Vamos a eleições? Pois bem, talvez seja altura de haver resposta a algumas perguntas:
- Alguém já percebeu o que António José Seguro fará, como Primeiro-ministro, em relação aos subsídios que foram retirados? Aos anunciados cortes da função pública? Ao confisco dos rendimentos dos pensionistas, ao alargamento dos horários de trabalho pelo mesmo salário? Aos enormes e colossais impostos, do IRS ao IVA, passando pelo IRC? Qual será a sua política de alianças, quais os termos e as bases mínimas necessárias para as fazer? O que pensa da política educativa? Vai alterá-la e como? O que vai fazer na saúde? Reabre a MAC, altera a política do medicamento, reduz as taxas moderadoras, abre concursos, repõe as carreiras?
- E quanto às portagens, e quanto às PPP, e quanto às privatizações - qual a sua estratégia? E quanto à política energética, ao meio ambiente?
- E em relação à Europa e às eleições europeias, o que pensa, o que propõe? E quanto à troika, como vão ser as negociações, quais as metas, como vamos lá chegar?
- E o Presidente da República, quem será o candidato do PS? Não pensa ser esse um assunto primordial, agora que é preciso revitalizar e devolver à função presidencial o prestígio perdido?
- Quem são os ministeriáveis, dentro do PS e dos partidos com quem, supostamente, fará coligações ou acordos parlamentares?
Não será ocasião de sermos esclarecidos?
Para PR, Pedro Bacelar de Vasconcelos, se estiver diponível, quanto às outras questões também gostava de saber a resosta, e já ontem era tarde.
ResponderEliminarSchleibinger
Imagine que o PS faz um esforço por se reunir com o BE e o PCP com vista à procura de entendimentos. Daí poderiam surgir respostas a essas questões numa perspectiva de esquerda, aproveitando precisamente a indefinição em que o PS se mantém actualmente. Resdpostas arrojadas? Respostas arriscadas? Não há outras para os tempos que correm.
ResponderEliminarA única impossibilidade deste entendimento é a impossibilidade de ouvir, e qualquer coisa me diz que o PS não quer ouvir a esquerda para contrapropor mas sim para se opor - para arranjar argumentos contra um entendimento.
António M P, vou parafraseá-lo:
Eliminar"Imagine que o BE e o PCP fazem um esforço por se reunir com o PS com vista à procura de entendimentos. Daí poderiam surgir respostas a essas questões numa perspectiva de esquerda (..)"
Mais significativo ainda é a "perspectiva de esquerda" que, para si obviamente, terá que ser dada pelo BE e pelo PCP porque, no seu entender, o PS não é de esquerda.
O problema para o BE e para o PCP e, pelos vistos, também para si, é que o povo, em eleições livres, escolhe sempre o PS para governar em vez do BE e do PCP. E que tal se fossem eles a aproximarem-se das propostas do PS?