É bom não esquecer que os 13º e 14º meses não são prendas de bom comportamento nem mordomias dos funcionários públicos. São cerca de 14% da remuneração anual, que é paga em 14 prestações. Por isso, o corte destes pagamentos corresponde a um corte de 14% dos ordenados.
Ou seja, um corte de 7% do ordenado a todos os trabalhadores, corresponde a metade do que foi cortado aos funcionários públicos, não contando, evidentemente, com os 10% que já lhes tinham sido subtraídos.
Não estou a defender que se cortem ordenados a todos os trabalhadores. Mas se a necessidade que levou à redução correspondente a 14% dos ordenados dos funcionários públicos é assim tão premente, ela deve ser dividida por todos. Os resultados, no entanto, estão à vista de todos.
Porque é que o governo não aproveita a oportunidade e não passa a pagar em 12 prestações, acabando definitivamente com a semântica dos subsídios, que é uma falácia completa? E, já agora, porque é que não aproveita para repôr o que retirou, visto que a situação só piorou?
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