
Há um ano seria difícil sequer imaginar o que 2020 iria significar.
A pandemia provocada pelo SARS-CoV-2, a forma como o mundo reagiu, os confinamentos, o fechar das sociedades, a hecatombe económica, o medo, a histeria muito assoberbada pelos media, as notícias falsas, os alarmismos e a dura realidade de tentar gerir esta mistura explosiva, colocaram os holofotes no Governo, no Presidente e nas Instituições de Saúde.
Houve muita coisa que correu mal e muitas outras que poderiam ter corrido melhor. Mas nunca, que me lembre, tanto se exigiu de duas pessoas que desde o início da crise pandémica, diariamente, apareceram a prestar contas e informação.
Falo de Marta Temido e de Graça Freitas. Sem esquecer o Primeiro-ministro que por sorte nos calhou, um Presidente da República que sempre o foi secundando, todos os restantes protagonistas que foram aparecendo para nos acalmar e informar (no qual não incluo, infelizmente, muitos dos representantes dos médicos e enfermeiros de Ordens e Sindicatos), estas duas mulheres foram e são exemplos de sobriedade e resiliência que nos devem orgulhar e a quem devemos o nosso respeito e agradecimento.
Não foram sempre perfeitas nem o serão nunca, mas foram serenas, rigorosas, sérias e leais. Por isso fiquei muito satisfeita pelo regresso de Graça Freitas ao seu trabalho, por isso me indignei com alguns comentários ao assomo de fragilidade de Marta Temido, quando se emocionou até às lágrimas numa cerimónia no INSA.
Para mim são indubitavelmente as figuras do ano.
Para mim também.
ResponderEliminarFeliz Natal :)
Absolutamente de acordo. Merecem a nossa admiração, o nosso reconhecimento. São de uma coragem, resistência e lucidez ímpares. Como faremos para que sintam apoiadas, estimadas?
ResponderEliminarEscrevi o comentário anterior e pensei que teria onde me identificar. Afinal, não. Por isso, aqui estou para dizer que fui eu, UJM (umjeitomanso@blogspot.com), que o escrevi.
ResponderEliminarJá agora: feliz natal, Sofia.
Não sei se concordo!
ResponderEliminargente de caracter e firmeza num tempo tão dificil como este que vivemos não é fácil lutar tanto quando se sabe tão pouco ,o meu agradecimento.
ResponderEliminarFinalmente vejo alguém que fala de forma clara e positiva de duas mulheres corajosas, que durante dez meses nos informaram e aconselharam. Não foi fácil, ter de aturar tantos e tantas críticas de gentes sem conhecimentos. Somos o país dos "sabões", opina-se sobre tudo e todas as situações e levam muita gente a seguir as suas baboseira. Obrigado Sofia.
ResponderEliminarJoão Esteves