Ana Moura
Márcia Santos
Deixei
na Primavera o cheiro a cravo
rosa e quimera que me encravam
na memória que inventei
e andei
como quem espera pelo fracasso
contra mazela em corpo de aço
nas ruelas do desdém
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
deixei
na primavera o som do encanto
riça promessa e sono santo
já não sei o que é dormir bem
e andei
pelas favelas do que eu faço
ora tropeço em erros crassos
ora esqueço onde errei
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
e a mim que importa
se é bem ou mal
se me falha a cor da chama a vida toda
é-me igual
vi sem volta
queira eu ou não
que me calhe a vida
insane e vossa em boda
até ao verão
deixei
na primavera o som do encanto
gosto da voz,elegância e frescura da fadista Ana Moura . estranho não estar mais presente entre nós. espero que não seja por falta de interesse dos agentes da comunicaçºao social...
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