Neil Dawson
Hoje o dia não se repete
no intenso azul das almas livres.
A prisão da felicidade
a que não chega nem se entrega
a que não conquista árvores nem gaivotas.
Hoje o dia sussurra tempo.
A morna imensidão do nada
a plana quietude do silêncio
a plena sensação da finitude.
Hoje o dia será de areia
de vento que se ouve muito ao longe
da certeza de breves sinais
sem luzes nem cantos.
Sem amanhãs.

Sem comentários:
Enviar um comentário