Governo recuperou "normalidade" em 100 dias
Já passaram 100 dias desde a posse de um governo que nunca considerei desejável nem possível. Depois das eleições legislativas, defendi que António Costa deveria ter assumido a derrota e ter-se demitido. Mas a realidade impõe-se e eu já constatei por diversas vezes a minha incapacidade para perceber as estratégias políticas e ser derrotada pelas circunstâncias.
Temos um governo que, contra todas as expectativas e contra todos os desejos da direita tomou posse, apoiado por uma coligação frágil e titubeante, como todos os dias nos lembram os partidos derrotados, os jornalistas e comentadores nacionais, os eurocratas e todos os que defendem a política europeia que tão desastrosos resultados tem conseguido.
Parece haver uma ligeira descompressão. Na verdade, respira-se um pouco mais de esperança. António Costa e os seus Ministros têm conseguido estar à altura das circunstâncias, reagindo com calma, bom senso e bom humor às mais diversas armadilhas que lhes vão sendo montadas. Desde os buracos na saúde, aos buracos nos bancos e às más decisões que nos vão custar milhões, António Costa e Mário Centeno dizem aquilo que é óbvio mas que é uma novidade após estes anos de chumbo - aqui estão para resolver os problemas que se apresentarem.
O governo tem contado com a ajuda da inacreditável falta de vergonha dos anteriores Ministros, com grande destaque para Passos Coelho que deve pensar que o País é completamente idiota. Todas as ocasiões são boas para, com um desplante estonteante, branquear o total falhanço da sua governação.
Esperemos pois, calmamente, que o BE, o PCP e o Verdes não exagerem nas suas posições reivindicativas e na sua pressão mediática porque este tem sido um muito melhor governo que qualquer de nós poderia antecipar. E ainda bem.
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