A proposta do CDS/PP sobre a avaliação do desempenho dos professores contém:
- A enumeração de objectivos por parte dos avaliados, que têm que estar em consonância com os objectivos enunciados pela própria escola
- A entrega, no fim de cada ano, por parte dos avaliados, de um relatório, portfolio de auto-avaliação, onde estarão discriminados os objectivos atingidos, as acções de formação organizadas/participadas, trabalhos efectuados, dentro do espírito da formação contínua.
Os avaliadores são o conselho pedagógico e o presidente do conselho executivo (que pode delegar noutras pessoas/docentes) e deve avaliar (entre outros):
- O relatório da auto-avaliação, avaliando o seu acordo/desacordo com ele, com recurso a entrevistas individuais
- O nível de assiduidade dos docentes
- O grau de cumprimento dos serviços distribuídos (componente lectiva e não lectiva), avaliando prazos e objectivos alcançados
- Participação do avaliado na comunidade escolar
- Acções de formação frequentadas
- Participação em projectos (investigação/desenvolvimento educativo)
- Grau de cumprimento dos objectivos fixados
As classificações são de 1 a 10, divididas em insuficiente, regular, bom, muito bom e excelente.
A diferença entre esta proposta e a que está em vigor é que não inclui a avaliação da componente científico pedagógica, com assistência pelos avaliadores às aulas dos avaliados.
Falta muita seriedade na discussão deste tema. O oportunismo e a demagogia do CDS e de Mário Nogueira são, de facto, notáveis.
(Também aqui)
Conclui muito bem acerca da demagogia do CDS. Excluir da avaliação do professor o conteúdo principal da actividade do professor - a actividade de ensino - ou reduzir essa avaliação ao cumprimento das formalidades administrativas e aos objectivos fixados pelo próprio é por si só revelador desse oportunismo.
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