A agenda ideológica do governo revela-se todos os dias. Com a justificação da crise, da troika e do défice, o governo todos os dias rasga mais uma página do contrato eleitoral com quem o elegeu. Até aqueles que estavam dispostos a cooperar, em nome da paz social e do pragmatismo, como é o caso da UGT, são sobranceiramente enganados pelas medidas que desmentem os acordos e a própria noção de negociação.
Não só aumenta a possibilidade e a flexibilidade dos despedimentos, como reduzem imenso as indemnizações, para quase desaparecerem, como desaparecem os subsídios de desemprego e os fundos da segurança social. A dignidade do trabalho e dos trabalhadores deixou de ser um valor em si mesmo. Entretanto, a execução orçamental segue as pisadas que se esperavam. e a Ministra da Justiça mostra um total desrespeito pelo Tribunal Constitucional.
Os impostos não têm retorno em serviços prestados aos cidadãos. Diariamente o País deprime-se, encolhe, definha. Talvez valha a pena lembrar a Vítor Gaspar que a paciência tem limites.
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