Em Portugal as leis não são para cumprir, quaisquer que elas sejam. Francisco van Zeller, presidente da CIP, disse aos microfones da TSF, com a maior tranquilidade, que: Nós, os espanhóis, os italianos, ou gregos estamos mais habituados a dar um jeitinho para ver se isto não vai ser tão caro ou tão grave. Vai haver fiscalização mais apertada, mas há prazos, protocolos, importações e exportações. Confio que toda a indústria consiga encontrar uma forma mais fluida de tratar o problema.
Isto a propósito da aprovação de legislação no parlamento europeu sobre produtos químicos, que vai substituir cerca de 40 leis actualmente em vigor na EU. O objectivo é melhorar a segurança das populações e evitar manuseamentos desnecessários de tóxicos, melhorar e aumentar a fiscalização, substituir produtos por outros menos perigosos, etc.
Claro que Francisco van Zeller acha tudo isso um grande desperdício de dinheiro, pois encarecerá muitíssimo os produtos finais, agitando a bandeira da deslocalização das indústrias químicas para a China, América Latina ou EUA, que não perdem tempo nem dinheiro com esses disparates ambientais.
E porque não? Se João Salgueiro diz publicamente que a banca sabe muito bem como fugir aos impostos, porque é que Francisco van Zeller não há-de apelar à fluidez de interpretação legislativa da pátria?
Isto a propósito da aprovação de legislação no parlamento europeu sobre produtos químicos, que vai substituir cerca de 40 leis actualmente em vigor na EU. O objectivo é melhorar a segurança das populações e evitar manuseamentos desnecessários de tóxicos, melhorar e aumentar a fiscalização, substituir produtos por outros menos perigosos, etc.
Claro que Francisco van Zeller acha tudo isso um grande desperdício de dinheiro, pois encarecerá muitíssimo os produtos finais, agitando a bandeira da deslocalização das indústrias químicas para a China, América Latina ou EUA, que não perdem tempo nem dinheiro com esses disparates ambientais.
E porque não? Se João Salgueiro diz publicamente que a banca sabe muito bem como fugir aos impostos, porque é que Francisco van Zeller não há-de apelar à fluidez de interpretação legislativa da pátria?
Muito mais grave que a “fluidez da interpretação” é a “fluidez da legislação”!
ResponderEliminarLegisla-se a torto e a direito (mais vezes a torto!) e depois, só depois, se notam as “cavalices” legislativas...
Se escrevo “cavalices” é porque os burros me merecem mais respeito que os cavalos...
Neste maravilhoso país tudo é fluido! As leis e as consciências!
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