Votar em branco, nulo, num qualquer partido político, grande, pequeno, antigo, moderno, com mulheres, com homens, com ambos, defensores dos casamentos gay, defensores das famílias tradicionais, amigos do ambiente, dos charutos, das comezainas, das caminhadas, ascetas, bruxos, comediantes, prostitutas, felizes ou macambúzios, aprendizes de Medina Carreira, Maria Filomena Mónica, José Manuel Fernandes, Manuela Moura Guedes, Marinho Pinto ou Rogério Alves, Ana Gomes ou Manuel Alegre, fãs de Louça, detractores dos Portas, seja em quem for e como for, é preciso votar.
Votar é um exercício de liberdade, de cidadania, de poder. Votar é assumir a responsabilidade de decidir, de tomar parte na resolução e de não ser parte do problema.
Gostam de maiorias absolutas? Gostam de minorias relativas? De coligações, de centros, de esquerdas ou direitas, uma só ou múltiplas? Da Europa, do tratado, do referendo? Gostam de paz, de divisões que multiplicam, de movimentos monárquicos ou anárquicos? Gostam de discutir e de exigir dos outros a resolução dos nossos problemas?
É preciso votar. Não gostar da campanha, não gostar dos candidatos, não gostar de nada não é desculpa. Votem e digam que não gostam: no voto.
Não desperdicemos uma ocasião de dizermos de nossa justiça. Uma ocasião que se traduz num grupo de deputados que irá ditar muito do que nos vai acontecer nos próximos anos. Não se demitam dessa função.
Vamos votar com sol ou com chuva, de fato de gala ou de fato de banho. Vamos livremente votar.