para que houvesse novas eleições. Tal como é absurdo da parte de Jerónimo de Sousa dizer que não queriam eleições.


A solução nunca poderia ser outra que não a clarificação política com eleições.


Deixem-se de desculpas tontas. A responsabilidade tem que ser assumida. Se as eleições são inoportunas, deveriam ter pensado nisso quando decidiram votar contra o OE.

30 outubro 2021

Em democracia há sempre a solução das eleições

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Público


 


Chegámos ao fim de um ciclo.


Aos eleitores cabe agora fazer a avaliação da actuação do governo e do PS, dos partidos da Geringonça e da oposição de direita. Aos eleitores cabe agora definir o futuro.


Com tristeza e indignação vamos assistindo a declarações incompreensíveis e inaceitáveis, como as de Paulo Rangel ao pretender eleições para o fim de Fevereiro, ou as de Jerónimo de Sousa, pretendendo que não queria eleições, e também a atitudes presidenciais, como a audiência concedida a Paulo Rangel.


As eleições são a solução, mas o país não pode viver em suspenso por mais 4 a 6 meses, entre o acto eleitoral, formação de governo e aprovação do Orçamento de Estado. É bom que todos os protagonistas políticos assumam as suas responsabilidades e facilitem a celeridade dos procedimentos constitucionais.


Que se demita o Primeiro-ministro, que o Presidente dissolva o Parlamento e marque, para o mais breve possível, o dia das eleições, para que os eleitores, cansados de uma crise que não compreendem e que os assusta, possam decidir os próximos passos.


É muito importante que todos nós nos apercebamos do que está em jogo. A vez da direita e da extrema-direita coligadas, a vez do PS em maioria absoluta, a manutenção do (des)equilíbrio da última legislatura, ou um bloco central.


Certa mesmo é a tentativa de assalto ao poder de Paulo Rangel e Nuno Melo, que se preocupam mais com as suas ambições do que com o país, é a muito provável subida do Chega e o iminente regresso de alguns dos protagonistas do governo da troika.

22 dezembro 2020

Dizer bem

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Há um ano seria difícil sequer imaginar o que 2020 iria significar.


A pandemia provocada pelo SARS-CoV-2, a forma como o mundo reagiu, os confinamentos, o fechar das sociedades, a hecatombe económica, o medo, a histeria muito assoberbada pelos media, as notícias falsas, os alarmismos e a dura realidade de tentar gerir esta mistura explosiva, colocaram os holofotes no Governo, no Presidente e nas Instituições de Saúde.


Houve muita coisa que correu mal e muitas outras que poderiam ter corrido melhor. Mas nunca, que me lembre, tanto se exigiu de duas pessoas que desde o início da crise pandémica, diariamente, apareceram a prestar contas e informação.


Falo de Marta Temido e de Graça Freitas. Sem esquecer o Primeiro-ministro que por sorte nos calhou, um Presidente da República que sempre o foi secundando, todos os restantes protagonistas que foram aparecendo para nos acalmar e informar (no qual não incluo, infelizmente, muitos dos representantes dos médicos e enfermeiros de Ordens e Sindicatos), estas duas mulheres foram e são exemplos de sobriedade e resiliência que nos devem orgulhar e a quem devemos o nosso respeito e agradecimento.


Não foram sempre perfeitas nem o serão nunca, mas foram serenas, rigorosas, sérias e leais. Por isso fiquei muito satisfeita pelo regresso de Graça Freitas ao seu trabalho, por isso me indignei com alguns comentários ao assomo de fragilidade de Marta Temido, quando se emocionou até às lágrimas numa cerimónia no INSA.


Para mim são indubitavelmente as figuras do ano.

Do inqualificável

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André Carrilho


 


É difícil acabar este ano sem nos virem à boca todas as palavras azedas e desesperançadas que conhecemos, para expurgar pensamentos e vinagres interiores.


Para não falar do SRAS-CoV-2 e da pandemia, de confinamentos e emergências, de manipulações, histeria e ratos, a minha tristeza e perplexidade olham para o que se tem passado no SEF perante a nossa indiferença e alheamento.


Depois de nos termos apercebido de que um cidadão ucraniano tinha sido morto à pancada em Portugal, na porta de entrada para o que ele esperava ser uma hipótese de vida futura, às mãos do Estado português, perante a cumplicidade e inactividade de todos, com raras e honrosas excepções para muito poucos jornalistas que mantinham a denúncia, vemo-nos confrontados com a incúria e a inépcia política da gestão deste gravíssimo caso, que põe em causa tudo o que propagandeámos de país amigo, tolerante e acolhedor.


O Ministro não actuou de imediato, demitindo a Presidente do SEF, visto que ela própria não o fez. Não só não actuou de imediato como meses depois assumiu a sua inquestionável gestão do caso, divulgando a sua conclusão de que aquele assassinato era caso único e que não manchava o SEF. De tal forma que só depois de mais denúncias, o crédulo Ministro decidiu alargar o âmbito da investigação, como se nada fizesse crer que tudo o que ali se passa deve ser digno de um filme negro de máfias e conluio entre gente inqualificável, que devia estar atrás das grades.


Não só o Ministro mas também o Presidente dos afectos não tiveram a decência de publicamente e em nome do País se desculparem perante tal horror, fazendo o que pudessem para tentar minimizar a dor da família e a nossa vergonha colectiva.


É muito, muito mau. António Costa já devia ter demitido o Ministro, visto que ele não o faz. Mas, mais uma vez, não consegue gerir estas situações, deixando-as apodrecer arrastando todo o governo e a si próprio em marinada lenta de descrédito e estupefacção.


É muito triste, muito mau, muito grave. Só de imaginar o que aquele homem e muitos outros, homens e mulheres, sofreu, sofrem e sofrerão naquele pedaço de Portugal, devia obrigar-nos a todos a olhar para as nossas prioridades.


No fim deste ano de 2020, que parece nem ter existido mas que varreu o mundo destruindo muitos dos alicerces da vida em sociedade, esta é uma péssima amostra do que se passa nalguns cantos que teimamos em não ver.

11 dezembro 2020

Da nossa vergonha

"(....) Mas a triste sorte de Ihor Homeniuk não mereceu até agora nem a indignação geral nem sequer o interesse específico da Provedora de Justiça, que tanto tem denunciado as condições inaceitáveis dos CIT, aos quais chamou "terras de ninguém" e espaços de "não direito". Não mereceu a exigência de que o SEF seja mudado de cima a baixo - ou extinto. Não mereceu praticamente nada a não ser a obsessão de poucos jornalistas, entre os quais me incluo.


E no entanto pouco houve nos últimos anos que merecesse mais o nosso clamor. Porque se é isto uma polícia portuguesa do século XXI, se é assim que tratamos pessoas completamente desprotegidas, que país somos? Se não chega a diretora do SEF assumir que um homem foi torturado sob a sua guarda, a do Estado português - a nossa - para que lhe indemnizem a família, que falta? Que nos falta?"


É uma vergonha colectiva. Com raras excepções, como a de Fernanda Câncio (21/11/2020), calamos um inqualificável e gravíssimo atropelo a tudo o que tem a ver com leis, Direitos Humanos, decência.


Nem Cristina Gatões, nem Eduardo Cabrita, nem António Costa, em Marcelo Rebelo de Sousa, nem nós, cidadãos, que tantas indignações diárias temos por ninharias e tanto nos calamos por aquilo que de facto importa.


31 agosto 2020

Populismo e trapalhadas

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Marcelo Rebelo de Sousa, fala, fala e fala demais, dizendo o que não devia, metendo-se onde não deve meter-se. A DGS não tem que ser politizada e Marcelo sabe muito bem disso, ou deveria saber.


Por outro lado, se a DGS não tinha que divulgar as orientações em relação à festa do Avante (e, de facto, quem deveria divulgá-las seria o próprio PCP), o governo não tinha que a desautorizar, correndo atrás de Marcelo e de Rui Rio. O populismo a ser o norte e o sul da política portuguesa.


Tanta trapalhada!


Começo a pensar que é mesmo importante que Ana Gomes avance para a Presidência.


 

23 julho 2020

Debates e democracia

Estou de acordo com todos os que se opõem à redução dos debates parlamentares quinzenais, em que o Primeiro-ministro e o governo são confrontados com o escrutínio Parlamentar.


O trabalho do Parlamento é legislar e escrutinar a actuação do governo. Um dos trabalhos do Primeiro-ministro é responder aos parlamentares. Este tique autoritário de deixem-no e deixem-me trabalhar é uma submissão ao populismo, muitas vezes denegrido mas abraçado nestes gestos que são bastante significativos do que se pensa da actividade dos deputados.

18 junho 2020

O jornalismo a que temos direito (2)

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Não sei se é por ignorância: só há UMA Ordem dos Médicos, que tem órgãos representativos regionais - a Secção Regional do Norte, a Secção Regional do Centro e a Secção Regional do Sul, cada uma com o seu Presidente, ou por não saber expressar-se por escrito. Para a jornalista Rita Rato Nunes o Presidente da Ordem dos Médicos do Sul (Alexandre Valentim Lourenço) fez declarações retumbantes, pelo que é preciso dar-lhes o devido realce, mesmo dando-lhe uma função inexistente.


Mas o mais cómico, ou dramático, é que esta asneira foi replicada por variados meios de comunicação que, de forma acéfala e sem qualquer juízo crítico, propagam disparates com o maior desplante. Mas incompetentes são os ministros novatos e titubeantes.

O jornalismo a que temos direito (1)

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Vale a pena ler esta notícia, escrita por João Pedro Henriques, na sua qualidade de jornalista e não na de opinador.


Começa logo pelo título: A entrada de Leão: retórica hesitante mas os truques de sempre.


Portanto o novo ministro das Finanças está a ser avaliado pelo jornalista – esteve hesitante. Quanto aos truques de sempre já todos sabemos que os políticos são uns aldrabões, e pretendem enganar-nos com truques, mas ainda por cima são pouco espertos, porque recorrem aos de sempre. E o Sr. Jornalista, já rodado nestas coisas de ministros e truques, fareja-os à distância.


Depois continua a notícia - ele é novato e titubeante, sempre ao lado do Primeiro-ministro (pois estaríamos à espera de que estivesse ao lado de quem?), usando as armas dos socialistas (o ataque é a melhor defesa), ele explica como se fosse o elemento de um júri o resultado do exame de um aluno particularmente mal dotado.


É tal a arrogância, a pesporrência, o desprezo e a deselegância que dói ver o DN a abraçar o estilo dominante e modernaço dos pseudojornalistas que pensam que quem os lê está interessado em saber a sua opinião.

09 junho 2020

Mário Centeno

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Expresso


 


Na sua estreia parlamentar, em 2015, Mário Centeno foi gozado pela direita. O País ainda estava perplexo com a reviravolta pós-eleitoral, uns esperançosos outros raivosos. O ministro das Finanças era uma pedra chave da Geringonça e, depois de Vítor Gaspar, ter um Ministro peculiar que se estreava na política levantava muitas dúvidas e muitos receios. Sei que foi o que aconteceu comigo.


E no entanto, ano após ano, Mário Centeno foi acertando as contas e cumprindo promessas e previsões, muitas vezes incompreendido mas com os melhores resultados de sempre. Foram cerca de 6 anos memoráveis.


Esperemos que a sua saída não faça regressar o descrédito dos cidadãos no governo. A tarefa do seu sucessor é hercúlea e não há ninguém insubstituível. Mas Mário Centeno merece os nossos agradecimentos e aplausos.


Aguaremos os próximos tempos.

11 outubro 2019

Traquitana ou Carripana

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Catarina Martins sabia que, sem o PCP, o PS não teria condições para assinar um acordo de legislatura com o BE.


 


O PCP terá que digerir a pesada derrota eleitoral e não faltarão vozes a ligá-la à sua participação na Geringonça. Não é essa a minha interpretação, pois acho que o PCP está a percorrer o caminho inexorável de um partido que assenta naquilo que já não existe.


 


As circunstâncias de 2015 mudaram e são totalmente diferentes. Uma coisa é certa - a solução governativa anterior foi sufragada pelo povo - a mudança na continuidade. Seja Geringonça, Caranguejola, Traquitana ou Carripana, o PS tem mandato para se entender com o BE e o PCP (e o Livre e até o PAN). Espero que todos cumpram a vontade eleitoral.

07 outubro 2019

Rescaldos

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O povo quer uma nova Geringonça. Não sei se vai ser mais fácil do que em 2015, mas António Costa já nos habituou à sua habilidade política.


Mas o PS tem que olhar bem para dentro de si quando a análise dos votantes mostra que o voto no PS está envelhecido e é de gente pouco qualificada.


Os jovens qualificados têm empregos precários e mal pagos, não conseguem resolver o problema da habitação e não conseguem levar uma vida independente, com qualidade. Os jovens em Portugal revêm-se cada vez menos nas propostas do PS.


O PSD e o CDS tiveram uma pesada derrota. Acho que Rui Rio ainda não percebeu.


A abstenção mantém-se e é muito preocupante, tal como a entrada da extrema-direita no Parlamento.


Tempos complicados se avizinham.

14 setembro 2019

Das eleições

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Sondagem ICS/ISCTE 13/09/2019


 


A menos de 1 mês das eleições legislativas, todos os esforços devem ser dirigidos ao combate à abstenção. Não há sondagens que resistam à contagem dos votos.


Os debates e as entrevistas têm corrido com civilidade e bonomia o que, quanto a mim, é uma bênção. Mas ainda faltam muitos dias de campanha, de redes sociais e directos pelas televisões, a chamarem sound bites, pelo que não me engano com tão bons augúrios.


A novidade destas eleições são o PAN, levado ao colo pelos media, e o PSD, vilipendiado pelos mesmos media. A verdade é que ninguém tem paciência para ler programas e vale a pena ir lendo o do PAN, que tem tiques de autoritarismo, como todos os que se acham iluminados e donos da verdade, e que se esquece de tantas áreas importantes da governação e da sociedade.


O BE tenta o impossível para crescer, principalmente à custa do PS. A demagogia e o oportunismo político do BE está bem patente na guerra às PPP e nas promessas de nacionalização de tudo o que mexe. Mais tiques de autoritarismo.


Habituámo-nos a pensar que a uniformização era a chave para maior rigor e maior eficiência. Cada vez estou mais em desacordo. As experiências diversas na saúde, na educação, em todas as áreas da sociedade deveriam ser avaliadas individualmente e acarinhadas, caso os resultados fossem positivos. Fala-se muito da satisfação das pessoas mas não se respeitam as suas necessidades e não se aplaudem as iniciativas que vão de encontro a essas mesmas necessidades.


Espero mais manipulação, desinformação e títulos tremendistas nas próximas semanas. É preciso não esmorecer e duvidar de tudo o que se lê e ouve. E depois escolher e ir votar. Votar é o mais importante de tudo. A decisão é sempre nossa.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...