05 junho 2009

Legislativas - a primeira volta

 


Acredito que em todas as épocas haja luta e desconfiança entre gerações. Os mais velhos vivem a ilusão de que estão a tentar cumprir as suas utopias, os mais novos vivem na ilusão de que irão construir um mundo melhor. Frequentemente esses dois mundos têm dificuldade em substituir-se naturalmente e surgem conflitos fratricidas dentro de grupos que parecem ter a mesma ideologia.


 


No PS está a fazer-se a substituição de uma geração que recebeu o 25 de Abril, que construiu o regime democrático, que governou com os paradigmas e com os movimentos e as ideias desses anos.


 


Passaram 30 anos e embora haja valores que unem as diferentes gerações, a ideia de democracia pluralista, de estado servidor e garante de direitos fundamentais, a solidariedade, há grandes diferenças nas formas de gerir esse estado, de equilibrar uma sociedade competitiva, de perceber a inexistência de igualdades totalitárias mas garantindo o acesso às mesmas oportunidades, de encarar a sustentabilidade dos sistemas sociais que enformam e são o suporte do bem-estar e da paz social.


 


Há outros meios, outra velocidade, outras tecnologias, outras preocupações, outros problemas. Há o terrorismo, as desigualdades, o crescer dos fanatismos, o espreitar da xenofobia e do racismo como novos-velhos valores sociais, a solidão, o envelhecimento populacional, a violência, o imediatismo, a voracidade.


 


Nos outros partidos, em maior ou menor grau, as lutas são semelhantes. Continuo a pensar que o PS é o que mais garante a manutenção dos valores universais em que acredito, com uma visão mais realista e empreendedora da nossa sociedade.


 


Por isso, cumprindo a primeira volta das legislativas, vou votar no PS.

 

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