01 outubro 2017

Ao voto

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sapo


 


Votar é a maior e melhor manifestação da democracia, uma espéce de sacramento, um dever ciclicamente renovado, uma prática de cidadania, um direito e uma responsabilidade individual.


 


Serve esta laudatória introdução para lembrar que as urnas estão abertas até às 19:00h.


 


Vá a correr comprar as cervejolas, as bifanas e faça uma mousse de chocolate, para poder assistir, na primeira fila, ao espectáculo da liberdade e da democracia, do qual somos todos figuras de cartaz. E se ainda não votou, não perca essa experiência que é sempre nova, em todas as catedrais do poder soberano do povo.


 


É do melhor que há!

Catalunya

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DN


 


Não tenho opinião sobre a independência da Catalunha. Mas tenho opinião sobre o extremar de posições, nomeadamente a do governo central de Madrid, que está a tentar resolver um problema muito sério e complicado com a força bruta. Apenas consegue um recrudescimento do sentimento separatista e que a revolta se instale.


 


A Espanha franquista permanece na memória de muitos saudosos de uma Nação que nunca foi una.

30 setembro 2017

Amanhã vamos votar

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Amanhã é dia de renovar a festa, o hábito, o vício da democracia. Votar, escolher, ter voz.


 


Que ninguém fique em casa. As assembleias de voto estão abertas muitas horas, ninguém precisa de faltar ao supermercado, à caminhada, ao futebol, ao almoço de família, ao café com os amigos, à missa, à meditação. Há tempo para tudo.


 


Se estiver frio vistam casacos, se estiver sol ponham chapéu, se chover levem guarda-chuva, se estiver calor vão de calções. Não razões nem desculpas.


 


Amanhã é dia de votar.


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 https://www.portaldoeleitor.pt/Paginas/Ondesevota.aspx

25 setembro 2017

O regresso da extrema direita alemã

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Angela Merkel


 


 


Custa e preocupa muito apercebermo-nos de que a extrema direita alemã é a terceira força mais votada na Alemanha, regressando ao Parlamento donde estava afastada desde o fim da II Guerra Mundial.


 


Até hoje, e apesar dos diversos avisos, a liderança da Europa não tem ligado aos sinais de descontentamento dos cidadãos, nomeadamente em relação à União Europeia. A prolongada crise, as desigualdades e o voluntarismo dos partidos defensores da presente orientação política, empurrou todos os eurocépticos para a direita, pois não se sentem representados por nenhum partido tradicional. O último discurso de Juncker, com a proposta de um Ministro das Finanças comum, é mais uma fuga em frente na suposta necessidade de integração política, sem haja o cuidado de ter a explícita aprovação dos povos.


 


É claro que esta não é a única razão, mas parece-me uma razão muito importante. Para além disso o desaparecimento das gerações que viveram a II Grande Guerra, o terrorismo, a crise económica e a insegurança sentida dentro do espaço europeu, para além dos fluxos de refugiados, são mais razões para o aumento do racismo e da xenofobia.


 


É urgente o repensar da construção europeia, o respeito pelas democracias e pelas diferenças entre os vários Estados. São precisas novas políticas sociais, de emprego e de promoção da igualdade. Caminhamos a passos largos para um ciclo que acorda todos os nossos medos.

24 setembro 2017

O Expresso como agente político de desinformação

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Expresso - 23/09/2017


 


 


Mais uma vez a agenda política é marcada pelo jornalismo do Expresso, que divulga um suposto relatório das "Secretas Militares" sobre Tancos, em que o ministro da Defesa e o General Rovisco Duarte seriam arrasados.


 


Passos Coelho e Assunção Cristas, tal como o Presidente da Comissão de Defesa, Marco António Costa, sem terem aprendido nada com o caso das listas de mortos de Pedrógão Grande, apressaram-se a criticar o governo e o Primeiro-ministro.


 


Já todos os supostos envolvidos na autoria de tal relatório desmentiram a sua existência. Mas isso não interessa. Em plena semana de campanha eleitoral para as autárquicas, mais uma vez tudo vale.


 


O Expresso é um actor activo, consciente ou não, do enterramento da credibilidade informativa. Se é que ainda alguém acredita nela, o Expresso apressa-se a desfazer todas as ilusões.

16 setembro 2017

As caravanas


Chico Buarque


 


 


É um dia de real grandeza, tudo azul


Um mar turquesa à la Istambul enchendo os olhos


E um sol de torrar os miolos


Quando pinta em Copacabana


A caravana do Arará - do Caxangá, da Chatuba


 


A caravana do Irajá, o comboio da Penha


Não há barreira que retenha esses estranhos


Suburbanos tipo muçulmanos do Jacarezinho


A caminho do Jardim de Alá - é o bicho, é o buchicho, é a charanga


 


Diz que malocam seus facões e adagas


Em sungas estufadas e calções disformes


Diz que eles têm picas enormes


E seus sacos são granadas


Lá das quebradas da Maré


 


Com negros torsos nus deixam em polvorosa


A gente ordeira e virtuosa que apela


Pra polícia despachar de volta


O populacho pra favela


Ou pra Benguela, ou pra Guiné


 


Sol, a culpa deve ser do sol


Que bate na moleira, o sol


Que estoura as veias, o suor


Que embaça os olhos e a razão


E essa zoeira dentro da prisão


Crioulos empilhados no porão


De caravelas no alto mar


 


Tem que bater, tem que matar, engrossa a gritaria


Filha do medo, a raiva é mãe da covardia


Ou doido sou eu que escuto vozes


Não há gente tão insana


Nem caravana do Arará

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...