
Ser contra a lei da paridade que o PS (e o Bloco de Esquerda) quer aprovar e que Cavaco Silva vetou não é ser de direita. Ser contra a descriminação (mesmo a positiva) não é ser de direita.
Não concordo com as quotas e acho uma hipocrisia tentar impor-se a participação das mulheres na política por meios que as diminuem.
Se os partidos de esquerda querem promover a igualdade de oportunidade entre os géneros, promovam a flexibilização dos horários das reuniões políticas, alterem as regras dos partidos que funcionam como clubes de confraternização masculina.
Acabem com a censura aos homens que têm que ir com os filhos ao médico, ou às reuniões da escola, ou buscá-los aos infantários.
Se libertarem as mulheres das tarefas que lhes são impostas, apenas pelo facto de serem mulheres, talvez elas mostrem mais interesse na política.
(pintura de Ogambi: carrying water with children)

