07 julho 2013

Das dúvidas perenes

 


Vamos a eleições? Pois bem, talvez seja altura de haver resposta a algumas perguntas:




    1. Alguém já percebeu o que António José Seguro fará, como Primeiro-ministro, em relação aos subsídios que foram retirados? Aos anunciados cortes da função pública? Ao confisco dos rendimentos dos pensionistas, ao alargamento dos horários de trabalho pelo mesmo salário? Aos enormes e colossais impostos, do IRS ao IVA, passando pelo IRC? Qual será a sua política de alianças, quais os termos e as bases mínimas necessárias para as fazer? O que pensa da política educativa? Vai alterá-la e como? O que vai fazer na saúde? Reabre a MAC, altera a política do medicamento, reduz as taxas moderadoras, abre concursos, repõe as carreiras?



    2. E quanto às portagens, e quanto às PPP, e quanto às privatizações - qual a sua estratégia? E quanto à política energética, ao meio ambiente?



    3. E em relação à Europa e às eleições europeias, o que pensa, o que propõe? E quanto à troika, como vão ser as negociações, quais as metas, como vamos lá chegar?



    4. E o Presidente da República, quem será o candidato do PS? Não pensa ser esse um assunto primordial, agora que é preciso revitalizar e devolver à função presidencial o prestígio perdido?



    5. Quem são os ministeriáveis, dentro do PS e dos partidos com quem, supostamente, fará coligações ou acordos parlamentares?



 Não será ocasião de sermos esclarecidos?


 

3 comentários:

  1. Luis Pedro Schleibinger21:40

    Para PR, Pedro Bacelar de Vasconcelos, se estiver diponível, quanto às outras questões também gostava de saber a resosta, e já ontem era tarde.

    Schleibinger

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  2. Imagine que o PS faz um esforço por se reunir com o BE e o PCP com vista à procura de entendimentos. Daí poderiam surgir respostas a essas questões numa perspectiva de esquerda, aproveitando precisamente a indefinição em que o PS se mantém actualmente. Resdpostas arrojadas? Respostas arriscadas? Não há outras para os tempos que correm.

    A única impossibilidade deste entendimento é a impossibilidade de ouvir, e qualquer coisa me diz que o PS não quer ouvir a esquerda para contrapropor mas sim para se opor - para arranjar argumentos contra um entendimento.

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    Respostas
    1. António M P, vou parafraseá-lo:
      "Imagine que o BE e o PCP fazem um esforço por se reunir com o PS com vista à procura de entendimentos. Daí poderiam surgir respostas a essas questões numa perspectiva de esquerda (..)"
      Mais significativo ainda é a "perspectiva de esquerda" que, para si obviamente, terá que ser dada pelo BE e pelo PCP porque, no seu entender, o PS não é de esquerda.
      O problema para o BE e para o PCP e, pelos vistos, também para si, é que o povo, em eleições livres, escolhe sempre o PS para governar em vez do BE e do PCP. E que tal se fossem eles a aproximarem-se das propostas do PS?

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