
Salvador Dalí
Neste manto liquefeito
De névoa quente e cinzenta
Procuro o ar rarefeito
Em que a vida se fragmenta
No pó parado e suspenso
De um sono intermitente
Um vago ardor de incenso
Um langor inconsciente
Calo o Bach e a flauta
A luz o olho o mundo
Na melodia sem pauta
Apago-me num segundo
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