07 novembro 2009

A voz do Tejo

 


Este é um disco imprescindível.


 


Este é um fado lindíssimo.


 


Com os maiores agradecimentos ao meu explicador, aqui fica.


 


Espero que gostem.


 



Rão Kyao & Camané

05 novembro 2009

Ándeme yo caliente / Y ríase la gente

 


poema de Luis de Góngora y Argote (1581)

foto de David Ruiz Bueso:

mañanas de invierno

 

Ándeme yo caliente

  Y ríase la gente.


 

 Traten otros del gobierno

Del mundo y sus monarquías,

Mientras gobiernan mis días

Mantequillas y pan tierno,

Y las mañanas de invierno

Naranjada y aguardiente,

  Y ríase la gente.

 


 Coma en dorada vajilla

El príncipe mil cuidados,

Cómo píldoras dorados;

Que yo en mi pobre mesilla

Quiero más una morcilla

Que en el asador reviente,

  Y ríase la gente.


 


 Cuando cubra las montañas

De blanca nieve el enero,

Tenga yo lleno el brasero

De bellotas y castañas,

Y quien las dulces patrañas

Del Rey que rabió me cuente,

  Y ríase la gente.


 


 Busque muy en hora buena

El mercader nuevos soles;

Yo conchas y caracoles

Entre la menuda arena,

Escuchando a Filomena

Sobre el chopo de la fuente,

  Y ríase la gente.


 


 Pase a media noche el mar,

Y arda en amorosa llama

Leandro por ver a su Dama;

Que yo más quiero pasar

Del golfo de mi lagar

La blanca o roja corriente,

  Y ríase la gente.


 


 Pues Amor es tan cruel,

Que de Príamo y su amada

Hace tálamo una espada,

Do se junten ella y él,

Sea mi Tisbe un pastel,

Y la espada sea mi diente,

  Y ríase la gente


 


 




 


(Mais uma prenda)


 

Boca do mundo

 



Mesa


 


 


Se a chama chega,

E ninguém chega à chama

De que vale arder?

Se o barco parte sem velas,

De que serve a maré?


 


Não se mostra o trajecto

A quem parte para se perder

Não se dá boleia

A quem precisa de ir a pé


 


E é como quando pensas que estás a chegar

E não deste um passo


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fênix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa


 


Hoje até o ar anda cansado

Preciso de um enigma

Para pôr fim ao propor

Não sei o que me deu, não costumo estar assim

Desco a rua que passa, rente à boca do mundo


 


Sinto a vida que passa

E os rumores que circulam na boca do mundo


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fénix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa

E é tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


Por fim, por fim...


 


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fênix a arder


Onde estou, nada mais pode crescer

Eu sou assim, uma fénix a arder

São só os meus erros, é toda a minha culpa

É tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


E é tudo o que faço

E é todo o meu cansaço


 


Por fim, por fim...


 


Sinto a vida que passa

Na boca do mundo, não se sabe quem é quem...


 

Um dia como os outros (4)

 


Armando Vara suspendeu o mandato de Vice-Presidente do BCP, atitude que só o dignifica. Outros, noutras empresas, poderiam seguir-lhe o exemplo.


 


(Também aqui)


 

E já lá vão 4 anos

 


A reserva impede-me de nomear o autor desta prenda de aniversário pelo quarto ano que o Defender o Quadrado faz hoje.


 


Mas que é uma bela homenagem, tenho que concordar que sim.


 


Para todos os que por aqui vão passando, obrigada. Quanto ao Kermit (antes Rechoncha), continuaremos a comparar notas.


 


A Miss Piggy (antes Bonemine), continuará a atacar.


 


04 novembro 2009

Aglomerado governamental

 



I wonder

Frode Inge Helland


 


Vamos lá a ver se entendi.

 


O PS apresentou um programa eleitoral que foi discutido na campanha para as eleições legislativas.

 


O PS ganhou as eleições sem maioria absoluta.

 


O PS formou governo.

 


O PS entregou à Assembleia um programa de governo baseado naquilo que apresentou ao eleitorado e que este votou maioritariamente.

 


Os partidos da oposição estão varados de espanto. Pelos vistos o PS deveria ter apresentado uma miscelânea, um aglomerado, um projecto de negociação sobre a sua própria governação, perguntando primeiro à Assembleia quais as opiniões, estratégias, decisões e políticas que, no entender do conjunto dos partidos que perderam as eleições e que não formaram governo, após eleições democráticas, autorizam o PS a executar.


 


Pois.


 


(Também aqui)


 

Falta de seriedade

 


A proposta do CDS/PP sobre a avaliação do desempenho dos professores contém:



  • A enumeração de objectivos por parte dos avaliados, que têm que estar em consonância com os objectivos enunciados pela própria escola

  • A entrega, no fim de cada ano, por parte dos avaliados, de um relatório, portfolio de auto-avaliação, onde estarão discriminados os objectivos atingidos, as acções de formação organizadas/participadas, trabalhos efectuados, dentro do espírito da formação contínua.


Os avaliadores são o conselho pedagógico e o presidente do conselho executivo (que pode delegar noutras pessoas/docentes) e deve avaliar (entre outros):



  • O relatório da auto-avaliação, avaliando o seu acordo/desacordo com ele, com recurso a entrevistas individuais

  • O nível de assiduidade dos docentes

  • O grau de cumprimento dos serviços distribuídos (componente lectiva e não lectiva), avaliando prazos e objectivos alcançados

  • Participação do avaliado na comunidade escolar

  • Acções de formação frequentadas

  • Participação em projectos (investigação/desenvolvimento educativo)

  • Grau de cumprimento dos objectivos fixados


As classificações são de 1 a 10, divididas em insuficiente, regular, bom, muito bom e excelente.


 


A diferença entre esta proposta e a que está em vigor é que não inclui a avaliação da componente científico pedagógica, com assistência pelos avaliadores às aulas dos avaliados.


 


Falta muita seriedade na discussão deste tema. O oportunismo e a demagogia do CDS e de Mário Nogueira são, de facto, notáveis.


 


(Também aqui)


 

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...