Sempre que vou ao cinema prometo a mim própria que irei muito mais vezes, tal é o prazer de me sentar na sala escura e assistir às histórias que se desenrolam à minha frente. Misturo-me com as personagens e esqueço-me de mim. É uma realidade por vezes mais presente que a vida que arrastamos sem nos apercebermos de que se não repetirá nunca.
Dentro de casa, de François Ozon, e A gaiola dourada, de Ruben Alves, são dois excelentes filmes neste Agosto de temperatura pouco veranil. O primeiro, uma pequena perversa parábola sobre o espreitar pela janela, o desejo do que está para lá da nossa vivência, as emoções que roubamos. O segundo, uma ternurenta comédia e uma reflexão bem-disposta sobre a emigração portuguesa em França e a segunda geração.
Ver desenrolar as bobines de filme na TV, torna-se insuportável na solidão caseira.
ResponderEliminarUm filme foi feito, e só resulta, no calor da sala escura e no ruído de fundo de fundo da respiração dos espetadores.
O filme roça o coletivo.
Boa Noite.
Boa Madrugada.
Cordiais e Afáveis Saudações neste Regresso
Acácio LIma