08 abril 2017

O uso das armas químicas

O facto de se condenar o uso de armas químicas na Síria não é o mesmo que aplaudir o ataque dos EUA. A rapidez com que já se concluiu que tinha sido Bashar al-Assad o responsável, aceitando a intervenção dos EUA sem mais explicações e à margem das Instituições internacionais, recorda o que se passou com a manipulação informativa aquando da guerra do Iraque, nomeadamente com a evidência de existência das armas de destruição maciça. Não podemos, no entanto, escamotear que houve, de facto, um horrível ataque com armas químicas.


 


Mas a estratégia do PCP de tentar desviar o assunto que se discute com outros horríveis pecados do adversário, desculpabilizando os seus aliados, é também conhecido, arcaico e desonesto.

07 abril 2017

Do arcaísmo ideológico ainda vivo

O PCP continua a manter as suas costumeiras características de uma cegueira ideológica arcaica. Inacreditável que, perante um inqualificável crime de guerra na Síria, com a utilização de premeditada de armas químicas, não se tenha juntado ao voto de condenação no Parlamento português. Pelo contrário, condena os EUA pelo bombardeamento que se lhe seguiu.


 


É lamentável e incompreensível.

Do choque de Dijsselbloem

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É natural que Dijsselbloem tenha ficado chocado - não estava à espera da frontalidade e da serenidade de Ricardo Mourinho Félix.


 


Ainda bem que temos gente que assim choca os Dijsselbloems do Eurogrupo, o tal que manda e desmanda na Europa.

Do pagamento das dívidas

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Isaltino Morais vai candidatar-se à autarquia de Oeiras. Nunca votei nele nem votarei. Mas nada tenho contra, muito pelo contrário.


 


Isaltino Morais foi julgado, cumpriu a pena de prisão a que foi condenado, pagando com ela a sua dívida à sociedade. Compete pois à população de Oeiras a decisão de o eleger, ou não.

Da inaceitável falta de Justiça

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Soubemos agora que o Ministério Público (MP) decidiu, ao fim de 8 anos, arquivar o inquérito que tinha levantado a Dias Loureiro e Oliveira e Costa, por suspeita de burla ao BPN.


 


Tenho lido algumas declarações a lamentar este arquivamento, pelo facto de considerarem impensável que não se tenham produzido provas nem acusações contra estes dois arguidos, que julgam culpados. Quem assim pensa também se indigna com a injustiça de manter José Sócrates sem acusação formada desde 2014, proclamando a sua evidente inocência e a necessidade de arquivamento do processo.


 


Por mim considero absolutamente intolerável o que se passa com Sócrates e o que se passou com Dias Loureiro e Oliveira e Costa. Não se pode aceitar alguém, independentemente das nossas simpatias pessoais, ideologias políticas ou crenças individuais, esteja em suspenso durante 9 anos, arrastado pela lama e condenado pela opinião pública. Tal como com Sócrates e como tantas vezes ouvimos dizer, as pessoas são inocentes até que se prove o contrário.


 


Ao fim de todo este tempo nunca mais é possível limpar o nome de ninguém. Acusados ou inocentes, Dias Loureiro, Oliveira e Costa e José Sócrates, só para citar estes últimos casos mais mediáticos, arrastar-se-ão pela vida toda com o fantasma da condenação pública. Isso afectou e afectará a sua vida pessoal e profissional, tal como a das pessoas que lhes são próximas.


 


Somos todos de carne e osso. Pensar que podemos depender de uma justiça que funciona desta forma é assustador, pois os inocentes nunca serão inocentados e os culpados nunca serão condenados e punidos.

04 abril 2017

Da inutilidade das palavras

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Não há já palavras nem indignação que nos ajudem perante tantas e tão repetidas atrocidades. Talvez o silêncio seja a única forma de respeito que sobra. O que não significa que aceitemos.

02 abril 2017

Dos doces muito bons porque são pouco doces

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Confesso que se me eriçam os cabelos quando ouço dizer que um doce é muito bom porque é pouco doce. A minha gulodice não aguenta e toda se revolta perante esta heresia. Doce para ser doce tem que ser doce, ter açúcar, melar os dedos, lambuzar a cara, etc.


 


Mas como a luta diária pela bela figura, com a menor rotundidade possível, é feroz, experimentei um doce muito bom porque se açúcar.


 


Natural, dietético, esplendorosamente saudável e doce o suficiente para agradar aos pobres que, como eu, procuram em qualquer alimento um pouco da satisfação redentora das guloseimas.


 


Experimentei com maçã: cortei várias maçãs, umas 6, aos bocadinhos, com casca e tudo, reguei com o sumo de 2 laranjas bem sumarentas, juntei canela em pó generosamente e tâmaras secas (sem caroço), também aos bocadinhos. Depois de a maçã amolecer ao lume, reduzi tudo a puré com a varinha mágica e deixei mais um bocado a fervilhar.


 


Foi um instante. Ficou acastanhada e muito saborosa. Com tostas integrais e chá de rooibos, é uma felicidade!

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...