13 março 2016

Da Primavera Presidencial

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Temos dúvidas quanto a Marcelo Rebelo de Sousa? Sim, muitas, começando até pela estridência dos afectos e dos banhos de multidão.


 


Há, no entanto, uma refrescante descompressão na sociedade, que vê virar-se uma página que não sonhava possível há uns meses. Começou pela surpresa governamental para continuar na despedida de um Presidente totalmente alheado do sentir de quem mais sacrificado foi ao altar da austeridade e da crise, esquecendo o seu papel agregador, o poder da empatia e do conforto dos valores humanistas e de solidariedade.


 


Por isso não me caem os pergaminhos de esquerda se disser que gostei do discurso e dos folguedos da tomada de posse, que duraram 3 dias. Gostei do convite ao Presidente moçambicano e da ausência do angolano, gostei da cerimónia na mesquita, percebi bem a euforia no concerto da noite e do bairro do Cerco.


 


Na Assembleia Ferro Rodrigues foi excelente. Quanto às palmas dos deputados, o facto de se pertencer a um determinado partido não deveria levar a contradições: a ovação pela direita de um Presidente que deu voz a muito do que a esquerda defendeu, estando esta concentrada em demonstrar que, por ser a esquerda, não pode aplaudir alguém apoiado pela direita.


 


São este tipo de entendimentos do que é fazer política que afasta os cidadãos dos seus representantes. Tal como o prometido chumbo ao apoios financeiros à Turquia e à Grécia por parte daqueles que assumiram esse compromisso no governo anterior. Não é menos verdade que o BE e o PCP devem ponderar votar favoravelmente esses apoios precisamente por serem compromisso que Portugal, como um Estado soberano, assumiu perante os restantes países europeus.


 


A tomada de posse de um novo Presidente deve ser um momento solene da nossa democracia, ainda mais numa altura em que a mudança de protagonista pode ser muito importante para a estabilidade e a melhoria da confiança e da esperança no futuro.


 


Desejo muita sorte a Marcelo Rebelo de Sousa. Ela significará a felicidade de todos nós.

05 março 2016

Procura


Lisboa


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Lisboa String Trio

Das escolhas americanas

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O susto


 


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 Do mal o menos

Da liberdade de expressão de pensamento

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Petição, ameaças, polícia: o Alentejo de Henrique Raposo no centro de uma polémica

Da descompressão nacional

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Governo recuperou "normalidade" em 100 dias


 


Já passaram 100 dias desde a posse de um governo que nunca considerei desejável nem possível. Depois das eleições legislativas, defendi que António Costa deveria ter assumido a derrota e ter-se demitido. Mas a realidade impõe-se e eu já constatei por diversas vezes a minha incapacidade para perceber as estratégias políticas e ser derrotada pelas circunstâncias.


 


Temos um governo que, contra todas as expectativas e contra todos os desejos da direita tomou posse, apoiado por uma coligação frágil e titubeante, como todos os dias nos lembram os partidos derrotados, os jornalistas e comentadores nacionais, os eurocratas e todos os que defendem a política europeia que tão desastrosos resultados tem conseguido.


 


Parece haver uma ligeira descompressão. Na verdade, respira-se um pouco mais de esperança. António Costa e os seus Ministros têm conseguido estar à altura das circunstâncias, reagindo com calma, bom senso e bom humor às mais diversas armadilhas que lhes vão sendo montadas. Desde os buracos na saúde, aos buracos nos bancos e às más decisões que nos vão custar milhões, António Costa e Mário Centeno dizem aquilo que é óbvio mas que é uma novidade após estes anos de chumbo - aqui estão para resolver os problemas que se apresentarem.


 


O governo tem contado com a ajuda da inacreditável falta de vergonha dos anteriores Ministros, com grande destaque para Passos Coelho que deve pensar que o País é completamente idiota. Todas as ocasiões são boas para, com um desplante estonteante, branquear o total falhanço da sua governação.


 


Esperemos pois, calmamente, que o BE, o PCP  e o Verdes não exagerem nas suas posições reivindicativas e na sua pressão mediática porque este tem sido um muito melhor governo que qualquer de nós poderia antecipar. E ainda bem.

Dos retratos Presidenciais

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Cavaco Silva acaba o seu segundo mandato presidencial sem honra nem glória. Por sua responsabilidade, porque não soube honrar o cargo nem a função, porque fez da Presidência da República uma Instituição azeda, vingativa e ao serviço de um sector da população.


 


Por isso mesmo todo o País será mais claro e solidário, num clima de normalidade democrática que se vai instalando desde a tomada de posse deste governo (mesmo com toda a pressão da direita e dos media ao seu serviço para o anúncio diário do apocalipse), quando for substituído.


 


Mas o coro de críticas a que temos assistido a propósito da seu retrato oficial parece-me deslocado, injusto e é o espelho da sobranceria e da intolerância que as supostas elites culturais sempre demonstraram em relação a tudo o que não faz parte do seu núcleo bem pensante. Independentemente da avaliação e do gosto de cada um suspeito que, se Cavaco Silva não fosse tão depreciado como é, não faltariam as vozes apreciativas quanto ao arrojo e acerto da escolha, para além das várias interpretações psicológicas e artísticas da obra.


 


Basta ver o que foi feito por Paula Rego de Sampaio que, para mim, deixa bastante a desejar. Mas eu não percebo nada de finanças e tenho uma pequena biblioteca.


 


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Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...