25 setembro 2017

O regresso da extrema direita alemã

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Angela Merkel


 


 


Custa e preocupa muito apercebermo-nos de que a extrema direita alemã é a terceira força mais votada na Alemanha, regressando ao Parlamento donde estava afastada desde o fim da II Guerra Mundial.


 


Até hoje, e apesar dos diversos avisos, a liderança da Europa não tem ligado aos sinais de descontentamento dos cidadãos, nomeadamente em relação à União Europeia. A prolongada crise, as desigualdades e o voluntarismo dos partidos defensores da presente orientação política, empurrou todos os eurocépticos para a direita, pois não se sentem representados por nenhum partido tradicional. O último discurso de Juncker, com a proposta de um Ministro das Finanças comum, é mais uma fuga em frente na suposta necessidade de integração política, sem haja o cuidado de ter a explícita aprovação dos povos.


 


É claro que esta não é a única razão, mas parece-me uma razão muito importante. Para além disso o desaparecimento das gerações que viveram a II Grande Guerra, o terrorismo, a crise económica e a insegurança sentida dentro do espaço europeu, para além dos fluxos de refugiados, são mais razões para o aumento do racismo e da xenofobia.


 


É urgente o repensar da construção europeia, o respeito pelas democracias e pelas diferenças entre os vários Estados. São precisas novas políticas sociais, de emprego e de promoção da igualdade. Caminhamos a passos largos para um ciclo que acorda todos os nossos medos.

1 comentário:

  1. Devido ao teor da má educação do comentário de um "Anónimo", este foi eliminado.

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