08 setembro 2013

Das discussões de fundamentos

 


A propósito da limitação dos mandatos:


 


(...) Ao fim e ao cabo, será assim tão importante limitar administrativamente aquilo que parece não incomodar a sociedade? Sobretudo quando se torna tão fácil contornar a lei? (...)


 


Mas vale a pena ler o post todo.


 

07 setembro 2013

Marcas

 



Valérie Buess 


 


 


As marcas na madeira como escrita


de vidas sem história.


Estendo-me à beira do rio plantada


de ervas e raízes. Agarro a terra


macia e fácil. Presa estou nos braços


de quem me liberta.

A derrota da crise (14)

 



Teatro Meridional

A derrota da crise (13)

 



 


 


Os músicos da diáspora juntaram-se numa orquestra que só fala português


 


Toma um violino e agora desenrasca-te


 


A Orquestra XXI é quase como a selecção nacional


 


Foi assim que começou... Porque a banda precisava de um flautista


 


A Orquestra XXI mostra que é possível reaproximar o talento


 


Orquestra XXI

Do condicionamento da vontade popular

 


É bom ter à volta gente com quem se conversa e se discutem ideias. Isto a propósito da lei da limitação dos mandatos autárquicos.


 


aqui me referi a esta trapalhada e ao facto de ser incompreensível haver uma lei que tem que ser clarificada pelo Tribunal Constitucional, pois a interpretação é dúbia tendo os deputados recusado o seu esclarecimento.


 


A minha interpretação do espírito da lei, tal como me parece ter sido ventilado por todos os actores políticos, era que, a bem da democracia, deveria ser impossível a eternização no poder de determinadas pessoas, pois facilitavam a formação de compadrios e tráfico de influências, numa corrupção encapotada e de difícil controlo. Nesse sentido uma lei que limitasse o número de mandatos seria benéfica para a saúde democrática e para a credibilização da política e dos políticos.


 


Só que aquilo que a lei acabou por limitar foi a eternização num determinado local, não de uma determinada função. Ou seja, os partidos, se é que o fizeram com esse objectivo e não por incompetência e iliteracia, ludibriaram os eleitores ao darem a entender uma intenção que não tencionavam cumprir (com excepção do PCP).


 


Mas será que esta limitação é mesmo uma medida democrática? É que, tal como me foi apontado com acerto, esta é uma medida de contornos eminentemente antidemocráticos visto que obriga a uma renovação de representantes à revelia da vontade popular. Ou seja, se o povo quiser eleger alguém, mesmo que por 30 anos seguidos, a vontade popular deveria ser acatada, porque ela é soberana.


 


O facto dos partidos políticos não conseguirem renovar as suas lideranças e os seus protagonistas é motivo de preocupação, claro, mas terão que ser os mesmos partidos, dentro das suas estruturas, a alterar procedimentos. Conduzir o voto do povo, mesmo que a razão pareça nobre e enriquecedora, nunca deixa de ser uma forma de condescendência de cariz totalitário. É aos eleitores que cabe, em última instância, a decisão de apear qualquer representante das suas funções políticas.


 


Penso que esta é uma discussão que vale a pena ter. Na nossa sociedade são imensas as tentações totalitárias de condicionar comportamentos e costumes. O combate à corrupção tem a ver com uma justiça a funcionar e com transparência, o que pressupõe leis perceptíveis e aplicadas com toda a celeridade. Ceder ao politicamente correcto, à demagogia e ao populismo tem sempre custos, mesmo que não nos apercebamos deles no imediato.

04 setembro 2013

Evitar e combater a cegueira

 



 


 


A Fundação Champalimaud premiou, este ano, quatro ONG que actuam no Nepal, informando as populações, formando médicos, operando doentes, numa intervenção sanitária, social e humanitária.


 


As cataratas são uma das afecções que mais contribuem para a enorme prevalência da cegueira no Nepal. É uma doença que se trata com uma cirurgia pouco complicada. O tracoma, uma infecção crónica causada por uma bactéria (Chlamydia trachomatis), que se pode tratar com higiene e antibióticos, é a 2ª causa de cegueira no Nepal.


 


Estas duas doenças são uma tragédia social naquele país e em muitos outros. Este prémio significa mais intervenção da parte de organizações que estão a contribuir para que milhões de pessoas tenham uma vida um pouco melhor.


 

01 setembro 2013

Vergonha



Já alguém perguntou aos mais de 900 mil desempregados do que lhes valeu a Constituição?


 


Este governo é mesmo perigoso. Não me espanta - envergonha-me.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...