07 julho 2012

Um dia como os outros (113)

 



(...) Não há duas interpretações possíveis para estas palavras, apenas esta: o indivíduo que é pago pelo Estado para exercer o cargo de Presidente da República está a invocar um acordo de empréstimo com entidades estrangeiras em ordem a justificar a sua demissão voluntária para respeitar e fazer respeitar a Constituição. Ainda por cima, o indivíduo, e quem o apoia, tudo fez para que Portugal fosse obrigado a recorrer a esse empréstimo, e nas piores condições negociais. Era o três em um: queda de Sócrates, subida da direita ao poder e licença ao abrigo da Troika para uma experiência de reengenharia social nascida da mais irresponsável ignorância. (...)


 


Valupi


 

Iogurtes magros, cá por casa

 



 


Iogurte natural, magro 



  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Misturar o iogurte, o leite e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 12h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Iogurte de chocolate, magro 



  • 40g chocolate culinária negro

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Derreter o chocolate partido aos bocadinhos no leite e deixar ferver. Depois de arrefecer misturar o iogurte e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 10h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Iogurte de baunilha, magro 



  • 2 vagens de baunilha

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Abrir as vagens de baunilha e raspar o conteúdo para dentro de um fervedor. Juntar o leite e deixar ferver durante 10 minutos. Depois de arrefecer, misturar o iogurte e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 12h. Consumir depois de 3h no frigorífico. 


 


Iogurte de coco, magro 



  • 50g de coco ralado

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200 g de iogurte natural, magro 


Juntar o leite ao coco ralado e deixar ferver durante 10 minutos. Depois de arrefecer, misturar o iogurte e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 10h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Iogurte de banana, magro 



  • 1 banana madura

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Fazer um batido com a banana e o leite. Misturar o iogurte e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 10h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Iogurte de cacau, magro 



  • 50g cacau em pó, magro 

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Ferver o pó de cacau com o leite e, depois de arrefecer, misturar o iogurte e o leite em pó. Deitar nos copinhos da iogurteira que se deixa ligada durante 12h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Nota: Quem quiser pode substituir a palavra magro por gordo ou meio-gordo, aumentar a quantidade de chocolate e cacau, ou juntar açúcar (ao gosto de cada um, habitualmente 50g/1l leite).

Um dia como os outros (112)

 



(...) Tem Miguel Relvas toda a razão: todo o cidadão tem direito ao bom nome. Até ele, que o negou a outros. Curioso que só se dê disso conta quando é à sua porta que as acusações e insinuações batem, depois de tudo ter feito, como tantos "notáveis" do seu partido, de Santana a Ferreira Leite, de Marques Mendes a Menezes, de Pacheco Pereira a Passos, para que a doença do ad hominismo infetasse o combate político, banalizando as considerações sobre "o carácter", o percurso académico e até a família dos adversários. (...)


 


Fernanda Câncio

A falácia dos subsídios

 


É bom não esquecer que os 13º e 14º meses não são prendas de bom comportamento nem mordomias dos funcionários públicos. São cerca de 14% da remuneração anual, que é paga em 14 prestações. Por isso, o corte destes pagamentos corresponde a um corte de 14% dos ordenados.


 


Ou seja, um corte de 7% do ordenado a todos os trabalhadores, corresponde a metade do que foi cortado aos funcionários públicos, não contando, evidentemente, com os 10% que já lhes tinham sido subtraídos


 


Não estou a defender que se cortem ordenados a todos os trabalhadores. Mas se a necessidade que levou à redução correspondente a 14% dos ordenados dos funcionários públicos é assim tão premente, ela deve ser dividida por todos. Os resultados, no entanto, estão à vista de todos.


 


Porque é que o governo não aproveita a oportunidade e não passa a pagar em 12 prestações, acabando definitivamente com a semântica dos subsídios, que é uma falácia completa? E, já agora, porque é que não aproveita para repôr o que retirou, visto que a situação só piorou?

06 julho 2012

Estado de direito

 


A decisão do Tribunal Constitucional (TC) foi, como disse Guilherme de Oliveira Martins, a prova de que o Estado de Direito funciona, mesmo que disso tenhamos dúvidas todos os dias, muitas delas bem fundadas. Percebo o facto dos Juízes terem tornado o ano corrente numa excepção, embora considere que foi uma opção política. Se é uma medida inconstitucional o Estado deveria ressarcir os cidadãos do que já lhes foi retirado. Desta forma o TC dá uma folga ao governo que, inclusivamente, pode ser usada para estender esse imposto ao sector privado.


 


No entanto, penso que o governo não tem condições políticas para se atrever a retirar o subsídio aos restantes trabalhadores. Neste momento, a paciência esgotou-se e não haverá vozes internas que sustentem mais austeridade, por muito que a vontade expressa de Passos Coelho e Vítor Gaspar seja de cumprir o défice a todo o custo. Já todos perceberam que não há margem para mais medidas recessivas e o que, provavelmente, acontecerá, é um imposto que seja distribuído por todos, substituindo o corte dos dois subsídios ao funcionalismo público.


 


Para além disso, deva dizer-se que esta decisão assina mais uma derrota de Cavaco Silva, com a demonstração da sua arrogante inutilidade, mais uma derrota do governo, pela incompetência e cegueira patentes, e mais uma derrota de António José Seguro, pela vacuidade da oposição que pratica.

05 julho 2012

A vez dos privados

 


A decisão de inconstitucionalidade em relação ao corte dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos, por violação do princípio da igualdade, deu a desculpa perfeita para a extensão do mesmo corte aos trabalhadores e pensionistas do sector privado.


 


Via Aspirina B.


 


Nota 1: Parafraseando a Shyznogud: (...) E uma vénia aos deputados do Bloco, do PCP e do PS (estes contrariando a sua direção de bancada) que fizeram o que Cavaco não fez.


 


Nota 2: Corrigindo a mesma, como ela própria: (...) E uma vénia aos deputados do Bloco e do PS (estes contrariando a sua direção de bancada) que fizeram o que Cavaco não fez.

Fim de tarde

 



Jacqueline Rush Lee


 


 


Espalhavam-se pelo recinto, em pequenos grupos, habitualmente centralizados por alguma figura pública rodeada por outras que aspiravam à publicidade, do qual ressaltavam, por vezes, vozes exuberantes e risos de estalo. A roupagem era cuidadosamente casual, os olhares abrangendo a assembleia, atentos a quem chegava e a quem partia, trocando-se murmúrios de reconhecimento e identificação.


 


Arrastava-se a hora marcada muito para além do aceitável como é de bom tom em eventos literários, vernissages e afins, em que o fazer-se esperar a audiência apenas tem como objectivo ver e ser-se visto.


 


Autores sentados, apresentador a preceito, voz profunda e texto em folhas A4 frente e verso dactilografadas, letra arial 12 a espaço e meio, perante a assistência já preparada para os pequenos sons guturais de apreciação e aplauso, pequenos risos entremeados, acenos de cúmplices entendimentos. E de uma assentada, aquilo que se antevia como horas de prazer despretensioso, na mente de calções e pés descalços, areias macias e fins de tarde gloriosos, transformaram-se num manancial de profundos pensamentos, abundantes citações, indagações da vida e filosofias de antanho.


 


Muitos terão definitivamente decidido em que canto da prateleira iriam arrumar o pesado causador do evento, depois de uns dias estrategicamente colocado à vista dos visitantes. Muitos terão definitivamente decidido do imenso tédio de tal leitura, aposta pouco profícua para as horas de lazer. Poucos os que tentaram ver, atrás dos semblantes compungidos e seráficos dos autores, o susto de terem produzido tal imensidão de alindados pedregulhos, de tão espantosas metáforas, de tão deleitosas capacidades de projecção de consagrados autores literários.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...