03 junho 2006

Paridade sem quotas


Ser contra a lei da paridade que o PS (e o Bloco de Esquerda) quer aprovar e que Cavaco Silva vetou não é ser de direita. Ser contra a descriminação (mesmo a positiva) não é ser de direita.

Não concordo com as quotas e acho uma hipocrisia tentar impor-se a participação das mulheres na política por meios que as diminuem.

Se os partidos de esquerda querem promover a igualdade de oportunidade entre os géneros, promovam a flexibilização dos horários das reuniões políticas, alterem as regras dos partidos que funcionam como clubes de confraternização masculina.

Acabem com a censura aos homens que têm que ir com os filhos ao médico, ou às reuniões da escola, ou buscá-los aos infantários.

Se libertarem as mulheres das tarefas que lhes são impostas, apenas pelo facto de serem mulheres, talvez elas mostrem mais interesse na política.

(pintura de Ogambi: carrying water with children)

4 comentários:

  1. Concordo.
    Visão eslarecida do problema, tal como no post anterior.
    Blogue interessante.

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  2. marta r17:57

    Tal e qual. Subscrevo na íntegra.

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  3. Houdinni11:20

    Era tão bom que assim fosse não era...
    Fosse para as mulheres, ou para qualquer pessoa com filhos que tenha resolvido tê-los soziha, para que pudesseparticipar activamente na vida pública.
    Mas será que isso interessa aos partidos, ou interessará mais parecer que lhes interessa não querendo mudar nada?

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  4. Sofia Loureiro dos Santos18:07

    Não sei se interessa aos partidos, houdinni, mas de certeza que nos interessa a nós!
    As mulheres portuguesas, assim como os homens, não há diferença entre géneros, neste particular, têm que deixar de dizer mal e passar a fazer bem.
    Obrigada a todos pelos comentários.

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