29 setembro 2015

De partida

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Thomas Wightman


Derailing my train of thought


 


 


Arrumo os pensamentos ao lado dos instintos


em gavetas misturadas de sinais e avisos.


 


De roupa não preciso. Bastam as páginas


dos livros que nunca escrevi mas que mastigo


demoradamente absorvendo uma a uma as pétalas


das palavras desentendidas e escondidas


no silêncio que me falta e consome.


 


Estou pronta para a partida. Aguardo


o imenso e fundo desespero que não faltará


entre a esperança movediça que me engole.

27 setembro 2015

Em Outubro, nas mesas de voto (3)

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Todos os dias são publicadas sondagens, tracking polls e previsões. Todos os dias se ouvem os comentadores explicar as razões pelas quais a campanha do PS é má e a do PAF é boa.


 


Mas é a 4 de Outubro que se vota. E todos os votos são necessários. Só depois de serem contados se poderá dizer quem ganhou e quem perdeu, quem irá formar governo e que alianças serão precisas.


 


É preciso ir votar, maciçamente. Nós é que decidimos.

26 setembro 2015

Fados


Carlos Saura

Encontro

 


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John Cleveley Jnr 


 


Encontro as sombras entre o rosto solar


dos mundos que me escapam.


As ruas descem em desespero e nas mãos


do Outono a chuva treme de paixão.


 


Encontro a saudade de um tempo que nunca foi


e espero a vida que se esconde.

Igualdade de género


Shania Twain


Man! I feel like a Woman


1999


 


Let's go girls! Come on.


 


I'm going out tonight-I'm feelin' alright


Gonna let it all hang out


Wanna make some noise-really raise my voice


Yeah, I wanna scream and shout


No inhibitions-make no conditions


Get a little outta line


I ain't gonna act politically correct


I only wanna have a good time


 


The best thing about being a woman


Is the prerogative to have a little fun


 


Oh, oh, oh, go totally crazy-forget I'm a lady


Men's shirts-short skirts


Oh, oh, oh, really go wild-yeah, doin' it in style


Oh, oh, oh, get in the action-feel the attraction


Color my hair-do what I dare


Oh, oh, oh, I wanna be free-yeah, to feel the way I feel


Man! I feel like a woman!


 


The girls need a break-tonight we're gonna take


The chance to get out on the town


We don't need romance-we only wanna dance


We're gonna let our hair hang down


 


The best thing about being a woman


Is the prerogative to have a little fun


 


Oh, oh, oh, go totally crazy-forget I'm a lady


Men's shirts-short skirts


Oh, oh, oh, really go wild-yeah, doin' it in style


Oh, oh, oh, get in the action-feel the attraction


Color my hair-do what I dare


Oh, oh, oh, I wanna be free-yeah, to feel the way I feel


Man! I feel like a woman!


 


The best thing about being a woman


Is the prerogative to have a little fun (fun, fun)


 


Oh, oh, oh, go totally crazy-forget I'm a lady


Men's shirts-short skirts


Oh, oh, oh, really go wild-yeah, doin' it in style


Oh, oh, oh, get in the action-feel the attraction


Color my hair-do what I dare


Oh, oh, oh, I wanna be free-yeah, to feel the way I feel


Man! I feel like a woman!


 


I get totally crazy


Can you feel it


Come, come, come on baby


I feel like a woman


 


 


Robert Palmer


Addicted to love


1986


 


Your lights are on, but you're not home


Your mind is not your own


Your heart sweats, your body shakes


Another kiss is what it takes


 


You can't sleep, you can't eat


There's no doubt, you're in deep


Your throat is tight, you can't breathe


Another kiss is all you need


 


Whoa, you like to think that you're immune to the stuff, oh yeah


It's closer to the truth to say you can't get enough


You know you're gonna have to face it, you're addicted to love


 


You see the signs, but you can't read


You're running at a different speed


Your heart beats in double time


Another kiss and you'll be mine, a one track mind


 


You can't be saved


Oblivion is all you crave


If there's some left for you


You don't mind if you do


 


Whoa, you like to think that you're immune to the stuff, oh yeah


It's closer to the truth to say you can't get enough


You know you're gonna have to face it, you're addicted to love


 


Might as well face it, you're addicted to love


Might as well face it, you're addicted to love


Might as well face it, you're addicted to love


Might as well face it, you're addicted to love


Might as well face it, you're addicted to love


 


Your lights are on, but you're not home


Your will is not your own


You're heart sweats and teeth grind


Another kiss and you'll be mine


 


Whoa, you like to think that you're immune to the stuff, oh yeah


It's closer to the truth to say you can't get enough


You know you're gonna have to face it, you're addicted to love


 


Might as well face it, you're addicted to love


Might as well face it, you're addicted to love


Might as well face it, you're addicted to love


Might as well face it, you're addicted to love


Might as well face it, you're addicted to love

A campanha do Observador

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Agora apela ao voto nos pequenos partidos - tudo vale para evitar o voto no PS.


 


Repito: quem quiser mudar de governo vota no PS.

25 setembro 2015

Da utilidade do voto útil

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Qualquer voto é útil.


 


É útil porque é a voz de quem vota que se faz ouvir, porque é com a soma de todos os votos que a maioria se exprime, porque é com a vontade de todos, esplanada nos votos, que a nossa sociedade democracia sobrevive.


 


Todos os votos são úteis. Para quem quer que continue a política destes últimos 4 anos, a votação na coligação de direita é a escolha óbvia. Se se concentrarem os votos na coligação, haverá maioria parlamentar de direita e serão o PSD e o CDS a formar governo.


 


Para quem não quiser a manutenção desta maioria, deverá votar na oposição. Se os votos na oposição, úteis todos eles, se fragmentarem em vários partidos, o resultado será a pulverização dos mandatos em vários pequenos partidos, ou mesmo a dispersão sem mandatos, o que significará uma impossibilidade de formação de governo à esquerda. Ou seja, a maior utilidade dos votos à esquerda é concentrá-los no PS.


 


Utilizemos pois o nosso voto para mudar o governo. Transformemos essa utilidade na realidade.

Um dia como os outros (161)

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(...) Admita-se: passava pela cabeça de alguém que quem andou quatro anos a cortar pensões escolhesse colocar o assunto no centro da campanha, acusando o PS de o querer fazer? A quem ocorreria que a dupla que se esmerou a cortar a eito apoios sociais já sujeitos a condição de recursos, como o complemento solidário para idosos, denegrisse medidas inscritas no programa do PS que visam certificar que outras ajudas do Estado vão só para quem delas precisa e portanto o dinheiro dos impostos de todos é bem utilizado? (...)


(...) Então, alminhas, Passos e Portas não impuseram em 2014 a "contribuição de sustentabilidade" que cortava definitivamente - de-fi-ni-ti-va-men-te, repita-se - as pensões contributivas acima de mil euros?


A ver se nos entendemos, que anda toda a gente esquecida, distraída ou mesmo doida varrida: se o Tribunal Constitucional não tivesse chumbado a medida, todas as pensões acima dos mil euros estavam com corte definitivo desde o início deste ano. E não apenas essas: Passos e Portas quiseram tirar, com efeito a partir de 2014, 10% a todas as pensões da Caixa Geral de Aposentações acima dos 600 euros ilíquidos. Também para sempre. E ainda tentaram reduzir a partir de 2014 as pensões de sobrevivência - ou seja, as que recebem os sobrevivos de um familiar - desde que o beneficiário tivesse uma pensão própria e a soma das duas ultrapassasse dois mil euros ilíquidos. Estes três cortes definitivos de pensões estariam hoje em vigor caso o TC não os tivesse impedido. (...)


 


Fernanda Câncio

Do meu próprio inconseguimento

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Por mais análises que faça ou ouça, nada nem ninguém me consegue explicar como é possível que a coligação PSD/ CDS possa estar no mesmo patamar ou à frente na intenção de votos dos portugueses.


 


Não percebo como se pode preferir a continuação de uma coligação que troçou e troça todos os dias de todos quantos cá vivem, de todos quantos se vão embora para poder viver, a António Costa e ao PS. Por muitos erros de campanha do PS, por muito inábil que seja António Costa, o PS e o seu líder são incomparavelmente mais credíveis*, competentes e capazes que Passos Coelho, Paulo Portas e as suas respectivas formações partidárias.


 


Espero que os meus concidadãos votem a 4 de Outubro. Podemos fazer muitas manifestações, falar muito alto e escrever muitos abaixo-assinados, mas é com o voto que temos a possibilidade de mudar qualquer coisa. É preciso votar a 4 de Outubro. Seja em quem for. Seja como for. É nossa a responsabilidade de manter ou mudar o governo.


 


*Convém também dizer que António Costa é incomparavelmente melhor e mais credível que António José Seguro, independentemente do que vier a resultar das eleições. Mesmo que António Costa tenha que se demitir, o que fatalmente acontecerá se perder as eleições.

Free the slaves


Free the slaves

18 setembro 2015

S&P

Acabei de receber uma mensagem no telemóvel, da Vodafone:


 


Última hora: S&P sobe rating e quer as mesmas políticas depois das eleições. Observador http://vfpt.pt/uh


 


Não somos nós que decidimos. É a S&P.


Pode ser que tenha uma bela surpresa.


A S&P e o Observador.

17 setembro 2015

Debate radiofónico

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A pouco tempo do debate radiofónico entre António Costa e Passos Coelho, deve haver uma legião de comentadores no facebook e no twiter que irão reproduzir frases de ambos, para que se multipliquem em partilhas e likes, numa tentativa de condicionar as opiniões que os comentadores debitarão, explicando de imediato quem ganhou e quem perdeu o dito.


 


Resta saber se tudo isto tem alguma influência nos eleitores. Dá-me a sensação que há dois mundos separados e que cada vez menos se entrecruzam - o real e o virtual. Também não estou cerca a qual deles eu pertenço - se estou alheada da realidade ou se a realidade já só é a virtual.

13 setembro 2015

Exsultate, jubilate


Anna Prohaska


 



Kiri Te Kanawa


 



Barbara Hendricks


Exsultate, jubilate, K. 165


W. A. Mozart


 


1. Exsultate, jubilate,


o vos animae beatae,


dulcia cantica canendo,


cantui vestro respondendo,


psallant aethera cum me.


 


2. Fulget amica dies, iam fugere et nubila et procellae;


exortus est justis inexspectata quies.


Undique obscura regnabat nox; surgite tandem laeti, qui timuistis adhuc,


et iucundi aurorae fortunatae


frondes dextera plena et lilia date.


 


3. Tu virginum corona,


tu nobis pacem dona,


tu consolare affectus,


unde suspirat cor.


 


4. Alleluja


Alleluja, alleluja…

12 setembro 2015

Casta Diva


Cecilia Bartoli


 



Anna Netrebko


 



Montserrat Caballe


  



Renée Fleming


 Norma - Vincenzo Bellini


 


 


Casta Diva, che inargenti
queste sacre antiche piante,
a noi volgi il bel sembiante
senza nube e senza vel...
Tempra, o Diva,
tempra tu de’ cori ardenti
tempra ancora lo zelo audace,
spargi in terra quella pace
che regnar tu fai nel ciel…

Portugal quer mais

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Esferovite premium e aparas de madeira

As bolachas de milho e as marinheiras são comestíveis.


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Esferovite

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De facto excelente para quem tem a desdita de estar sempre em dieta. As maravilhosas bolachas de arroz são tão boas... que o melhor é desistir de comê-las. Nada melhor para que não se engorde.

O vale (mesmo) tudo

PASSOS COELHO SERÁ O 1º SUBSCRITOR DE UMA INICIATIVA PARA AJUDAR LESADOS DO BES


 


Ninguém pode ser impedido de ver fazer justiça em tribunal por falta de recursos financeiros, mas se porventura existir dificuldade em organizar essa defesa, eu tenho a certeza de que o país não deixará, de uma forma solidária, de providenciar o necessário para que essa defesa se possa fazer. E eu disse que seria até o primeiro subscritor e contribuinte, a título individual, não é como primeiro-ministro, é como cidadão, para poder ajudar pessoas que se encontram em grandes dificuldades


Pedro Passos Coelho - 12 Setembro/ 2015


 


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Prestar contas (2)

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Da mesma forma, a 2 de Julho, Paulo Portas transforma decisivamente o léxico político, dando novos significados ao significante significado da insignificância da sua palavra:


 


(...) Com a apresentação do pedido de demissão, que é irrevogável, obedeço à minha consciência e mais não posso fazer. (...)


(...) Em consequência, e tendo em atenção a importância decisiva do Ministério das Finanças, ficar no Governo seria um acto de dissimulação. Não é politicamente sustentável, nem é pessoalmente exigível.


 


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 Vamos comemorar o feriado de 5 de Outubro um dia mais cedo:


a 4 de Outubro, nas mesas de voto!

Prestar contas (1)

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É bom que não nos esqueçamos que Vítor Gaspar, o Ministro do desvio colossal e do enorme aumento de impostos, pediu a sua demissão a 1 de Julho de 2013, e explicou porquê:


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Vamos comemorar o feriado de 5 de Outubro um dia mais cedo:


a 4 de Outubro, nas mesas de voto!


 


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11 setembro 2015

Assim vê-se melhor...

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Taxa de crescimento real do PIB desde 1976


Pordata


  


... que Passos Coelho é o único dos Primeiros-ministros do pós 25 de Abril que deixou o País muito mais pobre do que o recebeu. E se a crise internacional serve para o justificar, também a crise iniciada pela queda do Lehman Brothers explica muito do que se passou em Portugal, com a política europeia a ordenar os estímulos à economia na tentativa de evitar a recessão económica.


 


Passos Coelho, o seu governo, a maioria em que se apoia e a miríade de economistas e comentadores que pululam pelo espaço mediático, depois de terem aplaudido a vinda da Troika, ao contrário de Sócrates, negam agora a evidência do seu regozijo pela oportunidade de regenerarem o País.


 


Nota: em resposta a um comentador do post: a barra a mais corresponde a Freitas do Amaral (4/12/1980 - 9/1/1981) mas assim fica mais explícito.

A fuga aos debates

 


Afinal, os portugueses estão sequiosos por debates e interessam-se pela política.


 


Duelo entre Passos e Costa seguido por 3,3 milhões de espectadores


Debate Costa-Passos nas rádios pode superar 1 milhão de ouvintes


 


Passos Coelho foge da discussão de ideias e de ser confrontado com as suas responsabilidades governativas. É o seu governo que será julgado a 4 de Outubro, estes últimos 4 anos em que regredimos décadas.

10 setembro 2015

É esta a nossa riqueza

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 Júlio Pomar


 


Um país todo inteiro como uma galeria de arte.


 


O mar que nos abraça, a costa a que nos aportamos, os montes que estão para lá e para cá, as planícies alentejanas, as ilhas, os calhaus esculpidos por todos os que aqui chegaram e ficaram, as casas caiadas de branco e as rígidas de granito, a luz das cidades, o silêncio da terra, as gentes de madeira e erva, engelhadas e adormecidas, resignadas e aventureiras, os velhos e os novos, pescadores e cientistas, pintores e poetas, o fado e as guitarras, as vozes e as revoltas, os sabores de norte a sul, do aconchego das sopas às tentações conventuais, a segurança da tradição e a centelha da liberdade.


 


Um país todo inteiro como uma galeria de arte.

Se alguém tinha dúvidas...

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... o debate foi esclarecedor: António Costa tem estatura e capacidade para ser o próximo Primeiro-ministro. Só falta irmos todos às urnas, a 4 de Outubro, afirmar isso mesmo.


 


Passos Coelhos foi mais do mesmo, com a crispação e o nervosismo de quem defende o indefensável. Foi patética a forma como arrastou o nome de Sócrates mais que uma vez, e até conseguiu ir buscar o Syriza. Foi patética e desavergonhada a permanente mentira.


 


Só tenho pena de não ter havido mais indignação em António Costa. Porque é o que estamos todos, indignados com as mentiras e volte-faces da coligação - desde a austeridade como programa de governo que revigoraria o país pecador, até às oportunidades do desemprego e da emigração, que agora se transformaram em responsabilidades socialistas, tudo valeu e tudo vale.


 


Cabe-nos agora decidir.


 


Em Outubro, numa urna perto de si - votar pela mudança, pela dignidade e pela esperança.

09 setembro 2015

Em Outubro, nas mesas de voto (2)

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Inaugurou-se uma nova forma de manipulação: para além dos programas que nos explicam quem ganhou e quem perdeu os debates televisivos há agora aqueles que nos ensinam o que vamos ver e ouvir, mesmo antes de acontecerem.


 


Portanto já todos estamos cientes que António Costa é que tem que demonstrar que tem propostas, ser desafiador, contido, informado e preparado, bastando a Passos Coelho defender-se. Já se decidiu quem vai ganhar o debate.


 


Por outro lado são publicadas as sondagens que não só dão a vitória à coligação PAF como o fazem por larga margem e denunciam a maior popularidade de Passos Coelho em relação à de António Costa. Ou seja, a coligação já ganhou, nem vale a pena duvidar, nem vale a pena ir votar.


 


Se, de facto, as eleições derem a vitória ao PSD ou uma vitória escassa ao PS, confesso a minha total perplexidade. Não compreendo como é possível os cidadãos terem interiorizado que é esta a vida que merecem, que é este o país a que têm direito, que são estes os governantes que lhes cabem. É que não basta não ver em António Costa uma boa alternativa, é preciso querer que se mantenha esta governação e esta maioria.


 


Se, de facto, a coligação vencer as próximas eleições legislativas, confesso a minha total ausência de conexão com a realidade, a minha incapacidade para perceber os meus concidadãos.


 


No entanto as eleições ainda não aconteceram. E, por muito que nos tentem convencer que nem vale a pena irmos votar, mais importante do que as percentagens de cada força política é a afluência às urnas. Seja quem for que vença que o faça com um voto maciço para que possa usar essa vitória não só com a legitimidade que as eleições lhe dão mas, principalmente, com a afirmação da esmagadora maioria do eleitorado.


 


Que ninguém se demita da sua responsabilidade. Não são apenas os governantes que vão a votos, somos todos nós.

07 setembro 2015

A pouco recomendável coligação retrógrada

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A marcação de jogos de futebol no dia das eleições é pouco recomendável.


 


Tudo tem sido muito pouco recomendável, de há 4 anos a esta parte - a actuação do governo, a irrevogabilidade de Portas, o colossal ministro das Finanças, a revolta do pastel de Belém, o nosso inexcedível Professor de Economia que ocupa o mais alto cargo da Nação, os jornalistas que se trocaram por mexeriqueiros incompetentes, a imparcialidade dos comentadores, a miséria medíocre e mesquinha das nossas elites, os jornais, a deseducação do Ministro Crato, o assistencialismo caritativo, a venda a patacos do Estado e dos serviços públicos.


 


Estamos todos a recomendar-nos outro País, outra capacidade de confiar, outra esperança no futuro. Precisamos de nos recomendar mais resistência, mais e maior força para chegar a 4 de Outubro. Desistir não é opção.


 


Para que possamos derrotar estes representantes pouco recomendáveis, que transformaram o nosso mundo num lugar pouco recomendável e nos recomendam que continuemos e que gostemos.


 


Não vale a pena compararmos António Costa a António José Seguro, como não vale a pena compararmos António Costa a Passos Coelho ou a Paulo Portas - não têm comparação possível.


 


Recomendemo-nos combater esta direita que nos encomenda as almas ao purgatório ressuscitada em 2011 ao ganhar as eleições. Não nos deixemos desanimar pela campanha de desinformação que nos enterra. A 4 de Outubro vamos votar e voltar a acreditar que há uma alternativa à pobreza, à descrença, à modorra assassina dos retrógrados.

06 setembro 2015

Triste, preocupante e deprimente.

Estou, neste momento, a assistir ao jornal da SIC: começou com Paulo Portas, continua com Sócrates e Marques Mendes, volta a Sócrates e ao seu aniversário (já passaram as imagens dos abutres em cima de Mário Soares), com longa reportagem sobre os vários visitantes - passaram 12 minutos do telejornal. Logo a seguir passa para Marcelo Rebelo de Sousa de boina, na Festa do Avante, com algumas declarações de Jerónimo de Sousa - passaram 16 minutos. Vamos agora ouvir Pedro Passos Coelho numa entrevista à CMTV - passaram 18 minutos. Clara de Sousa publicita o debate entre Pedro Passos Coelho e António Costa. Estou agora a ouvir que há muito mais gente a entrar este ano no Ensino Superior - a mensagem está dada - tudo a melhorar - passaram 21 minutos. E lá vamos nós ao Papa e aos refugiados.


 


Nem António Costa nem o PS têm lugar nos telejornais.


 


Nas próximas eleições legislativas está em causa a governação destes últimos 4 anos, a cargo da coligação PSD/ CDS. Foi durante estes últimos 4 anos que Portugal regrediu em matéria de desigualdades sociais, aumento do número de pobres, redução de todos os apoios sociais aos mais desfavorecidos e vulneráveis, aumento dos impostos, redução do valor do trabalho, aumento do desemprego, aumento da imigração de quadros qualificados, destruição dos serviços públicos, privatizações selvagens, etc.


 


Mas nada disso interessa discutir. É triste, preocupante e deprimente.

O esconso lugar da Democracia

A democracia deixou de ser uma prioridade. É avassalador o silêncio que se ouve nos vários meios de informação tradicionais, que ainda são aqueles a que mais gente tem acesso e acede, sobre os desenvolvimentos da campanha eleitoral e sobre os indispensáveis debates que deveriam incidir nas escolhas que se nos vão colocar a 4 de Outubro.


 


Todos os comentadores são unânimes em opinar que a alteração da medida de coacção de José Sócrates prejudica António Costa e o PS. E afirmam com ar sério e vozes de crítica que deveríamos estar a discutir as opções governativas e não José Sócrates, gastando horas sem fim a falar dele e a discutir a a sua desimportante importância.


 


Arrasta-se penosamente esta pré campanha e arrastar-se-á a campanha, com a PAF a aparecer hegemonicamente debitando as manipulações que lhe interessam e a apagar do espaço tudo o que minimamente se assemelhar à realidade.


 


Resta apenas a esperança de que, tal como aconteceu no PREC de 1975, os cidadãos façam a leitura desta lavagem cerebral e tal como a fizeram aquando das primeiras eleições legislativas.

02 setembro 2015

Tudo como dantes

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Ouvi hoje alguns excertos da entrevista de ontem com os líderes do BE e do PCP. Aquilo que ouvi é coerente com a atitude destes dois partidos - os tais que se dizem de esquerda - para com o PS, eleito como já é hábito, no seu verdadeiro adversário político, afirmando que o PS tem votado sempre ao lado do PSD e do CDS:


 


(...) a vida tem demonstrado que o PS, em minoria ou em maioria absoluta, sempre, mas sempre, ao longo destes 39 anos, fez uma opção - a política de direita - e a verdade é que os portugueses têm prova de facto, incluindo neste programa eleitoral (...)[do PS]" - Jerónimo de Sousa.


 


Claro que o facto de terem sido estes dois partidos a votarem ao lado da direita para derrubar o governo do PS, o que levou à queda do mesmo e à tomada do poder pela coligação PSD/ CDS é uma cruel ironia e uma triste e recorrente realidade.


 


Quanto à hipótese de haver coligações para viabilizar um governo de esquerda, é apenas mais uma hipocrisia de quem ainda não conseguiu aceitar a democracia que o 25 de Abril de 1974 inaugurou e que o 25 de Novembro de 1975 reatou.

01 setembro 2015

Blackout a apagão informativo

Como apenas ouvimos e lemos notícias sobre os partidos do governo, como se os outros não existissem, num apagão político e mediático que pretende dar vantagem à direita nas próximas eleições legislativas, vale a pena ir divulgando, pelos meios alternativos, à campanha e às propostas do PS.


 


É excelente esta iniciativa do PS e excelente a prestação de António Costa. Vale a pena ouvir e partilhar.


 


Não podemos desistir. Façamos blackout ao apagão a que nos condenam.


 


Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...