Durante décadas as inacreditáveis prestações de Alberto João Jardim, antidemocráticas, populistas, despesistas, demagógicas e ditatoriais, foram toleradas e bem aceites pelos seus correligionários políticos, pelos jornalistas e pelos comentadores.
O Presidente da República aceitou ser destratado, aceitou o apoucamento da Assembleia Regional da Madeira, tornando-se cúmplice de toda a triste palhaçada que tem sido o desgoverno da Região Autónoma da Madeira. Sócrates e Teixeira dos Santos não tiveram a solidariedade da oposição quando tentaram por cobro a esses desmandos.
Agora os jornais gritam a astronómica dívida da Madeira e as dementes declarações de Alberto João Jardim. Será que é o milagre da Santa Troika? O que tem o Presidente da República a dizer à hipotética fraude nas eleições presidenciais de 1980?
Será altura do PSD e do Presidente da República claramente se demarcarem de Alberto João Jardim. Não é lícito calar tudo em troca de votos.
A Madeira (não) é um Jardim. A Madeira é o Jardim. A Madeira é do Jardim.Trinta e seis ano de "ditadura democrática" incensada ou tolerada por todos os governantes nacionais. Trinta e seis anos de desbarato de recursos nacionais (de todos nós) para alimentar as suas clientelas. Trinta e seis anos de "fraudes" eleitorais baseadas na compra de votos ao bom estilo terceiro-mundista. Trinta e seis anos de poder pessoal, sofisticadamente, similar ao de caudilhos como Ben Ali, MubaraK e outros. Trinta e seis anos de prepotência, de arrogância, de desrespeito pelas instituições da República, de gastos ocultos. E fica impune?
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