
Vincent Van Gogh
Tenho uma casa assombrada
Pelos ecos do passado
A verdade abandonada
O poema censurado
Tenho uma casa cinzenta
Com ramos de realidade
Onde se guarda e sustenta
O fogo da liberdade
Tenho uma casa encantada
De armas que se calaram
De ventos na madrugada
De mãos que não se negaram
Tenho uma casa encarnada
Para quem quiser entrar
Seja o fim da caminhada
Seja a voz a desfilar
Tenho uma casa vestida
Dos cravos que inventamos
Flutuam pela avenida
No futuro que criamos


















