Embora mergulhada no trabalho, tenho mantido os olhos e os ouvidos mais ou menos à tona, de modo a aperceber-me do que se vai passando.
Parece-me totalmente despropositada a reacção do presidente da Ordem dos Médicos no que diz respeito à multa decretada pela Autoridade da Concorrência. A Medicina é uma profissão liberal e como tal deve ser tratada, como todas as outras profissões liberais. Uma coisa é recomendar preços máximos, outra muito diferente é publicar tabelas obrigatórias de preços mínimos e máximos, acusando quem as não pratica (principalmente às dos mínimos) de concorrência desleal.
Os tribunais servem para decidir, quando há interesses antagónicos em disputa. Dizer que a Ordem não pagará jamais, é uma posição precipitada e que revela alguma sobranceria. Ou não?
A novela do estatuto da carreira docente continua, com a proverbial e já mais que publicitada greve de professores. A banalização deste tipo de greves já é tanta que, mesmo que alguma razão algum dia lhes assista, ninguém lhes liga, e a reacção que provocam é de irritação e enfado.
Anunciou-se mais uma lei para a mobilidade dos funcionários públicos. Não sei porque é que o governo não assume frontalmente que precisa urgentemente de reduzir o número de funcionários públicos e que está a fazer um esforço para tal, em vez de usar meias palavras e legislação para fazer… isso mesmo!
É claro que os sindicatos estão contra, mas também estão sempre, contra esta ou qualquer outra reforma.
Mas uma coisa é certa. O desemprego vai aumentar e há muita gente que se deve sentir muito preocupada. De facto há inúmeros funcionários na administração pública que não são precisos, e que foram sendo contratados pelos diversos partidos que ocuparam alternadamente o poder. Mas será possível que essas pessoas encontrem outro emprego, no sector privado? Parece-me muito pouco provável! Como reconverter esses profissionais?
Parece-me totalmente despropositada a reacção do presidente da Ordem dos Médicos no que diz respeito à multa decretada pela Autoridade da Concorrência. A Medicina é uma profissão liberal e como tal deve ser tratada, como todas as outras profissões liberais. Uma coisa é recomendar preços máximos, outra muito diferente é publicar tabelas obrigatórias de preços mínimos e máximos, acusando quem as não pratica (principalmente às dos mínimos) de concorrência desleal.
Os tribunais servem para decidir, quando há interesses antagónicos em disputa. Dizer que a Ordem não pagará jamais, é uma posição precipitada e que revela alguma sobranceria. Ou não?
A novela do estatuto da carreira docente continua, com a proverbial e já mais que publicitada greve de professores. A banalização deste tipo de greves já é tanta que, mesmo que alguma razão algum dia lhes assista, ninguém lhes liga, e a reacção que provocam é de irritação e enfado.
Anunciou-se mais uma lei para a mobilidade dos funcionários públicos. Não sei porque é que o governo não assume frontalmente que precisa urgentemente de reduzir o número de funcionários públicos e que está a fazer um esforço para tal, em vez de usar meias palavras e legislação para fazer… isso mesmo!
É claro que os sindicatos estão contra, mas também estão sempre, contra esta ou qualquer outra reforma.
Mas uma coisa é certa. O desemprego vai aumentar e há muita gente que se deve sentir muito preocupada. De facto há inúmeros funcionários na administração pública que não são precisos, e que foram sendo contratados pelos diversos partidos que ocuparam alternadamente o poder. Mas será possível que essas pessoas encontrem outro emprego, no sector privado? Parece-me muito pouco provável! Como reconverter esses profissionais?
Isto se as leis que agora se anunciam não tiverem efeito só daqui a 10 anos!
Não deixa de ser extraordinário ouvir o PSD armar-se em defensor dos professores e em crítico da política de falta de disciplina e exigência que vem sendo seguida de há 30 anos para cá, esquecendo-se das suas enormes responsabilidades nessas matérias! Sem falar do dia do cão!
Sem comentários:
Enviar um comentário