03 agosto 2013

Dentro de casa / A gaiola dourada

 


Sempre que vou ao cinema prometo a mim própria que irei muito mais vezes, tal é o prazer de me sentar na sala escura e assistir às histórias que se desenrolam à minha frente. Misturo-me com as personagens e esqueço-me de mim. É uma realidade por vezes mais presente que a vida que arrastamos sem nos apercebermos de que se não repetirá nunca.


 


Dentro de casa, de François Ozon, e A gaiola dourada, de Ruben Alves, são dois excelentes filmes neste Agosto de temperatura pouco veranil. O primeiro, uma pequena perversa parábola sobre o espreitar pela janela, o desejo do que está para lá da nossa vivência, as emoções que roubamos. O segundo, uma ternurenta comédia e uma reflexão bem-disposta sobre a emigração portuguesa em França e a segunda geração.


 


 



Dentro de casa (Dan la maison)


 

 



A gaiola dourada (La cage dorée)


 

1 comentário:

  1. ACÁCIO LIMA00:50

    Ver desenrolar as bobines de filme na TV, torna-se insuportável na solidão caseira.

    Um filme foi feito, e só resulta, no calor da sala escura e no ruído de fundo de fundo da respiração dos espetadores.

    O filme roça o coletivo.

    Boa Noite.
    Boa Madrugada.

    Cordiais e Afáveis Saudações neste Regresso

    Acácio LIma

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