07 julho 2013

Da passagem de poderes

 



Público


 


Passos Coelho averbou a passagem do poder para o CDS, nesta fase da legislatura. Ao lado de um Paulo Portas contrito e silencioso, assumiu perante o país que um partido com cerca de 12% dos votos será aquele que governará, até a uma data incógnita. Passos Coelho nunca foi Primeiro-ministro – porque haveria agora de sê-lo?


 


O Presidente deve estar a suspirar de alívio. Esta solução dá-lhe a hipótese de adiar o inadiável. Temos governo para mais uns meses – até 2015? Até à noite dos resultados autárquicos? Até à tentativa de apresentar um orçamento para 2014?


 


Paulo Portas, entre saltos mortais e cambalhotas, conseguiu uma enorme vantagem para ele e para o seu partido. E para os eleitores – os militantes e os votantes do CDS? E o PSD vai aceitar a subalternidade? Ou está secretamente esfusiante porque amarrou a oposição intragovernamental à austeridade que aí vem?


 


As temperaturas vão manter-se elevadas e, nas praças de Lisboa, os manifestantes continuarão a pedir a demissão do governo. O desrespeito desta maioria pelas instituições é exemplar. A anulação auto imposta do Presidente mantém o espectáculo em permanência.


 

2 comentários:

  1. Boa noite,

    O seu post está em destaque na área de Opinião da homepage do SAPO.

    Atenciosamente,

    Catarina Osório
    Gestão de Conteúdos e Redes Sociais - Portal SAPO

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Mais uma vez agradeço ao SAPO e à Catarina Osório o destaque.

      Eliminar

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...