14 setembro 2011

Estilhaços

 



 


Gerry Judah


 


Levamos a vida a erguer muros de pedras


de estacas de vidro


inquebráveis invisíveis


duros permanentes invioláveis.


Basta um sopro gelado um segundo de desatenção


para que tudo se desmorone e os estilhaços


do vento decalquem as feridas espalhando-as


sem discrição.

1 comentário:

  1. Anónimo10:16


    Excelente!

    Parabéns pelo realismo poético que descreveu.

    Vasconcelos

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