Miguel Portas foi um homem que sempre lutou por aquilo em que acreditava. Tinha uma força que lhe vinha das suas profundas convições. Serviu o País em vários momentos e em várias circunstâncias. Devemos-lhe uma merecida homenagem.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
Miguel Portas foi um homem que sempre lutou por aquilo em que acreditava. Tinha uma força que lhe vinha das suas profundas convições. Serviu o País em vários momentos e em várias circunstâncias. Devemos-lhe uma merecida homenagem.
Passo a passo, percebe-se que as promessas prometidas pelo Passos se processam apenas a passo. Porém, apesar dessa posposição, a passo e passo, há outros passos que, não sendo promessas passadas, são-nos passadas pacientemente pelo Vítor Gaspar e aceites penosamente perante a passividade e a permissividade da nossa sociedade. Parece um péssimo prenúncio. Por isso, a espaços, ainda há quem se expresse possesso, pese o peso desse protesto (ideológico), já ter passado do prazo. Prosseguindo-se este processo, ampliam-se as possibilidades para o desaparecimento da paz social presente. Perceberá o Passos o que se prepara?
O 25 de Abril devolveu a liberdade e instaurou um regime democrático em Portugal. A Assembleia da República é o órgão onde, diariamente, se pratica a democracia. É uma vergonha que personalidades como Mário Soares e Manuel Alegre caiam na tentação populista de confundir discordância política e luta partidária com a celebração oficial, no Parlamento, dessa data simbólica.
Os deputados são os representantes do povo e foram eleitos democraticamente. Considero o gesto da Associação 25 de Abril, de Mário Soares e de Manuel Alegre um péssimo serviço à democracia, que eles próprios ajudaram a criar.
A agenda ideológica do governo revela-se todos os dias. Com a justificação da crise, da troika e do défice, o governo todos os dias rasga mais uma página do contrato eleitoral com quem o elegeu. Até aqueles que estavam dispostos a cooperar, em nome da paz social e do pragmatismo, como é o caso da UGT, são sobranceiramente enganados pelas medidas que desmentem os acordos e a própria noção de negociação.
Não só aumenta a possibilidade e a flexibilidade dos despedimentos, como reduzem imenso as indemnizações, para quase desaparecerem, como desaparecem os subsídios de desemprego e os fundos da segurança social. A dignidade do trabalho e dos trabalhadores deixou de ser um valor em si mesmo. Entretanto, a execução orçamental segue as pisadas que se esperavam. e a Ministra da Justiça mostra um total desrespeito pelo Tribunal Constitucional.
Os impostos não têm retorno em serviços prestados aos cidadãos. Diariamente o País deprime-se, encolhe, definha. Talvez valha a pena lembrar a Vítor Gaspar que a paciência tem limites.
Vários andares, níveis de consciência, capacidade em estar atento. Vários espelhos onde se vê e revê a memória, o passado, o corpo, onde se encontra o próprio ou a imagem que se projecta para fora do próprio.
Vários sons, aflitos, suaves, assustadores, arrepiantes, calmos, ondulantes. Poucas vozes as dos poemas, poucos os poemas nesse poema inteiro. Poucas as palavras ouvidas em tom de confidência. Vários os tons de branco e castanho velado, de dourados secos e velhos, de vermelho e ocre. Várias as texturas dos tecidos, das pedras, das madeiras, da água, da poeira.
Várias as portas e as chaves que se abrem e fecham, que escondem e mostram, que começam e acabam, por onde se entra e se sai. Vários os movimentos de dança e desespero, de poder e submissão, de amor e de ódio, de recolha, de manipulação, de despojamento. Vários os momentos de partilha e solidão, de crueldade e sedução.
Caóticos e loucos, calados e gritantes, desconexos e pueris, inacabados e em fragmentos, de risos e viagens, sonhos de mulheres que são, que fizeram, que tiveram, que deram, que quiseram, que desejaram, que fugiram, que romperam. Tantos os sapatos que podemos calçar, que nos ensinam a calçar e que nos fazem meninas e velhas, monstros e anjos. Impossíveis as palavras para este espectáculo, defini-lo ou contá-lo, explicá-lo ou senti-lo. Surpreendente, impensável, lindíssimo e provocador.
Mais uma vez parabéns ao Teatro Meridional e a todos os colaboradores, que fazem de cada trabalho uma experiência imperdível. Destaque para as extraordinárias actuações das actrizes Ana Lúcia Palminha, Carla Galvão e Susana Madeira.
É realmente constrangedor assistir a debates como o que ontem vi a propósito da audição parlamentar a Maria de Lurdes Rodrigues, sobre a polémica à volta da Parque Escolar. A forma como se tenta destruir e criminalizar tudo o que foi feito pelos anteriores governos, o que se entende deverem ser os equipamentos escolares em termos de condições, conforto, materiais de construção, arquitectura, etc., expressam bem os preconceitos que há em relação à escola pública.
Nos últimos dias alguns jornais têm feito eco das recomendações da OCDE a propósito da elevada percentagem de reprovações, da desmesurada importância que se dá aos exames, e da falta de priorização do investimento na recuperação das aprendizagens para os alunos que as não atingiram. É a mentalidade existente, na qual também me incluo, que tende a associar exames a rigor e aprendizgem.´
Também por isso o exemplo do que foi a tentativa do mandato de Maria de Lurdes Rodrigues foi exemplar ao recentrar o verdadeiro problema do ensino no aproveitamento dos melhores e mais experientes professores na recuperação dos alunos com mais dificuldades, na formação e qualificação dos professores, na requalificação e recuperação das escolas, ou seja, no sucesso escolar.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...