11 maio 2010

Promiscuidades

Estou de tal maneira em frontal desacordo com a forma como o Estado Português reage à visita do Papa que me custa expressá-lo.


 


Este é um país em que há legislação sobre a liberdade religiosa, em que a separação entre a religião e o estado está consagrada na Constituição.


 


O Papa deveria ser recebido com a pompa e a circunstância de um Chefe de Estado. O facto de ser um líder religioso é importante para os que professam a mesma religião.


 


Como é possível parar o país durante três dias para receber um líder religioso? Como pode o Presidente da República confundir desta maneira o seu lugar com as suas convicções pessoais? Como pode o chefe de um governo socialista, numa éopca de tantas dificuldades no país, demagogicamente pretender ganhar algum conforto político com esta medida?


 


Com estes gestos o Estado desrespeita-se si próprio.

10 maio 2010

Em nome dos portugueses


 


Quando regressava a casa ouvi o fim de uma entrevista a Fernando Tordo, no Rádio Clube Português. Perguntava ele (e pergunto eu) porque é que 10 antigos ministros das Finanças, após uma audiência com o Presidente da República, falam nos portugueses? Quem lhes deu legitimidade para falar em nosso nome? Quem os elegeu? São representantes de que portugueses? Dos que votaram maioritariamente no PS para governar?

09 maio 2010

Suspendamos

A suspensão das grandes obras públicas, como lhes chamam, o novo aeroporto, a terceira travessia do Tejo e o TGV, são a vitótia do PSD e do CDS, cerca de 6 meses após uma derrota eleitoral.


 


A partir de agora fica demonstrado que as campanhas eleitorais, os programas, os argumentos económicos e sociais não servem, de facto, para nada.


 


A partir de agora qualquer notícia sobre o desmantelamento dos serviços públicos de saúde e educação, ou a alteração das regras da segurança social, será recebida com a indiferença de quem já não se importa.


 


Para quem, como eu, defendeu activamente a vitória do PS, é muito difícil perceber que a crise pode explicar o que se está a passar. Portugal voltou a ser aquele país em que se vive o dia a dia sem horizontes. Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva estão de parabéns.


 


O PS perdeu legitimidade eleitoral, por desfazer e desdizer tudo o que disse e quis fazer na legislatura anterior. Vamos arrastar-nos até às eleições presidenciais, protagonizadas por figuras do passado, sem qualquer capacidade para devolver a esperança a uma boa parte da população. Cruzam-se frases feitas e os bastidores fervilham com o poder que se avizinha, depois de Cavaco Silva iniciar o segundo mandato.


 


E assim nos vamos entretendo com o vulcão, o Benfica e as contas por pagar. A vida continua e, apesar de Maio estar chuvoso, o Verão já não tarda.


 

05 maio 2010

Um dia como os outros (55)

 



(...) Quando lutamos por direitos justos, o governo critica os enfermeiros pelo que fica por fazer [consultas e cirurgias programadas], mas agora é ele que promove dois dias de tolerância de ponto, cujas consequências são parecidas, disse Guadalupe Simões, dirigente do SEP. (...)


 

Inaceitável

 










 


Isto é inacreditável e absolutamente inaceitável.

Separação entre o Estado e a Igreja

Petição Cidadãos pela Laicidade.

Intervenções a desgoverno

Cavaco Silva reúne com aqueles que são contra as obras públicas, nomeadamente o TGV, o aeroporto e a travessia do Tejo. Cavaco Silva, mais uma vez, interfere na esfera do governo dando cobertura à intoxicação mediática a que se assiste em prole das posições do PSD.


 


Paralelamente, Manuel Alegre oficializa a sua candidatura oficiosa à Presidência da República, e critica a intervenção de Cavaco Silva. A ironia suprema é que Manuel Alegre passou os últimos anos de pré campanha eleitoral a fazer exactamente o mesmo – a interferir na esfera do governo, criticando duramente as reformas realizadas.


 


Parece-me que uma grande parte da população ainda não se revê em qualquer dos candidatos presidenciais. Com o advento do bloco central, Cavaco Silva ganhou uma alma nova. E até as cautelas que ultimamente tinha no que diz respeito às relações com o governo, desapareceram.




Horizontes

Horizons Neil Dawson Hoje o dia não se repete no intenso azul das almas livres. A prisão da felicidade a que não chega nem se entrega a que ...