Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Alain Oulman & Ary dos Santos
canta Amália Rodrigues
Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.
Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.
Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento
este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.
Number one
Acerto as cartas pelas estrias
papel engelhado de mil e umas tardes
esfregando olhos dedilhando raízes
desapego e paixão envelhecidas.
As marcas na madeira como escrita
de vidas sem história.
Aliso as mantas pelos dedos
que se multiplicam a uma velocidade
com que não desmancham os vícios da dor.
Livres como flores agrestes em ofertas de paz.
Corto o cabelo em frente ao espelho
primeiro uma ponta uma sobrancelha
o despontar da orelha o nariz que se entorna.
Aparo e vou desgastando numa procura da simetria ideal.
Corto o espelho na ponta do nariz
uma sobrancelha a mais um cotovelo que se inclina
vou cortando o corpo na direcção que se destina
a mais abstracta pintura em que se mistura.
De aparas e segmentos desprezados recomponho a figura
a um canto que é mesmo nesse esconso desencanto
que me revejo
e me decanto.
Sempre que vou ao cinema prometo a mim própria que irei muito mais vezes, tal é o prazer de me sentar na sala escura e assistir às histórias que se desenrolam à minha frente. Misturo-me com as personagens e esqueço-me de mim. É uma realidade por vezes mais presente que a vida que arrastamos sem nos apercebermos de que se não repetirá nunca.
Dentro de casa, de François Ozon, e A gaiola dourada, de Ruben Alves, são dois excelentes filmes neste Agosto de temperatura pouco veranil. O primeiro, uma pequena perversa parábola sobre o espreitar pela janela, o desejo do que está para lá da nossa vivência, as emoções que roubamos. O segundo, uma ternurenta comédia e uma reflexão bem-disposta sobre a emigração portuguesa em França e a segunda geração.
What a difference a day made, twenty four little hours
Brought the sun and the flowers where there use to be rain
My yesterday was blue dear
Today I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you
My yesterday was blue dear
Still I'm a part of you dear
My lonely nights are through dear
Since you said you were mine
Oh, what a difference a day made
There's a rainbow before me
Skies above can't be stormy since that moment of bliss
That thrilling kiss
It's heaven when you find romance on your menu
What a difference a day made
And the difference is you, is you, is you
Stanley Adams
Sue Moreno
Carmela & Rafael
Libertad Lamarque
Recuerdas aquel beso
Que en brombo me negaste
Se escapo de tus labios sin querer
Y asustado por ello busco abrigo
En la inmensa amargura de mi ser
Cuando vuelva a tu lado
No me niegues tus besos
El amor que te daba
No repitas jamás
No me preguntes nada
Que nada eh de explicarte
Si el beso que negaste
Ya me lo puedes dar
Cuando vuelva a tu lado
Y estés sola conmigo
Las cosas que te dijo
No podrás olvidar
Por compasión
Une tu labio al mío
Y estréchame en tus brazos
Y cuenta los latidos de nuestro corazón
Coro:
Cuando vuelva a tu lado
Y estés sola conmigo
Las cosas que te dijo
No podrás olvidar
Por compasión
Une tu labio al mío
Y estréchame en tus brazos
Y cuenta los latidos de nuestro corazón
Y cuenta los latidos
De nuestro corazón
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...