17 junho 2012

Teremos que ser...

 


... que nem umas raposas!


 



 

Jogos decisivos

 


Enquanto aguardamos o resultado das eleições na Grécia, palpitando sob a forma como o povo grego julga os seus governantes, os seus políticos e as chantagens dos verdadeiros líderes europeus, vamos assistindo ao desenrolar da governação de Passos Coelho, com a Ministra da Justiça a implementar medidas em que, em nome da nossa segurança, arrasam com os direitos individuais, com o Ministro da Saúde a acabar com o acesso aos cuidados de saúde por parte da população pobre, essa palavra que, de novo, faz parte do nosso quotidiano, e com o Primeiro-ministro a não saber nada do que se passa para não ter que responder aos deputados pparlamentares.


 


Torcemos hoje pelo futuro da selecção no euro 2012. O torneio político também se está a decidir.


 

13 junho 2012

Qualificação e desemprego

 


Não compreendo a justificação de congelamento de vagas para determinados cursos, quando esta é  a falta de empregabilidade. Nem o estado garante emprego aos formados pelas universidades públicas, nem é capaz de garantir que ele exista no sector privado. Sendo assim, será melhor estar desempregado com formação superior ou sem ela?


 


Que se limitem as vagas pela capacidade instalada das Universidades, em termos de recursos humanos, projectos de investigação, espaço físico, cooperações institucionais, que se avalie a qualidade do ensino, que se promova a excelência em todas as áreas, muito bem.


 


Mas impedir a formação superior com a miragem de que se está a garantir emprego a quem consegue entrar para determinado curso, não só cria falsas expectativas para quem entra, como é uma injusto para quem deixa de fora.


 

10 junho 2012

Nevoeiro

 



Fernando Pessoa


 


Nem rei nem lei, nem paz nem guerra


Define com perfil e ser


Este fulgor baço da terra


Que é Portugal a entristecer —


Brilho sem luz e sem arder,


Como o que o fogo-fátuo encerra.


 


Ninguém sabe que coisa quer.


Ninguém conhece que alma tem,


Nem o que é mal nem o que é bem.


(Que ânsia distante perto chora?)


Tudo é incerto e derradeiro.


Tudo é disperso, nada é inteiro.


Ó Portugal, hoje és nevoeiro...


 


É a Hora!


 

09 junho 2012

Pois...

 


Foi mais assim:


 



 

Blowin' In The Wind

 



Bob Dylan 


 


How many roads must a man walk down
Before you can call him a man?
How many seas must a white dove sail
Before she can sleep in the sand?
Yes and how many times must cannonballs fly
Before they're forever banned?




 


The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind


 


Yes and how many years can a mountain exist
Before it's washed to the seas (sea)
Yes and how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes and how many times can a man turn his head
Pretend that he just doesn't see?


 


The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind


 


Yeah and how many times must a man look up
Before he can see the sky?
Yes and how many ears must one man have
Before he can hear people cry?
Yes and how many deaths will it take till he knows
That too many people have died


 


The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind?


 



Da minha mais que bacoca portugalidade

 



 


Bem sei. De vez em quando sou acometida por doses estrondosas de um nacionalismo bacoco e foleiro. Irracional e horrivelmente condenável. De um populismo inaudito.


 


Mas a verdade é que, por muito que eu concorde com tudo o que se diga contra este governo, mesmo que diga pior do país e dos meus conterrâneos do que os revolucionários artistas que nos visitam, não gosto nada, mesmo nada de os ouvir criticar, principalmente com condescendência, o que cá se passa.


 


E vestindo completamente o futebol como último reduto da dignidade de um país ultrajado, adorava que Portugal derrotasse a Alemanha. A-do-ra-va.


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...