Mais uma vez a agenda política é marcada pelo jornalismo do Expresso, que divulga um suposto relatório das "Secretas Militares" sobre Tancos, em que o ministro da Defesa e o General Rovisco Duarte seriam arrasados.
Passos Coelho e Assunção Cristas, tal como o Presidente da Comissão de Defesa, Marco António Costa, sem terem aprendido nada com o caso das listas de mortos de Pedrógão Grande, apressaram-se a criticar o governo e o Primeiro-ministro.
Já todos os supostos envolvidos na autoria de tal relatório desmentiram a sua existência. Mas isso não interessa. Em plena semana de campanha eleitoral para as autárquicas, mais uma vez tudo vale.
O Expresso é um actor activo, consciente ou não, do enterramento da credibilidade informativa. Se é que ainda alguém acredita nela, o Expresso apressa-se a desfazer todas as ilusões.
Eu não percebo o objetivo do Expresso com isto: sabem que serão desmentidos passadas algumas horas e que os políticos que os citaram cairão no ridículo; sabem que o Governo sai reforçado quando se prova a falsidade da notícia; sabem que cada notícia destas lhes diminui a credibilidade e retira margem para agirem como ator político. Então para quê?
ResponderEliminarO objectivo é levantar a dúvida. Enquanto se faz barulho há sempre a hipótese de alguém acreditar.
ResponderEliminarFrancamente, duvido que haja aqui alguma motivação de levantar a dúvida, de tão tosco que isto é. Um site de fake-news não tem reputação a defender, a do Expresso decresce de dia para dia. Não vale a pena invocar conspirações quando a incompetência chega para explicar tudo... O que, de certo modo, é pior ainda...
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