28 maio 2006

Abafante


Todos os esforços para que haja o maior contacto possível entre a pele e o ar, se fosse possível a suspensão no ar. Quente, pesado, peganhento, como uma grande mão suada que nos envolve e sufoca.

Não há diferenças de temperatura entre o ar exterior aos pulmões e o ar que está nos alvéolos, tão preguiçoso que demora a trocar dióxido de carbono por oxigénio. Tudo se mexe devagar, para não fabricar calor.

Fecham-se todas as persianas e abrem-se todas as janelas. Ao lusco fusco, junto a um copo de água e ouvindo cds da Dinah Wasington, espero dolentemente que arrefeça.

(Pintura de Jon Schueler: summer storm)

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